A iniciação

Em remota época nos confins da Europa medieval, em um tranquilo vilarejo vivia um jovem adolescente de nome Geraldo. Era como todo adolescente de sua época, se é que naquela época podemos falar de adolescência, mas enfim…

Geraldo já sentia em seu corpo as transformações da puberdade, principalmente o latente desejo de praticar sexo, a masturbação lhe tirava as energias e lhe consumia os raros momentos de folga que possuía quando não estava ajudando seu pai nos trabalhos diários para manter a casa da família.

Há dias ele vinha observando uma senhora de mais ou menos uns 50 anos, ela sentindo a intenção do garoto passou a se insinuar discretamente, pois também estava defasada em termos de sexo. Desde que ficou viúva teve poucas relações com Guilherme, feiticeiro local que contratou seus serviços, todos eles, diga-se de passagem. A senhora ajudava nos afazeres domésticos, de magia e de quando em vez outras coisas.

O mestre feiticeiro vendo que os dois se entreolhavam pediu que sua ajudante, de nome Andrelisa, fizesse a iniciação sexual do menino. Suas intenções eram maiores, precisava de cabeças de um peixe raro, que só existia em um lago gelado que ficava próximo ao local onde vivia Geraldo, com as cabeças poderia fazer uma magia muito antiga, que poderia lhe trazer uma juventude já perdida.

Por meses se repetiu a cena: a cada dois dias (na medida em que conseguia os peixes) Geraldo aparecia na casa do feiticeiro Guilherme e em troca das cabeças de peixe possuía ardentemente Andrelisa, que não se incomodava nada com o trabalho extra, pelo contrário.

Geraldo recebia sempre a orientação de após o ato ir para casa e tomar um banho morno com os pés protegidos por uma sandália de couro. Procedimento que ele repetiu até o fim dos seus dias.

A ligação entre Guilherme e Geraldo se manteve por muitos anos, após a morte de Andrelisa o jovem Geraldo assumiu o posto de ajudante do feiticeiro, só nas questões que envolviam magia (que fique bem claro), ao longo do tempo Geraldo entrou em contato com a alquimia, com isso desenvolveu um profundo conhecimento de química, o que o ajudou muito em sua vida.

Esta história foi resgata por um velho historiador local de nome Anderson, já falecido, que dizia ter sido amigo de Geraldo e que as histórias são todas verídicas.

*Qualquer semelhança com fatos ou pessoas reais é pura coincidência, ou não.

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