Arno Schleder
Uma cidade do estado de Pernambuco ensina as crianças que foi o espanhol Vicente Yañes Pinzón quem descobriu o Brasil. Com isso reacende o debate sobre quem chegou antes à costa brasileira.
Nas escolas de Cabo Santo Agostinho, cidade litorânea a 30 quilômetros de Recife, as crianças dão uma resposta diferente a mais tradicional pergunta de história. Quando questionadas sobre quem descobriu o Brasil, respondem: “o navegador espanhol Vicente Yañes Pinzón”. Por decisão do conselho municipal de educação, a partir de 2002, as 88 escolas municipais começaram a ensinar que quando Pedro Álvares Cabral saiu de Portugal, em 8 de março de 1500, Pinzón já havia desembarcado ali na baia de Suape, onde hoje fica a vila de Nazaré. Pinzón teria atingido o litoral brasileiro em 26 de janeiro.
A história, comprovada por documentos da Companhia das Índias Ocidentais, guardados em Sevilha, incluem uma declaração de Pinzón sobre as terras descobertas.
A juventude de Pinzón bem como o final de sua vida é incerta. Sabe-se que seus irmãos, Martin Alonso e Francisco Martin Pinzón colaboraram no projeto e no financiamento da primeira expedição de Colombo que descobriu a América (diga-se de passagem, um péssimo negócio para os nativos, que em bem pouco tempo descobriram que Cristóvão Colombo além de descobridor era um grande matador de índios). Pinzón foi comandante de Nina, uma das caravelas de Colombo. Na verdade quase toda a família de Pinzón era constituída de grandes navegadores, seu primo Diego de Leppe, também é dos nomes citados que chegaram aqui antes de Cabral.
Na verdade são quatro navegadores que disputam o posto de primeiro a chegar à costa brasileira, de acordo com as versões de cada corrente de historiadores: Duarte Pacheco – dezembro de 1498; Vicente Yañes Pinzón – janeiro de 1500; Diego de Leppe – fevereiro de 1500; Pedro Álvares Cabral – abril de 1500.
Mas o certo é que na cidade de Cabo Santo Agostinho tem escola com o nome de Vicente Yañes Pinzón. No currículo escolar se ensina o castelhano e até tem aulas de flamenco, dança típica espanhola, podemos ainda encontrar, a rodovia Vicente Pinzón, o café Pinzón e até o Centro de Análises Clínicas Pinzón. Com 153 mil habitantes, Cabo Santo Agostinho é conhecido por suas praias onde há hotéis de luxo e pousada freqüentados por turistas europeus. A adoção da versão pinzonista deu à cidade mais um chamariz turístico. Na versão tradicional o privilégio do descobrimento cabe a Porto Seguro, na Bahia. (Fonte: revista época / 2002 – pág. 62).
Na verdade Pedro Álvares Cabral que, “cá pra nós”, não tinha nenhuma tradição como navegador, veio apenas tomar posse oficialmente em nome do rei de Portugal, de um território já descoberto. Nada mais do que uma jogada política da época.
E aqui no território missioneiro quem chegou primeiro? Espanha ou Portugal?

Cabo de Santo Agostinho, mais antigo acidente geográfico do Brasil, é mencionado por alguns historiadores como sendo a localidade exata do descobrimento do Brasil, pelo navegador espanhol Vicente Yañes Pinzón.
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brasileiro querem maniular a história com estoras…Pacheco fi o 1º mas oficializou foi cabral… mas foram descobrir o brasil foram edificr o brasil…
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Os índios viviam um neolítico melhorado, não conheciam a escrita. Estavam na pré-história! A empresa de cabral e seus homens colocou a terra e os aborígenes em contato com a civilização ocidental. É um marco!
Esta medida da escola de Pernambuco é completamente sem objetivo.
P.S. Vão acabar falando que os fenícios chegaram bem antes……
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Dilmar:
Entendo o teu ponto de vista. Mas o meu referencial é outro.
Não considero que os portugueses, espanhóis, franceses ou holandeses que aportaram nessas terras hoje brasileiras constituíssem uma civilização superior aos “bugres fabricando seus balaios”.E certamente fizeram mais mal do que bem. Praticaram mais vilanias do que bondades.Causaram mais dor as gentes que aqui estavam do que alívio.
Aqui estiveram esses europeus levando riquezas (ouro, prata, madeira, etc.), escravizando e aniquilando índios (que, aliás, detinham a posse da terra e foram esbulhados), saqueando, violentando, tudo em nome de seus interesses pessoais ou da Coroa a que se vinculavam. Esses eram os homens “civilizados”…
Nessa linha diversa da tua, concluo que o Brasil não foi descoberto pelos portugueses, mas colonizado e explorado.
Portanto, escolho o outro lado, fico com “bugres fabricando seus balaios”. Como gritou Sepé, esta terra tinha dono! Ela não foi descoberta, foi invadida! E dividida entre capitães (lembra das capitanias hereditárias?), cultura de distribuição de terras e mando que vigora até hoje.
No mais, saúdo a tua participação, que incrementa o debate.
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Com todo respeito pelo teu posicionamento, Charles, mas querer impor que em 1500 não se considerava uma “descoberta” terras e lugares absolutamente inimagináveis a homens de outros continentes, considerando-se os meios que dispunham para visualizá-los (a cada 10 navios que saíam pelo menos 3 ou quatro naufragavam), é querer tapar o sol com a peneira… não importa se foram portugueses ou europeus que “iniciaram” o Rio Grande, o que realmente deve ser levado em conta é que, se esses rincões ainda estivessem a cargo dos nativos daqui, certamente ainda haveria simplesmente os bugres fabricando seus balaios!
Penso, assim, que de fato a História deu um “cheque em branco” aos europeus e eles foram competentes para bem usá-lo (ou mal usá-lo, como querem alguns). O resto é demagogia…
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Como somente se descobre aquilo que está encoberto, perdido, penso que o não houve, sob o ponro de vista da História, ato de descobrimento do Brasil. Só se a História é propriedade européia…
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Eu diria mais, o Rio Grande começou espanhol, platino, depois que foi aportuguesado à força. Nossa cultura se assemelha muito mais aos argentinos e uruguaios do que ao resto do Brasil! Portanto o pioneirismo nas Missões cabe aos espanhóis, porque foi na região que teve início o Rio Grande.
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