Império Inglês – Coluna do Arno

         No decorrer do expansionismo do Império Britânico, povos dos cinco continentes pagaram um alto preço por essa colonização. Mas nenhum povo pagou tão caro como os Indianos.

             Depois da derrota total de Napoleão Bonaparte o Império Inglês expandiu-se vertiginosamente, colonizando povos em várias partes do mundo; No século XIX havia até um dito popular que dizia: “o sol jamais se põem nos territórios do Império Britânico”.

          Dos povos conquistados pelos ingleses foram os indianos que pagaram o preço mais alto pela colonização, pois os Britânicos permaneceram na Índia por quase dois séculos (1757—1947).

            O expansionismo Inglês na Índia consolidou-se com a vitória de Robert Clive, representante da Companhia inglesa das Índias Orientais, sobre o Príncipe Bengali, Siraj Ud-Daula, em Plassey em 23 de junho de 1757. O domínio foi garantido mediante muitas guerras: a primeira foi contra os franceses no sul da Índia, para impedir a invasão francesa. Tipo assim: vamos livrar os indianos do jugo francês: nós é que vamos subjugá-los. Outras guerras, contra a confederação Marat a (1810) a guerra do Punjab e do país Sikh, em 1849 e a primeira guerra Afegã, de 1839 a 1842, conquista o total da Birmânia (atual Myanmar) 1886; a segunda guerra Afegã em1878 e a guerra do Tibet em 1904. Em todas essas guerras foi realizado todo o tipo de atrocidades.

          Em 1857 aconteceu o que foi chamado de “Grande Motim” e que de fato constituiu uma séria ameaça ao domínio Inglês na Índia, porém, mais uma vez os Britânicos venceram. 

           O último Imperador Mongol O Xá Bahadur II, líder da revolta foi exilado e seus filhos executados.

      Em 1858, a coroa Britânica assumiu a responsabilidade pelo governo direto da colônia, a rainha Vitória foi proclamada Imperatriz da Índia e começou o período dos vice-reinos.

           A Índia, após 1857 sofreu um período de calamidade sem precedentes entre elas, uma série de fomes. Na segunda metade do século XIX, vinte e cinco episódios de fome ocorreram em regiões como Tâmil Nadu, Biar e Bengala, causando entre 30 e 40 milhões de mortes. As fomes resultaram de secas naturais e de políticas econômicas e administrativas britânicas, como a transformação de terras agrícolas locais em latifúndios estrangeiros, restrições ao comércio interno, alta tributação de cidadãos indianos para financiar expedições de guerras mal-sucedidas no Afeganistão, exportação de safras indianas, de produtos básicos para o Reino Unido. A indústria local (artesanato), também foi dizimada após a revolta de 1857. As fomes continuaram até a independência em 1947, e uma delas, a Fome Bengalesa de 1943-1944, matou entre três e quatro milhões de indianos.

           Durante a coroação da Rainha Vitória o Governador britânico na Índia deu uma festa para 60 mil convidados enquanto milhões de indianos morriam de fome.

           A Índia ainda hoje sofre as conseqüências do colonialismo Inglês, e o que as novelas românticas nos mostram não é nenhum pouco parecido com e realidade daquele povo sofrido que aprendeu a suportar a dor e fazer dela uma fonte de superação.

           A índia é sem dúvida um país de muitas culturas e com uma das mais ricas Histórias da Humanidade.

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