Anderson Amaral
Em breve São Luiz Gonzaga vai retomar as discussões sobre a implantação da Escola Tiradentes em seu meio educacional. Numa primeira abordagem parece ótimo, uma escola pública de excelência; mas proponho algumas reflexões aos amigos e amigas internautas.
Existe em andamento uma política de ampliação da escola Tiradentes, três escolas já estão funcionando no interior: em Santa Maria, Passo Fundo e em Ijuí. Há mais sete criadas por decreto do Executivo – Caxias do Sul, Canoas, São Luiz Gonzaga, Pelotas, Rio Grande, Santo Ângelo e São Gabriel.
A escola regida pela Brigada Militar possui carga horária entre 1.400 horas anuais, para quem frequenta primeiro e segundo anos, e 1.200 h/a para o terceiro ano. Dois períodos por semana são dedicados às atividades extracurriculares, a escolher entre desportivas – hipismo, esgrima, defesa pessoal, atletismo, futebol, vôlei, basquete – e culturais – banda marcial, dança, francês, alemão e inglês.
A média é 7, quem estiver abaixo da média no primeiro trimestre já recebe reforço. Quem for reprovado duas vezes ou for pego colando é “convidado” a sair da escola. Os instrutores das aulas extraclasse são policiais militares, oficiais e soldados. Já os professores da grade curricular são todos vinculados à Secretaria de Educação.
No edital de convocação para o concurso deste ano – Diário Oficial do Estado, de 15 de janeiro de 2010 – está claro que o acesso não é para todos, ao contrário do que manda a Constituição Federal. Consta que os alunos classificados nos testes de Português e Matemática serão convocados a realizar os exames de saúde e complementares, como exame de urina e eletroencefalograma. Quem estiver apto até aí terá que fazer de 25 a 30 abdominais em um minuto, de 8 a 12 flexões e correr de 1,6 mil metros a 2 mil metros em 12 minutos.
As peculiaridades militares, que limitam o ingresso de qualquer aluno, seja com problemas físicos ou mentais, ou até mesmo de adolescentes que estiverem acima do peso, estão contempladas na legislação estadual – Lei nº 12.349, de 26 de outubro de 2005.
A Constituição Federal de 1988 elegeu como um dos princípios para o ensino a igualdade de condições de acesso (…) “não podendo excluir nenhuma pessoa em razão de sua origem, raça, sexo, cor, idade, deficiência ou ausência dela”. Também fala como princípio constitucional a “gestão democrática do ensino público” e como dever do Estado a “progressiva universalização do ensino médio gratuito e o atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino”.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação diz que “o Poder Público adotará, como alternativa preferencial, a ampliação do atendimento aos educandos com necessidades especiais na própria rede pública regular de ensino”.
Penso, ao finalizar, que é uma escola excludente, indo na contramão da educação inclusiva, exclui os doentes, obesos, “fracos” fisicamente, alunos com necessidades especiais e, de certa forma, alunos com baixo poder aquisitivo, pois bem sabemos quem são aqueles que passam nas seleções públicas para universidades e escolas públicas de excelência.
Além disso, corre o boato que aqui em São Luiz Gonzaga se desativaria uma escola pública aberta, livre e democrática para instalar a escola da Brigada Militar.
Penso que seria melhor empregar recursos financeiros e humanos para melhorar a qualidade das escolas públicas estaduais já instaladas, visto que a maioria está à beira de um sucateamento e mesmo assim seus profissionais fazem “das tripas coração” para manter um mínimo de qualidade no ensino.
Querem um exemplo de descaso? Lá vai: a Escola Senador Pinheiro Machado ainda não recebeu um professor de Ciências para a 7ª Série, hoje já estamos a mais de 60 dias do início das aulas e os alunos desta série sem as referidas aulas. Como sempre fica o espaço para os debates.
Com apoio de matéria públicada no Jornal Extraclasse
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Mais uma dúvida, como seria distribuída as vagas, ouvi um comentário de que 50% destas seriam para filhos de brigadianos?
Existe um percentual de até 50% para dependentes de brigadianos. Da redação.
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Com respeito a todas as opiniões aqui postadas eu gostaria de também colocar meu pensamento,acredito que devemos ter escolas de qualidade com o nível da escola Tiradentes,mas questiono algumas dúvidas que tenho. Minha filha sofre de asma qual a chance que teria de entrar nesta escola maravilhosa se não consegue correr nem 100m, estaria ela condenada por conta deste problema a estudar em uma escola inferior, sucateada,com professores “de cabeça grande”? PERGUTO AOS INTERNAUTAS:quem não esta apto fisicamente a uma escola de qualidade estaria condenado a receber as sobras que são destinadas a educação no nosso estado, com professores que estão perdidos e abandonados na educação daqueles que em muitas vezes já foram excluídos pela família que deveria ama-los e cuida-los deixando-os a mercÊ das drogas e da criminalidade,estes, que num futuro muito próximo estarão roubando e matando fazendo vítimas talvez aqueles que conseguiram com esforço estudar numa escola de qualidade? Sou a favor a escolas de qualidade para que todos possam concorrer de forma justa e democrática a um estudo igualitário,só assim mudaremos os rumos da sociedade,investindo em cada criança estaremos investindo no futuro da humanidade.
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Bom, gostaria que vcs se possivel dissessem se a esscola vai ou nao ser implantada aonde é hoje a escola Adalgisa Lencina?
Olá Leonardo, ouve uma audiência pública onde a comunidade da escola não aceitou fechar esse educandário para sediar a Escola Tiradentes. Depois disso não se falou mais no assunto. Da redação de jornalismo.
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A qualidade do ensino está também na qualidade dos alunos. Pode-se apresentar o melhor professor. Se o aluno n quer “nada com nada”, não há nada q ele possa fazer. Os professores ainda n aprenderam a fazer milagres!
E se desativarem uma escola “aberta p todos” p colocarem a Tiradentes, ótimo! O q tem é escolas em slg. Será q vão deixar mais essa p Cerro Largo?
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Concordo com você a respeito da exclusão. Professores com a cabeça muito grande (o teu caso) não poderão trabalhar nessas instituição. Bom texto!!!!
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E não é de qualidade de ensino que estamos falando. mas de qualidade de cidadãos. Cidadãos que respeitem as leis, a ordem , as autoridades. Isso não pode ser relativizado jamais! Com o preço de criarmos baderneiros ao invés de cidadãos.
Os regimes totalitários ( fascista, nazista e comunista) usaram a disciplina como forma de alienação da população.
Os regimes autoritários ( regime militar brasileiro) usaram a disciplina como forma de evitar o totalitarismo e varrer do país esta ameaça.
Os regimes democráticos vêm obtendo os melhores índices na educação, é só vermos os exemplos da Finlândia e da Coréia do Sul.
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Disciplina tem a mesma raíz semântica da palavra Discípulo. Seria “aquele que segue”. Disciplina então está relacionada ao verbo seguir. Mas seguir o quê? Isso depende! Na nossa sociedade ocidental é seguir os 3 preceitos básicos: a filosofia grega, o direito romano, e a moral judaico-cristã. Hoje há um problema. Gramsci, a Escola de frankfurt e o Marxismo Cultural relativizaram a cultura ocidental. Foi a contracultura dos anos 60 e 70. Por causa disso São Luiz sofre hoje com problema de drogas e latrocínio. Paulo Freire levou o gramscismo para a educação. Por isso vemos a eterna luta de classes às avessas: professores X alunos. É Charles, São Luiz precisa urgentemente de uma escola de referência na disciplina e na excelência de cidadãos bem formados.
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No regimes fascistas e totalitários, a disciplina sempre estava em primeiro lugar. Nos regimes autoritários, idem.
Então não vejo essa ligação “necessária” entre qualidade de ensino e disciplina.
Aliás, o que vem a ser necessariamente disciplina? Submeter-se?
Posso ter um comportamento proveitoso nos meus estudos sem ser “submetido” pela “autoridade disciplinar”.
Respeito pela autoridade escolar se conquista, não se impõem!
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Porque nas demais escolas não foi mantido o rigor da disciplina do passado? Quando eu estudei em colégio público, antes de iniciar a aula todos entravam em forma, fazendo filas por séries no pátio,cantava-se o Hino Nacional, Hino a Bandeira, Hino Riograndense, escutava-se a Diretora dando orientações e um detalhe, tudo com disciplina. Hoje a Direção do colégio fala pelos alto falantes espalhados pelo pátio, sem os alunos darem o minimo de atenção, porém os mesmo alto falantes tocam as musicas estrangeiras, tambem musica com letras degradantes, conforme gosto e solicitações dos alunos. Agora os direitos são todos dos alunos, como um professor vai gerenciar uma escola sem ter uma disciplina estabelecida, onde haja mecanismos que possam dar forças ao professor e reprima os atos negativos dos alunos. Agora vai ficar melhor, aqueles que tiverem condições de fazer cursinhos e com bom condicionamento fisico, estudarão em escola disciplinada e nas demais continua como está. Porque todas as escolas não podem ser disciplinadas como a Escola Tiradentes?
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..ESCOLA EXCLUDENTE…. Essa é uma visão simplista da educação. Analisando superficialente, podemos afirmar isso com certeza. Mas a nivel nacional vemos a outra face. As escolas militares, os famosos CM, instalados em varias capitais e cidades de porte, pode se dizer o mesmo. Concentram-se lá os melhores índices da educação, com uma formação rígida e realente cobrada como deveria ser. Lá não há “diretores” ordenando que não haja reprovações como nas escolas ditas normais. E de lá surgem calouros disputados a preço de ouro por universidades internacionais. E são esses futuros cientistas que inventarão a cura para a sua futura doença, ou a solução dos problemas dos seus filhos, caro jornalista. Devemos analisar os dois lados da carente educação brasileira.
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Na minha opinião essa escola militar deve vir sim para são luiz, discordo apenas no que se refere a utilizar as dependências de uma escola muito conhecida da cidade, e que já possui alunos que dependem dessa escola para estudar. Primeiro, pensem nos alunos que ali estudam, quantas crianças de 7, 8, 9 anos, que possivelmente moram nas redondezas da escola, para onde estas crianças, e não só crianças, muitos adolescentes vão estudar? Muitos diriam que é simples, basta transferir. Mas não é bem assim que acontece na prática. Sabemos que a transferência para escolas estaduais, não é fácil de conseguir. Falo escolas estaduais, pq estas são as são as menos distantes dessa que está por se terminar. A solução? Simples, se a escola militar quer se instalar em são luiz, construa prédios próprios. Foi o Executivo que decretou a escola em São Luiz? Faça também um decreto pedindo verbas necessárias ao governo estadual para construir prédios.. afinal estará se investindo na própria educação. Fica ai o meu recado.
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Deixo a minha opinião: Acredito que a escola e ótima e todas escolas deveriam ser deste porte. Mas não entendo uma coisa a sociedade quer o não quer pessoas capacitadas a atender a necessidade da segurança da população, se querem vamos ser realistas tem que formar os melhores mesmo que isto pareça descriminar alguém.
Se pessoas com problemas não podem estudar nesta escola com certeza estudaram noutra pois os alunos que passarem nesta abriram vagas nas que eles estão, e simples e matemática . Na vida e assim alguém vai ser servente alguém pedreiro e alguém mestre de obras e outro dono da obra. Já pensaram colocar um servente dois pedreiros e 276 donos de obra…vamos usar a regra da probabilidade e lembrar o mundo e capitalista e devemos procurar ser o melhor em tudo, e o povo a primeira vez que se manifesto crucificaram Jesus e libertaram Barabas lembra.
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