por Arno Schleder
Mudar a face do mundo é a palavra de ordem do homem moderno. Sem a menor cerimônia ele fecha rios, e cria lagos; derruba montanhas e ergue cidades, impondo de mil maneiras a sua vontade sobre a natureza. Com a ajuda da tecnologia hoje disponível, quase tudo lhe é possível no sentido de expressar, através de obras concretas, as suas idéias, as suas emoções, adaptando assim o ambiente a seu gosto.
Esse inconformismo vem desde os primeiros tempos da espécie humana. Mas nossos ancestrais, por falta de recursos, eram bem mais modestos. Tratavam de moldar o mundo, sem dúvida porém, em escala bastante moderada. Rios, montanhas e mares lhes inspiravam medo, para que ousassem agir sobre eles, de modo que se contentavam em modificar coisas menores: seus objetos, suas roupas e suas casas. Foi assim que surgiu a arte da decoração, uma atividade que, desenvolvida de variadas maneiras, no fundo visava sempre o mesmo objetivo: tornar mais agradável a vida, num mundo cada vez mais bonito.
Desenho e pintura já então estavam mais adiantados. Vivendo na dependência dos animais, muito cedo o homem primitivo aprendera a representá-los por meio de traços nas paredes das cavernas; depois com a descoberta dos pigmentos que produziam tintas de tons vivos, lançaram-se ao uso da cor.
Seus primeiros trabalhos pictóricos não eram meramente decorativos: tinham também um conteúdo mágico, pois o pintor pré-histórico achava que, reproduzindo na parede um animal, de certa forma adquiria domínio sobre ele.
Posteriormente, desligada da sua motivação mística religiosa de antes, durante muito tempo a decoração limitou-se a ser a arte do enfeite, sem nenhum significado simbólico ou estrutural. Afrescos, estuque e mosaicos eram amplamente usados, mas apenas para efeito visual.
Na idade média, o estilo era gótico. Depois mudou com a renascença e o classicismo. Mais tarde surgiram o barroco e o rococó – suntuosos e frívolos, por fim nos tempos modernos, a civilização industrial trouxe a exigência da funcionalidade. E assim ao longo de um período que atravessa oito séculos, a arte de enfeitar – na decoração e na arquitetura – vem exprimindo fielmente a maneira pela qual os homens vivem.
Nos dias de hoje surgiram outras formas de decoração as quais dia a dia alargam seus horizontes conquistando um grande mercado que paga bom preço para tornar seus espaços bonitos, práticos e aconchegantes. Uma das inovações na decoração moderna é a utilização de materiais reciclados do próprio lixo já oriundo de outras decorações. Artistas que se especializam nessa área, pouco a pouco vão sendo reconhecidos, ao mesmo tempo que conquistam um grande mercado.
Com o avanço da tecnologia científica, hoje, a arte decorativa está abrindo mais e mais espaços. Aumenta dia após dia o número de pessoas que se preocupam e nos procuram no Ateliê Los Libres para desenvolver o desenho, base de qualquer tipo de arte visual, decorativa ou não, com o intuito de entrar neste mercado.
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Muito bom Arno!! Um dia desses nos traga algo sobre a Bauhaus alemã da década de 20 e 30, por muitos considerado o auge do movimento forma/função da era moderna.
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