A edição nº. 2094/23-Dez da revista IstoÉ veiculou matéria dando conta que o senador Gim Argello (PTB-DF), 47 anos, revelou aos colegas Renan Calheiros (AL) e Wellington Salgado (MG) haver acumulado o seu “primeiro bilhão de reais”.
A revista sustenta que Argello, cogitado como provável candidato ao governo do Distrito Federal em 2010, enriqueceu muito rápido. Sua fortuna foi ampliada vertiginosamente a partir de 1998, quando foi eleito deputado distrital.
Mas o senador Gim Argello também possui outras habilidades além de ganhar dinheiro de maneira célere. Sua rapidez se estende à compra de revistas!
A jornalista Vivian Eichler, na coluna “Pagina 10”, jornal ZH, edição de 29DEZ2009, narra que o senador Gim Argello limpou – literalmente – as bancas de Porto Alegre, adquirindo remessas inteiras da revista IstoÉ com a matéria sobre seu veloz enriquecimento.
Vivian inclusive declina sua fonte: Odacir Klein. O ex-ministro foi entrevistado pela IstoÉ em razão de sua experiência com o alcoolismo e pretendia adquirir alguns exemplares do periódico para distribuir entre amigos. Seu esforço, no entanto, restou infrutífero. Não encontrou mais nada nas prateleiras e recebeu a informação dos vendedores de que o senador Gim Argello, por ação de terceiros, havia comprado tudo!
Argello, demandado em processo que tramita no STF (lavagem de dinheiro, crimes contra o patrimônio, apropriação indébita, ocultação de bens, peculato e corrupção passiva), é mais um triste exemplo de “homem público” que fez patrimônio a partir de sua atuação como “representante do povo”. Parece que é científico mesmo: assumir uma cadeira no Parlamento tem o condão de tornar qualquer cidadão um “homem de negócios bem-sucedido”.
O Senador Gim Argello é um case de estocagem de dinheiro. E de revistas…
Charles Leonel Bakalarczyk
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