A cor dos seus olhos… – Coluna do Arno

Já pintei muitas mulheres, algumas só pintei;

Muitas eu amei. Algumas ultrapassaram os limites da tela.

Muitas pintei, sorrisos curtos, olhares perdidos.

De algumas, colori fantasias mais profundas com pinceladas do fundo do coração.

Hoje tenho a certeza: Todas levaram um pedaço de mim e,

ainda me arrisco a pintar a cor de seus olhos.

                                                                                            (Arno Schleder / 2006)

 Não é de hoje que a sensualidade faz parte do mundo das artes. Mestres da pintura como Salvador Dali, Leonardo Da Vinci, Renoir e Paul Gauguin transformaram as imagens de algumas mulheres em obras-primas das artes plásticas.

 Os grandes mestres da pintura tornaram célebres, inúmeras musas, muitas das quais jamais seriam lembradas se não fosse o trabalho deles. Esposa, amante, simples prostituta ou aventureira retratada, por vezes meteram seus admiradores em encrencas. São exemplos os processos movidos pela inquisição.

A mais famosa é, sem dúvida, a Mona Lisa de Leonardo Da Vinci que muitos consideram o mais perfeito quadro que um pintor conseguiu realizar. No entanto as histórias que giram em torno desta obra-prima são bastante controversas. Porém, não é a única obra em que uma musa provocou fofocas e escândalos.

 Por volta de 1446, o pintor francês, Jean Fouquet pintou uma madona para a igreja de Melun, encomendada pelo Rei da França, Carlos VII. Seria um trabalho que retrataria a mãe de Cristo. No entanto, Fouquet precisava de uma modelo, e o rei tratou de providenciar para a tarefa Agnes Sorel, uma jovem de pouco mais de 20 anos. Era uma das favoritas de Carlos VII e o havia ajudado a esvaziar os cofres reais. Apesar da ironia, Fouquet não se importou com o fato de estar pintando uma aventureira (eram assim chamadas as prostitutas da época), para representar a mãe de Deus, e se dedicou tanto ao trabalho que acabou realizando uma das mais esplêndidas obras de arte francesa. A Virgem Santa, representada com todos os atributos de cortesã do rei, usava um manto real que deixava o seio descoberto, acabou sendo um símbolo da liberdade de costumes introduzida por Agnes na corte.

 O pintor espanhol Francisco de Goya teve problemas sérios com musas desnudas, pois aparentemente se esqueceu que, em 1800 a Espanha vivia um regime ultraconservador e reacionário imposto pela inquisição, quando pintou uma de suas paixões e sua mais famosa obra, A Maja Desnuda.

 O grande pintor Paul Gauguin, apaixonou-se por uma de suas musas, a belíssima javanesa chamada Annah e dela pintou várias obras, inclusive a levou para viver na Europa, porém, o relacionamento acabou em 1894, e a dita-cuja aproveitou para saquear tudo de valor que havia no estúdio do pintor.                                  

                                                                          Fonte de pesquisa: Revista Incrível

Como pintor, tenho certeza que muita inspiração se busca na figura de uma linda mulher, que em vários casos ultrapassa nossa imaginação.

 8 de março e todos os dias são das mulheres. Parabéns!

Pinturas do francês Jean Fouquet

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