O denominado Dia da Decisão – ou Dia D – é um evento de cunho religioso, organizado pela Igreja Universal do Bispo Macedo, realizado em 21 de abril de 2010 e projetado para se repetir anualmente na mesma data.
No Dia D, “os evangélicos se reúnem para fazer orações e refletir sobre mudanças que desejam que aconteçam em suas vidas” (http://noticias.gospelmais.com.br/dia-d-dia-da-decisao-igreja-universal-do-reino-de-deus-ver-videos-fotos-noticias.html). Trata-se de uma “oportunidade para aqueles que desejam definitivamente sair da miséria, se libertar da opressão, dos conflitos familiares e de todos os problemas que lhes afligem” (http://www.gospelprime.com.br/igreja-universal-realizara-o-dia-da-decisao-em-todo-brasil/).
Ou seja, no Dia D é possível ao cidadão tomar uma decisão: orar para ficar rico, liberto e em paz. Um ato de fé, portanto.
Pois o deputado Carlos Gomes (PRB), mesmo “muito ocupado” nas lides legislativas, cavou um tempinho para elaborar projeto de lei prevendo em solo guasca o tal Dia D. A proposta foi aprovada, virou a Lei nº. 13.689, conforme noticiou ZH, edição de 19JAN2011.
Afora o fato de a RBS malhar a iniciativa para agradar a Globo (bater na Universal é bater na Record), a questão levantada é pertinente: o Rio Grande do Sul é efetivamente o ente federado mais politizado do Brasil, vez que suas instituições, supostamente de natureza secular, criam “marcos legais” que se revelam como uma espécie de “Direito Canônico”?
Obviamente que a liberdade de crença é inquestionável, uma conquista consagrada no texto constitucional. Cada qual que creia (ou não) no Deus ou deuses que lhe convir, desde que respeite o mesmo direito em relação aos demais. Mas se é verdade que o Estado laico deve proteger a liberdade de crença, também é correto afirmar que ele é neutro no que respeita às questões religiosas, não se vinculado ou se opondo a nenhuma fé.
Pois o Estado brasileiro, teoricamente secular, muitas vezes se assemelha a um Estado teocrático, como o são o Irã e o Vaticano. Exemplos disso: feriados cristãos oficializados por lei e, agora, o Dia D!
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tantas leis importantes e urgentes para serem votadas e aprovadas e “eles” conseguem a proeza de “planejar”(sim,planejar,pois isso é um atentado ao bom senso comum e coletivo) e pasmem,votar e aprovar uma lei dessas!!!nem sabia da existencia desse dia D..
como disse o charles,se uma religião pode,tipo o cristianismo que temos vários feriados oficiais,as outras religiões também podem ter seus feriados oficiais..
não que eu não goste de uma folga pra tomar umas gelas,dançar,acampar e passear,mas vai ter tanto feriado que o bolso vai ficar vazio,vazio…ksskksksk
prá mim religiões são um atraso prá evolução humana..
menos igrejas,mais escolas..
menos feriados religiosos ou não e mais trabalho..
menos fé e ilusão e mais ação!!!!!!
ps:tá anotado o nome desse politico na minha lista particular de “CUIDADO..NÃO VOTAR”
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Obviamente sintetizado, O Estado Teocrático (Brasileiro), acima citado, trabalhava, até pouco tempo, unilateralmente, uma herança da Idade Média, onde o Dogma Cristão estigmatizado, influenciava, e muito, a regência do Estado. Nota-se no Brasil, uma corrente cristã muito presente em quase todos os feriados nacionais. (Natal, Paixão de Cristo, Corpus Christi, mais alguns nacionais, e tantos outros estaduais). Seria isto mais uma forma de “auto-afirmação” do Cristianismo, no maior país católico do mundo?
Evidencia-se, ainda, uma desvinculação, popular, da real idealização de determinados “dias santos”, coincidentes com feriados no Brasil, conta-se então, com apenas mais um dia de lazer e descanso. Têm-se como exemplo desta, o redirecionamento da imagem do “Nascimento de Jesus Cristo” para a figura do “Velhinho-Noel”, que por ventura vende muito mais, como forma de aquecer o comércio às vésperas do Natal. Ora, então muitos dos Feriados Cristãos perderam a representatividade teológica e adquiriram cunho comercial.
No entanto, a diversificação teológica, poem em risco a hegemonia de status quo do Catolicismo, mas principalmente da economia Brasileira, já que, se toda a nova gama de religiões, reivindicarem um “dia santo” para si, viveremos em pleno gozo. Está na hora de rever velhos conceitos.
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