Violência, violência, violência… – Coluna do Anderson

   Anderson Amaral

   Os últimos dias trouxeram em seus rastros formas humanas e desumanas de violência: catástrofes naturais, assassinatos, acidentes automobilísticos e mortes naturais em indivíduos jovens demais para morrer (se é que existe idade para tal).

   Todas essas questões fazem com que reflitamos sobre a existência humana, ao pensarmos nos deparamos com algo que é inerente ao ser humano, quer seja, achar os culpados. Em catástrofes se procura culpar o político que não fez isto, ou a meteorologia que não avisou aquilo, ou até mesmo o efeito estufa.

   Em relação aos assassinatos normalmente se busca defender um dos lados envolvidos. Aqui no Guia São Luiz recebemos inúmeros comentários sobre os assassinatos e acidentes de trânsito que ocorreram ultimamente, a imensa maioria era de uma agressividade espantosa, alguns editamos, outros nem isso foi possível. Interessante que alguns, ou vários, criticavam a violência e ao mesmo tempo eram violentos, agressivos em seus textos, no mínimo um contexto paradoxal. Mas onde está a gênese do aumento da criminalidade?

   Não sei. Se soubesse proporia uma solução para o problema. Mas me permito filosofar sobre a condição humana, para tanto me utilizo de alguns pensadores: se ler J. J.Rousseau vou crer que “o homem nasce bom e a sociedade o corrompe”, ou seja, o mal, a violência não é inerente ao ser, mas uma questão cultural, somos violentos por que a sociedade nos “impõem” a violência.

   Thomas Hobbes, por sua vez, afirma que somos egoístas por natureza e é necessário um Estado forte para que não nos matemos uns aos outros. John Locke escreveu que o ser humano tem boa índole e tende a viver sem conflitos sociais, o primeiro justifica a presença do absolutismo, enquanto o outro define o que seria parte das bases do liberalismo, mas enfim todos discutem sobre a violência humana.

   Penso que a violência humana e suas causas devem entrar na discussão e não apenas a culpabilidade deste ou daquele. Mas até que ponto é necessário ficar divagando sobre esse tema? O que importa a opinião de filósofos do modernismo se vivemos em São Luiz Gonzaga em 2010?

   Ficam as perguntas e uma frase atribuída do escritor Lima Barreto: “o Brasil não tem povo, tem público”. O espaço fica a disposição daqueles que gostam de compartilhar.

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