EMPREENDEDORISMO RURAL: NOSSO ESCAPE – Coluna do leitor

Prof. Rafael Trindade de Andrade

                 Nossa região é um berço de prosperidade. Temos tudo que precisamos para vivermos uma vida tranquila e sossegada, o que para muitos – que moram em cidades maiores – é um privilegio a parte. Possuímos muitas belezas naturais e históricas, como o Salto do Pirapó, as Lindas Paisagens de nossa História Guarani e o Encontro do Rio Ijuí com o Rio Uruguai, em Pirapó, que produz o pôr de sol mais belo de nossa região. Mas então porque nossa população esta cada vez menor?? Porque o êxodo rural continua afrontando nossos jovens a saírem em busca de uma vida profissional melhor??

            Chega de perdermos talentos valiosos que saem da nossa terra e constroem riquezas muito longe daqui!

            Qual então é o motivo que faz com que essa juventude abandone seu lar para buscar um status melhor na sociedade??

            A melhor resposta que encontramos é a falta de apoio ao empreendedorismo rural!!

            Estamos a décadas e mais décadas esperando que as grandes empresas venham abrir industrias em nossa região e nessa “esperança” cruzamos os braços, mesmo sabendo que isto é impossível…

            Sabemos que estas ‘idéias’ jamais vão sair do papel. Em minha cidade natal, desde quando criança se pregava nas ruas a abertura de uma fábrica de calçados! Até hoje estamos esperando!!

            Será que somos tão dependentes assim???!!

            Temos que investir em algo sustentável, que temos conhecimento e acima de tudo valorize nossa terra, nossos marcos históricos. Então, aparece o COOPERATIVISMO. Não aquele em que uns trabalham e todos dividem o lucro, mas aquele onde todos estejam engajados e comprometidos. Precisamos sentar todos, independente de cor, raça, religião ou partido político. Esquecer nossos egos e pensar exclusivamente em algo que resolva nosso problema do êxodo rural. Enquanto não estivermos todos na mesma sintonia, realmente, não adianta a Emater, Prefeituras, tentar colocar goela a baixo agroindústrias de cana-de-açúcar, legumes, verduras, peixes, se quem verdadeiramente é o favorecido não der valor. Qual é o futuro que queremos dar a nossos filhos? Já nos perguntamos alguma vez? Qual o pai que gosta de ver seu filho saindo de sua casa, do aconchego familiar, do carinho da mãe, porque não tem perspectiva de crescimento, de um futuro promissor. A saída para o pequeno agricultor é desenvolver outras habilidades. Precisamos entender que o pequeno agricultor que possui de duas a seis hectares, não sobrevive apenas plantando milho ou soja. Hoje todos estão preocupados com sua vida, seu organismo, nosso meio ambiente que nos rodeia, mas o que tiramos dessa afirmação?? O que isso tem haver com empreendedorismo?? ALIMENTOS ORGÂNICOS. Tenho certeza que qualquer pessoa paga mais caro em uma verdura, legume ou até mesmo uma “rapadura”  sabendo que esse produto não teve em seu processo de desenvolvimento, desde o plantio até chegar ao consumidor, nada de adubos químicos, queimadas, venenos, etc.

            Observamos todos os dias, nos mercados, fruteiras, padarias, entre outros, que o que está a venda sempre vem de outros lugares e até mesmo estados.

            Nossas cidades têm capacidade de produzir seu próprio sustento. Tem-se que arremangar as mangas e nos unir com um único e prioritário objetivo: Abrir portas de trabalho para que nossas cidades daqui a alguns anos não possuam em sua média de idade somente pessoas aposentadas, que já mostraram seu valor e agora desfrutam de seus méritos.

            O empreendedorismo é o escape que dispomos para segurar a juventude em sua terra natal. Desenvolvendo e incentivando a abertura de agroindústrias, de produtos naturais, fazer parcerias com os pontos de vendas e valorizar nosso pequeno agricultor e seu produto, abrir portas para que possa colocar seu produto no comércio, usar a tecnologia que esta em nossas mãos como a internet para divulgar o produto e, usar o que temos de mais belo: “Aproveitar o que a natureza nos proporciona para gerar produtos saudáveis, sem agredir o meio-ambiente produzindo alimentos com seu sabor natural, sem prejudicar a saúde com venenos e conservantes que fazem mal a nosso organismo.”

            Precisamos nos mexer e sermos ágeis, para que não aconteça o que cada ano acontece: mais e mais jovens abandonam seu lar, sua família em busca de uma vida profissional digna e realizadora nas grandes capitais nacionais!

Professor Rafael Trindade de Andrade

Professor do Curso Superior de Tecnologia em Processos Gerenciais do

Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI, em parceria com

Faculdade de Educação e Tecnologia da Região Missioneira – FETREMIS – São Paulo das Missões.

Professor Tutor dos Cursos da Área Empresarial da FATEC INTERNACIONAL- Grupo Uninter de Educação.

r.atrindade@yahoo.com.br

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