por Pâmela Moraes
Professores e pais não agüentam mais a situação de roubos e violência constante que ocorre na escola CIEP. Uma reunião foi realizada na manhã desta sexta-feira na busca de soluções, para os constantes roubos que a escola vem sofrendo este mês e ainda a violência que ronda o educandário sempre após a meia noite.
Roubos – Segundo informou a direção da escola e representantes do CPM e Conselho Escolar, a escola ao longo dos anos vem sofrendo constantes roubos e depredações em seu patrimônio, fato que prejudica as atividades escolares e o desempenho de um papel social.
Após a colocação de câmeras de monitoramento, fato que ocorreu há dois anos, a questão de roubos diminuiu consideravelmente. Porém essa foi uma medida extremamente emergencial. Esse mês foram registrados três roubos.
O primeiro ocorreu no dia 23 de agosto, segunda-feira, o roubo de uma tela de 20 metros, colocada em volta da horta da escola com a contribuição do 4º RCB. Essa tela serviria para dar início ao projeto escolar de integração com pais e alunos no cultivo de hortaliças.
O segundo roubo foi no dia 31 de agosto, terça-feira, neste o prejuízo foi ainda maior. Foi furtado da sala de vídeo um aparelho de DVD e da sala da direção dois aparelhos de som, três celulares, um mp4 e ainda R$1.500,00arrecadado na festa junina da escola.
O terceiro roubo ocorreu na madrugada desta sexta-feira, três de agosto. Onde os ladrões quebraram os vidros da cozinha e levaram os pães que seriam servidos aos alunos no café da manhã.
Segundo a diretora da escola, Maria Berenice Weis, com esses furtos os alunos ficam impedidos de iniciar o projeto da horta e não irão desfilar no dia sete de setembro, pois o dinheiro roubado compraria os equipamentos e materiais necessários para o desfile e banda. A diretora destacou ainda que não será possível repor esse material pois a escola não possui mais fundos.
Além desses roubos, constantemente a escola sofre atos de vandalismo, como quebra de vidros, “existem janelas que nem vidros têm” destacou a diretora.
Falta de Segurança – Na reunião foi abordado que o problema não ocorre durante o dia e sim após a meia noite, oportunidade que não há ninguém nas ruas e a escola está fechada. Não existe segurança e o educandário não tem como arcar sozinho com essa despesa.
Foi citado na reunião que é necessário um apoio maior das polícias porque à noite os fundos da escola está sendo usado para prostituição, e ainda como ponto para o consumo de drogas.
A diretora Berenice, afirma que os canos de água que abastecem o CIEP foram arrancados, para serem usados como cachimbo pelos viciados.
E a iluminação que fica aos fundos da instituição é constantemente reposta, pois não permanece um dia que não seja quebrada.
Reivindicações – A comunidade reivindica a construção de um muro ao redor do pátio da escola para dar mais segurança ao local. O projeto já foi encaminhado junto à coordenadoria regional de educação e ainda aguarda providências. A coordenadora adjunta de educação, Rossana Machado foi convidada para a reunião mas não pode se fazer presente.
Os moradores próximos ao local pedem apoio dos órgãos de seguranças públicos que atuam em nosso município. “Essa situação não pode permanecer” destaca Marisa Marques, representante do conselho escolar.
As pessoas que quiserem contribuir com a escola doando algum tipo de material que auxiliará no desempenho das atividades podem entrar em contato pelo telefone 3352 1800.
A representante do CPM, Terezinha Irís Messa, afirma que internamente são realizados vários projetos a fim de contribuir com a diminuição dessas depredações e a violência. São realizados projetos de leitura, música, valores morais, contra a drogadição. O PROERD sempre atua no CIEP e ainda o Projeto Escola Aberta para a Cidadania funcionam todos os sábados e domingos com oficinas (teatro, dança, música e desenho). Porém as pessoas que praticam esses furtos e usam os fundos da escola às vezes não estão integrados à escola e por vezes nem se interessam em participar destes projetos.
“A única situação viável é uma segurança frequente no local e atuante”, destaca Terezinha Irís.
Várias reuniões foram realizadas, inclusive uma mesa redonda com autoridades do município para discutir o assunto, e ficaram de dar retorno com ações concretas que auxiliassem. Mas essa resposta ainda está sendo aguardada.
Será enviado ofício solicitando o apoio do Ministério Público nesta ação, e ainda um abaixo assinado será feito em torno da comunidade.
Pâmela Moraes/Guia São Luiz
- Fundos do CIEP
- Pneu usado para o furto na escola
- Vidros quebrados
- Fundos da escola
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