Basta pesquisar sites na web para perceber que o Brasil tem crescente presença internacional. Economia estável, geração de empregos, avanços sociais, aumento no consumo, política externa, cultura, combustíveis, blogosfera, imprensa, eleições presidenciais e esporte são alguns dos elementos que mostram a cara do Brasil para o mundo.
Quando um país começa a conquistar espaço internacional, vira espelho (e telhado). Todos passam a olhar, medir, comparar.
Os organismos que estão à frente dessa exposição têm grande responsabilidade. Eles são o rosto da Nação, a parte representando o todo. Se essa parte ratear, o corpo todo sofre as conseqüências. Tornar-se um gigante tem esse preço.
Nesse contexto, a Rede Globo, maior mídia do país, com tentáculos externos, está sendo duramente criticada por manifestação preconceituosa em desfavor do Paraguai. A crítica internacional é endereçada especialmente ao canal SporTV, pertencente à Globo, que divulgou um vídeo desrespeitoso à Seleção Paraguaia e ao Paraguai (ver ao final da postagem). A Globo errou e quem pagou o pato foram todos os brasileiros, que ficaram com a imagem enevoada diante do olhar estrangeiro.
A Globo, mais uma vez, sobrepôs o seu posicionamento político e ideológico em relação ao seu dever de informar.
Todos sabem que a Globo é contra o Mercosul, quer a Alca – Área de Livre Comércio das Américas, bem ao gosto dos EUA.
É público e notório que a Globo faz oposição sistemática a todo e qualquer governo sul-americano que mantenha uma posição de independência em relação aos EUA, caso do Paraguai.
Essa motivação ideológica tornou o seu jornalismo provinciano, preconceituoso e tacanho.
A Globo sempre mostra os EUA com um exemplo a ser seguido. Para ela, os vizinhos sul-americanos são arraia-miúda, gente sem eira nem beira. O Tio Sam é o modelo.
A Globo inclusive deplora a política externa adotada pelo Brasil porque ela contraria alguns interesses dos norte-americanos. Deseja a Globo desesperadamente que o Brasil retorne ao estágio de um mero lambe-botas do Império.
A Copa do Mundo da África escancarou bem o comportamento pernicioso da Globo em relação ao hermanos. Conduta essa que enodoa a imagem do Brasil lá fora.
A estratégia da Globo é muito simples, mas incrivelmente eficaz: revigorar o preconceito que muitos brasileiros equivocadamente tem em relação aos povos vizinhos. Assim, transforma uma sadia rivalidade esportiva em palco para fortalecer o preconceito, xenofobia e chauvinismo. Nessa linha, atacou o povo argentino sob o pretexto de criticar Maradona e a Seleção Argentina. O mesmo fez com o Paraguai.
Por isso, o Jornal La Nacion do Paraguai criticou a Globo, dizendo que ela maculou fortemente a imagem do Paraguai, ironizando a cultura, a culinária e os costumes do povo paraguaio (confira no vídeo abaixo).
Aliás, uma rede de TV que produz programas da “qualidade” de um BBB ou de um Domingão do Faustão e, sem pejo algum, justifica todo esse lixo televisivo dizendo que se trata da “cultura brasileira”, não tem respaldo ético e estofo cultural para censurar o comportamento de paraguaios, argentinos, bolivianos ou qualquer outro povo.
Muitos brasileiros nutrem um grande preconceito com o Paraguai. Nem sabe quais as razões (na verdade é o produto de uma visão histórica distorcida), mas mantém a cisma.
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Impressionei-me com o vídeo postado, a SporTV desgraçou a imagem do paraguaio e como o povo brasileiro é “bem culto” (do jeitinho que querem para continuar no poder, dando apenas o pão e ganhando votos) se deixa manipular por estas matérias “de qualidade” e aumentam ainda mais o amor entre as pessoas. E não é esse o objectivo de cada um deles? Dar apenas o revolucionário bolsa-família para que o povo
continue burrofique feliz? Afinal o povo querecebe bom estudo não vota em ladrão,povo que come feliz nao precisa de estudo, não é mesmo? Desviei-me do assunto principal, mas enfim.Vote!
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Trincheira errada?
Os paraguaios que invadiram o Brasil!!!!!!!
Aliás esta tese conspirativa (Imperialismo inglês) está desacreditada, graças aos trabalhos de Francisco Doratioto, baseado em fontes brasileiras e paraguaias (“Maldita Guerra”, 2002, Cia. das Letras), e de outros historiadores, como Ricardo Salles ["Guerra do Paraguai - Escravidão e Cidadania na Formação do Exército", Paz e Terra] e Vitor Izecksohn [“O Cerne da Discórdia – A Guerra do Paraguai e o Núcleo Profissional do Exército”,.
Comparar Estados Unidos com Paraguai é analisar civilização e barbárie.
Sofrível.
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BBB e Faustão. Lixo.
Usa o controle e sai desse canal. Ou desliga. Ninguém te obriga a olhar isso. Tem coisas boas em outros canais. Futura, TV Escola, TV Cultura…
Claro que tem também aqueles dos fanáticos que vendem lugar no céu, tem os canais dos políticos… Novamente, muda de canal…
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Até quando permitiremos adentrar em nossas casas matérias como esta? Por força de uma “legítima e consolidada liberdade de imprensa”, somos obrigados a consumir este tipo de produto jornalístico, em que mais vale angariar pontos de ibope, a qualquer custo, sob pena de colocar em risco relações com países estrangeiros e possíveis parceiros comerciais. Pergunto, até quando? Que postura é essa, que pode ser colocada em segundo plano a ética, o profissionalismo e o respeito mútuo? Como toda nação, o Paraguai possui “desafios” a serem alcançados e transpostos; mas, seus problemas, devem ser resolvidos de forma doméstica, ressalvados os casos em que seja necessário intervir por meio de órgãos legitimados (Nações Unidas, por exemplo). Nenhum cidadão, jornalista ou não, tem o direito de expor as chagas de uma nação a seu bem-querer. Que ao menos apresente soluções sensatas e exequívies para tais óbices… Isto posto, deixo, a reflexão de todos, parte do trecho em que se lê que a Globo, mais uma vez, dá uma demonstração, clara e evidente, de seu viés ideológico… ? Lembremos que o atual governo foi crítico ferrenho, durante nuitos anos, dessa “situação”. Ou a Rede Globo é o grande PMDB televisivo e jornalístico?
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…Realmente a Globo tem suas convicções, embora não concordemos com ela. Mas junto a estes inúmeros e outros fatos, me pergunto, onde está o Ministério Publico, a OAB, CNBB e outros tantos orgãos que deveriam zelar pelos brasileiros. Estes organismos deveriam agir e cobrar uma postuma ética sobre as cenas de nudez em horario nobre, o apelo sexual nas tardes de domingo, as cenas de assassinatos, estupros nas novelas etc. Tudo isso me leva a crer que os citados órgãos são cúmplices dessas atrocidades citadas pelo autor. Mas a esperança não morrerá…
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