Acredito que as pessoas só devam escrever sobre assuntos que dominam, ou que conheçam o suficiente para poder sustentar suas idéias com clareza e coerência. Decidi escrever sobre o turismo, não sou um expert na área, mas nas funções que já desempenhei no serviço público municipal, como atendimento nos museus e junto ao Centro de Informações Turísticas de São Luiz Gonzaga e também enquanto professor de história me graduam a um entendimento razoável acerca do turismo em nosso município.
Estamos caminhando – a passos lentos – rumo ao desenvolvimento do turismo local, que é sobretudo histórico. Temos algumas ações do poder público que permitem um atendimento razoável ao turista, o Centro de Informações Turísticas está bem localizado, embora sendo deficiente em atendimentos aos finais de semana, feriados e à noite, dias e horários em que recebemos grande número de turistas.
Os museus também são atendidos por pessoas especializadas, possuindo um bom acervo. Tendo problemas idênticos ao Centro de Informações no que tange aos dias e horários de funcionamento. Ambos os locais têm, ao meu ver, deficiência na quantidade de funcionários. Devemos referir que estando os museus subordinados ao Departamento de Cultura eles possuem um trabalho mais inclinado ao público local, para manter e transmitir a cultura, do que ao turismo.
Temos, por parte do poder público, nos últimos anos uma boa vontade com o turismo, mas só isso! Lógico que em um município em dificuldades financeiras a cultura e o turismo ficam com a menor parte das verbas, existem outras prioridades como saúde e educação.
Atrair turistas sem investir é uma utopia, temos em São Luiz Gonzaga o Sítio Arqueológico de São Lourenço das Missões, Patrimônio Histórico do Brasil, o que o município faz para colher frutos disso?
A casa onde Jayme Caetano Braun viveu toda sua infância e adolescência foi “reformada” ainda bem que tiramos fotos…
O que o comércio local usufrui com a passagem dos turistas? Você lojista já recebeu turistas em seu estabelecimento? Pasmem! No centro de informações turísticas só existem fôlderes de duas ou três empresas de nosso município. Onde estão as informações sobre lojas, restaurantes, hotéis, bares, enfim…
Já está passando da hora de órgãos como ACI e Sindilojas se organizarem para colherem os frutos do turismo. Tenho certeza que ele aumentará a cada ano. O texto não é uma crítica aos órgãos supracitados, públicos ou privados, é um abre-olhos, uma sugestão de alguém que está vendo o cavalo passar encilhado sem ninguém montar nele.
Anderson Amaral
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O número de turistas que visitam os campos de concentração de AUSCHWITZ-BIRKENAU no sul da Polônia, em UMA MANHÃ(1.675) é o mesmo que nós(São Luiz Gonzaga) recebemos em dois anos. Lá 1 milhão e 220 mil por ano, aqui 800 turistas por ano.
Ou seja: Temos largo e fascinante caminho pela frente!
O mundo precisa saber da nossa história, do que houve aqui e o que somos hoje!
E pensar que a população daquelas localidades, próximas aos campos de concentrações, relutaram em desenterrar o passado…Tinham vergonha e pensavam que ninguém gostaria de saber da história deles.
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Sem alongar muito a conversa o que precisamos é ter o que mostrar, como São Miguel, ou pelo menos criar um marketing turístico de qualidade como Santo Ângelo, mas pra isso tem que ter competência e investimento. Nossos administradores são incompetentes neste quadrante e não querem gastar com turismo.
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É verdade, segundo informações de um colega que trabalhou durante dois anos no Memorial Coluna Prestes, a média de turistas nas instituições de Santo Ângelo é de 50 mil por ano, fora os visitantes locais. Em São Miguel, segundo os guias turísticos, a média é de 500 mil/ano. E aqui em São Luiz mau conseguimos chegar aos dois mil/ano.
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É, como Santo Ângelo é a rainha do marketing turístico, até creio que estão sendo bem tratados por aqui.
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Pena que poucos enxergam as críticas como chance de crescimento.
Mas vamos nós, uma mão alisa e a outra encrespa!
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Anderson:
Bela crítica. Ou, como tu afirmas, “abre-olhos”.
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