Ricardo Bernardo
Francisco julgava-se um homem realizado. Aos 18 anos havia entrado para as fileiras do Exército e agora ocupava o posto de Tenente. Oriundo de família humilde do interior do Estado, desde criança precisou trabalhar para ajudar com as despesas de casa e dos nove irmãos. Mesmo assim, recebeu uma educação extremamente rígida de seus pais, aliada a valores éticos e morais que jamais esqueceu.
Casado com Cláudia, era pai de Vitória, uma linda e charmosa jovem de 16 anos de idade, a qual ele tentava transmitir da mesma forma tudo aquilo que aprendeu durante a infância. A relação de Francisco com sua única filha acontecia de forma um pouco conflituosa, ela sempre escutava os conselhos do pai, mesmo o considerando extremamente antiquado. Ele, por sua vez, seguidamente erguia o tom de voz para mostrar quem mandava em casa.
Ademais, tratava Vitória como se ainda fosse uma criança. Não dava liberdade para sair à noite com os amigos, pois como pai tinha que protegê-la dos perigos da sociedade moderna. Depois de ter oferecido uma grande festa nos seus 15 anos, o próximo objetivo visava o casamento. Apegado a métodos conservadores e tradicionais, acreditava que ela casaria virgem, na igreja e com um lindo vestido branco, mesmo estando em pleno século XXI.
Quando Vitória arranjou namorado, Francisco demorou três meses para aceitar o relacionamento. Antes, chamou o rapaz para uma conversa particular, indagou sobre suas intenções, além de levantar a ficha completa do futuro genro. Mesmo não simpatizando com a ideia, acabou concordando.
Porém existiam várias condições. Os encontros só poderiam acontecer aos domingos, quando ele e sua esposa estivessem presentes para monitorar as atividades do casal. Sair nos finais de semana era raríssimo, assim como visitar a casa dele. Durante quase um ano foi assim!
Com o passar do tempo, a moça pensou que teria maior liberdade, mas seu pai continuou intransigente. Ao contrário das demais adolescentes, não tinha nenhuma oportunidade de aproveitar a juventude, fato que a deixava profundamente aborrecida.
Certa noite, em um jantar de família, Vitória estava bastante nervosa. Queria dizer algo extremamente importante, mas não sabia de que forma. Praticamente nem tocou na comida. Enquanto isso, Francisco já pensava em ser um pouco mais liberal, mas encontrava dificuldade em admitir tal possibilidade.
Então, antes de sair da mesa, ela disse que precisava conversar. Seus pais ficaram extremamente felizes, pois há muito tempo não faziam isso com a filha. O diálogo teve curta duração, onde apenas duas palavras foram suficientes para a jovem falar tudo: “estou grávida!”.
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Em que estatísticas é baseado este artigo em que se é suposto dizer apenas que MILITARES, obliterados pelo meio em que convivem, ignorantes, estúpidos, reacionários, violentos seriam os únicos capaz de produzirem mães solteiras neste país? Esse clichê não anda um pouco ultrapassado? E o restante de profissionais liberais não tem parcela de responsabilidade nisso ou é só botar na conta do Papa? Sé é grosso, estúpido e mal-educado, deve ser MILITAR!! Esse á a fatura que eles tem que levar por garantir às gerações futuras o doce da liberdade e democracia que seria negada por aqueles que pretendiam instalar aqui a DITADURA DO PROLETARIADO e que hoje estão na cúpula do poder.
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Carla.
Desde a semana passada o referido tema já está na pauta para o próximo artigo, que em poucos dias estará no ar.
Muito obrigado pela participação constante neste espaço.
Abraço
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Ricardo, apesar do tema em voga ser relevante, esqueceste da tão falada SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA? Particularmente acho algo hipócrita a denominação,porém credito que seja imprtante debatermos sobre o que não se resume em uma SEMANA.
Aguardo.
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Considero pertinente como sempre a tua abordagem. Pois, muitos pais preferem vendar os olhos diante das evoluções da humanidade, principalmente quando se trata da educação sexual de seus filhos. No entanto, os índices apontam para inúmeros casos de gravidez na adolescência,prostituição,drogadição e por aí se vai.Onde está o papel da família? Não basta punir,reprimir e tomar posse da verdade. Acredito, que como pais devemos sim ter a última palavra, mas desde que esta venha precedida de um diálogo verdadeiro de prevenção,não mascarado pelo MEDO, ou quiçá pelo AUTORITARISMO.
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