A partir do século XX descobriu-se que a arte, para dar forma visível à emoções e sentimentos, não precisa, necessariamente apoiar-se em formas reais. Esse fator mudou inteiramente o curso da história da arte, ao mesmo tempo que foi responsável pelo surgimento, daí para frente ininterrupto, de uma série de novos movimentos, principalmente no campo da pintura.
Naquele período inicial do século XX foram dados os primeiros passos decisivos, que marcam o limite entre a arte até então praticada no Ocidente e o que então se passou a chamar de arte moderna. Eram as bases de uma arte que não tem como meta a reprodução da realidade objetiva do que se vê, sendo por isso qualificada como não – objetiva, não – figurativa, abstrata. Entre as principais modificações, destaca-se a eliminação do escultórico na pintura. Nega-se a representação de corpos volumosos sobre um plano; eliminam-se os artifícios de perspectiva. A pintura tradicional representava coisas e essas coisas normalmente significavam algo. Na pintura do século XX, a representação e a significação passaram a ter importância secundária: um quadro para ser um quadro, não precisa apresentar uma paisagem, nem rostos, nem cenas.
A pintura, dali para frente, volta-se para seus elementos puros e objetivos; conjunto de linhas, formas, cores, massas e texturas. Nesse grupo de elementos, nutre-se por sua vez de temas subjetivos que podem ser sensuais, espirituais, fantásticos, dramáticos, etc. É a visão do artista que prevalece sobre o todo, ora o cérebro, ora o coração, apresentando todas essas transformações. Assim, a arte contemporânea faz dos símbolos o seu meio de expressão: uma forma agressiva mostra a dor da guerra, uma cor suave revela o amor, uma garrafa de refrigerante no meio do deserto pode trazer um conteúdo de ironia, crítica e até amargura.
Na verdade todos os dias o mundo das artes nos mostra alguma novidade, e diante de tantos fenômenos artísticos, que posição tomar? Baseado em quais conceitos pode alguém fazer avaliações de uma obra de arte? Os conceitos, na verdade ajudam a entender o que já foi feito, os fenômenos mais recentes. O que acontece, pode-se dizer que o homem de hoje está tão próximo da arte como se fizesse parte dela. Falta-lhe, por isso, a perspectiva necessária para julgá-la. Deve o expectador receber toda e qualquer novidade de braços abertos, ou repudiar tudo o que à primeira vista lhe pareça meio “amalucado”? Nem uma coisa nem outra. Em arte como em todas as coisas, é preciso agir com prudência.
No século XIX, críticos apressaram-se em condenar quase todas as inovações trazidas por artistas que pouco depois foram considerados gênios da pintura.

O artista nunca pinta o que vê; pinta o que sente. Obra “Flor nos tijolos” (óleo sobre tela), pintada em 2006.
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ja vi e adorooooo essa tela ♥♥♥
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