Aqueles que estão ou passaram pela academia, por um curso superior ou algo semelhante ouviram diversas vezes a expressão “paradigma”. No início é um pouco complicado entender o sentido complexo deste termo, mas de uma forma generalizada e superficial podemos afirmar que o paradigma é um modelo, um formato estabelecido ao longo dos anos pelos diversos atores que o circundam.
Por exemplo, em educação costuma se criticar o paradigma conteudista, ou seja, se critica o professor que apenas “ensina” os conteúdos, sem resignificá-los, sem fazer uma contextualização com outros tempos e espaços.
A tendência atual é que se quebre o paradigma conteudista em nossas escolas. O desafio proposto está em conseguir que o professor se aproprie do processo de ensino e aprendizagem a partir da significação de habilidades e competências, em detrimento dos conteúdos, sem tirar a importância dos últimos, apenas realocá-los.
Dito isto para que se entenda o paradigma, portanto concluo que queremos quebrar o paradigma atual da educação brasileira. Mas o foco do texto consiste em um paradigma que não se pretende quebrar.
Por estes dias estive na cidade de Rio Grande-RS e encontrei um paradigma, pasmem vocês, eu vi o paradigma, estive junto a ele. Pode? Claro, vou mostrar…
Para minha surpresa ele estava abandonado, às moscas, sem uso, mas não sem importância. Aquele paradigma, ali parado, inerte já foi fonte de inspiração para tantos e tantas. Com certeza muitos se valeram dele para se satisfazer, talvez até usaram o paradigma como refúgio para sua alma triste.
Tentei interagir, impossível. Ele se postava de forma inerte, combalido, abalado, moribundo. Não foi possível, gostaria de ter bebido em sua fonte, consumido seu alimento, ter-me “emborrachado” com a fluidez de sua seiva, ter discutido as questões da sociedade em seu entorno junto aos amigos… Não foi possível!
Ao finalizar digo que não pude reanimar este paradigma, não pude trazê-lo ao seio da sociedade novamente. Espero que ele ainda possa renascer, para que “injete” em todos que precisam o líquido precioso da sabedoria.
Que os deuses permitam que este paradigma não se acabe, não se vá; ao contrário, que permaneça ativo, altaneiro e embriagante.
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E como bebemos hahahahah
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Mais importante do identificar e apontar os paradigmas, é quebra-los. Um paradigma nada mais é do que do que uma referência. É uma pena não termos podido “beber” em sua fonte. Não seja por isso, acabamos “bebendo” em outras…
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Olá,também estive próximo do referido paradigma.
Parabéns pela relato romantizado sobre o paradigma.
Abraço
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