Miséria Humana

Miséria Humana

Há homens e, homens; mulheres e, mulheres; crianças e, crianças… Seres humanos diferenciados uns dos outros pela marca inclemente da vida dura e difícil; judiados pela incompreensão dolorosa dos falsos preconceitos.

Fazemos parte da espécie onde os contrastes são os mais desequilibrados e chocantes. Misturadas as classes, igualados os indivíduos, identificadas as cores, aí entra o pior de todos os preconceitos: o econômico. A economia divide os grupos humanos numa demonstração flagrante de que vale mais a prepotência, o despotismo do dinheiro, do que o mito da fraternidade.

Enquanto no dicionário prevalecer a palavra “caridade” com o sentido de filantropia, jamais será possível alcançar-se a felicidade coletiva, porque o que se recebe ou se oferece em nome da “bondade” assistencialista, é humilhante, pois a esmola nos rouba o que de mais caro possuímos, a dignidade.

Essa “caridade” que anda por aí, como um conceito social de alta valia, não passa de vaidade mal contida dos atingidos pela fortuna, que dão ao semelhante tudo aquilo que não lhes serve mais: roupas velhas e utensílios já considerados lixo, mas que ainda terão uma última utilidade: serão objetos de descarrego do lixo de suas consciências desorganizadas.

Mesmo depois de vários milênios de catástrofes, epidemias e guerras o homem ainda não aprendeu com elas e não evoluiu espiritualmente o suficiente, tendo que entrar no terceiro milênio cristão assistindo a toda sorte de misérias: pessoas passando fome nos campos coberto de cereais, dividindo moradias com ratos nos grandes centros, enquanto há taperas na zona rural. E milhares nesse exato momento perambulam pelo planeta, sem perspectivas.

É inacreditável que depois de tudo o que a humanidade passou, perdurem os mesmos princípios da desigualdade social.

A vaidade, porém transforma-se em medida positiva de todos os fatos. A vaidade do homem ou da mulher é denominador comum da psicologia da nossa época. Os políticos querem aplausos quando apenas cumprem com o seu dever. Os poderosos, os magnatas querem a publicidade quando distribuem esmolas ao seu semelhante.

A democracia que entendo como tal é aquela que procura através do Estado distribuir a justiça, sem a intervenção de outra força que não seja a força social do Governo. Afinal que mundo é esse, que dá o Prêmio Nobel da Paz para  Barack Obama, dirigente da nação “mais poderosa do mundo” – entre aspas; o mesmo que está mandando mais de 30 mil soldados para a guerra do Afeganistão, guerra estúpida e sem explicação onde milhares de seres humanos estão morrendo em nome da ganância  e da avidez por poder e riqueza?

É… como diz a chiruzada nos galpões: “Êta, mundo Velho caborteiro”!…

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