Ricardo Bernardo
Carolina era uma jovem empresária do ramo da moda, no auge dos seus vinte e poucos anos. Profissional muito competente, possuía uma vasta clientela e despontava como uma das melhores da área. Além do mais, primava pelo perfeccionismo em tudo o que fazia, pois julgava isso peça fundamental para o sucesso.
O mesmo valia para seus relacionamentos, onde acreditava na existência de um estereótipo perfeito, que ainda não havia encontrado. Carregava consigo a experiência de vários romances, porém todos deixavam a desejar, e consequentemente duravam pouco tempo. Mas ela não desistia de procurar por seu “par perfeito”.
Apesar de ser uma mulher moderna e independente, Carolina acreditava em conto de fadas. Realizada profissionalmente, faltava ainda resolver esse pequeno detalhe particular para sua felicidade se tornar completa.
Certa vez, em uma festa de final de ano, ela conheceu Gilberto. Ficou balançada e encantada com o rapaz, por ele ser simpático, gentil, atencioso, educado, entre tantos outros adjetivos. Depois de muita conversa e troca de telefones, passou a ter certeza de que realmente tinha encontrado o seu príncipe encantado.
Os dois não demoraram para marcar um reencontro, pois na semana seguinte saíram para jantar e se conheceram melhor. Na mesma noite, Gilberto pediu Carolina em namoro, que transbordando de tanta felicidade, aceitou prontamente.
Ele era completamente diferente dos outros homens, por isso Carolina fazia planos de construir uma família e viver ao seu lado até ambos ficarem bem velhinhos, igual aos seus avós. Tudo era um mar de rosas e um sonho, do qual ela não queria acordar jamais!
Após dois anos de namoro e seis meses de noivado, eles decidiram se casar. A data desse acontecimento tão marcante seria justamente no dia do aniversário da noiva, escolhida por Gilberto, que sempre se preocupava em agradar a amada.
Os últimos meses do ano foram de muita correria com a organização dos preparativos da festa, entrega de convites, escolha de padrinhos e outros detalhes relacionados à cerimônia. Tudo corria na mais perfeita ordem e ela não via a hora do tão esperando “sim”.
O grande dia finalmente havia chegado. Carolina estava apreensiva, pois nem acreditava que depois de muitos anos de espera, iria se casar com alguém mais do que especial. Na chegada, não conseguia conter o nervosismo, sendo amparada e acalmada por seu pai. A igreja estava lotada, com parentes vindos de longe, amigos de infância, colegas de trabalho e outras pessoas do círculo social dos noivos.
Enquanto a marcha nupcial era executada, a ansiedade aumentava. Quando Carolina chegou ao altar, para sua surpresa, Gilberto não se fazia presente. Até hoje ninguém sabe o seu paradeiro, pois ele foi visto pela última vez justamente na véspera do casamento.
Popularity: 2% [?]






























Como leitor do Guia São Luiz, confesso que fiquei surpreso com o perfil do Straniero, pois acreditava se tratar de um militar da reserva. Ao mesmo tempo, tenho que concordar que o rapaz é muito inteligente, mas em contrapartida não sabe expor com civilidade e respeito os resultados de sua inteligência, porque agrediu todos os colunistas (Arno, Charles e Ricardo) e também a direção dessa revista eletrônica. Além do mais, queria impor a todo custo o que ele pensava ser o correto, o que definitivamente é algo antiquado.
Talvez tal fato sirva para esse jovem amadurecer e aprender que existem pessoas com opiniões diferentes da sua, que acima de tudo, precisam ser respeitadas. Aliado a esses fatores, outro erro foi omitir seu nome, que serviu como combustível para a descoberta de sua real identidade. Se ele não tivesse apelado para críticas desrespeitosas, ninguém teria se interessado em descobrir quem se escondia por trás do pseudônimo.
Como oficial do Exército, daqui um tempo ele estará servindo em outra cidade. Tomara que não repita os mesmos erros que ele fez aqui, agredindo as pessoas de forma implacável. E que também esconder o nome para criticar, é algo tão infantil, que acaba por vir a tona, mais cedo ou mais tarde.
Entenda jovem Straniero, que não estou criticando seus pontos de vista, mas sim a forma irresponsável com que participou desses debates. Sua ideias são merecedoras de respeito, desde que você também haja do mesmo modo.
Vote!
1
0
Boa Ricardo!
Ótimo texto!
Gostei também da resposta ao estrangeiro.
Com classe e inteligência.
Parabéns!
Sucesso!
Abraço
Vote!
0
0
Parabéns, narrador romancista! Mais um talento revelado…
Fictício ou não, o conto mostra a expectativa que só os seres humanos criam diante dos fatos. A protagonista julgava conhecer o rapaz em pouco tempo. Ignorava que uma vida inteira não é suficiente para descobrir a fundo o caráter de quem vive ao nosso lado. Como resultado, a frustração.
Vote!
0
0
contos de fadas não existem..ksksksk
melhor carolina ter se decepcionado antes de oficializar o casamento do que perder mais alguns anos de sua vida p/depois descobrir que o principe era na realidade um sapo..kskskskksks
com o tempo as mulheres em geral descobrem que os homens não são todos iguais..existem os ruins e os péssimos..
he,he..desculpa,mas não resisti a fazer esse comentário..
muito bom o texto,ricardo,bem realista!!!!!parabéns!!
Vote!
0
0
Adorei….
Ficaria muito interessante se você fizesse “O Príncipe encantado Parte 2″…hehehe
Vote!
0
0
Adorei, senhor Ricardo!
O senhor sim, junto com outros colunistas, podem escrever sobre historia, literatura, tudo e mais um pouco.
Coitada da moça! Fiquei curiosa para saber o que aconteceu com ele.
Por um lado é bom nao sabermos o que aconteceu, pois assim, podemos dar asas a nossa imaginaçao.
Parabéns!
Vote!
0
0
Tu não tens uma senha master para saber o paradeiro do rapaz?
Vote!
0
0
A partir da LDB, minha formação acadêmica permite tanto a licenciatura como o bacharelado, então eu sou historiador também, ainda mais que recentemente a profissão de historiador foi regulamentada.
Você está certo, dentro do seu ponto de vista e sua formação, pois és um jovem na faixa dos 26 anos de idade, oriundo do RJ, oficial do Exército e especialista em história militar. Do mesmo modo eu também estou certo, com minhas ideologias, as quais no outro comentário você classificou de revisionista. Além do mais temos quase a mesma idade, o que só enriquece esse espaço, pois são raros os jovens que possuem bons argumentos para serem discutidos.
O importante é que ideias diferentes geram debates interessantes, que ainda se prolongarão, pois mesmo que de quando em vez eu me aventure na literatura, vou continuar escrevendo sobre assuntos relacionados à minha área de atuação e aguardando novamente sua participação.
Abraços!
Vote!
0
0
meus cumprimentos pela construção do texto,aguardo outros.
Vote!
0
0
Excelente texto!
Continue nesta linha! Será um sucesso!
Quanto aos artigos históricos… deixe para os historiadores
Cordialmente!
Vote!
0
0