por Anderson Amaral
“Onde tu vai caçá tatu loco véio?
Cadê a gaiola e o cachorro, caçador?
Áta uma borsa atrás da bicicreta veia
Tu vai robá mio verde
Nessa caçada eu não vô”
Grupo Reponte
A caçada de tatu é algo bastante peculiar em nossa região, dia desses, mais precisamente no feriado de carnaval, alguns amigos meus foram acampar na costa do Rio Uruguai, aproveitaram pra caçar tatu, os nomes serão mantidos em segredo para evitar prisão por crime ambiental. Ou para evitar que virem piada.
Os caçadores se reuniram no acampamento e aguardaram a hora de sair, segundo o caseiro, caçador experiente, os tatus só saem para o campo depois das 22h 36min, ele só liberou a caçada depois desse horário. Portanto, às 22h 37min a trupe saiu pelo mato. Junto aos caçadores, os indispensáveis cachorros. Uma caçada de tatu sem cachorro é uma ação muito complicada, visto que são eles que encontram e entocam o bicho, ficando na espera do caçador que vai abrir a toca e pegar o tatu.
Eram cinco animais, estou falando dos cachorros, os caçadores eram seis, quer dizer, caçador mesmo só um ou dois, os outros foram junto. Como arma uma cavadeira, pra abrir o buraco e desentocar o bicho, mais uma bolsa pra trazer os tatus. Essa não é a “borsa” pra roubar milho verde, não tinha milho verde, pena…
Um dos caçadores, ou um dos que foram na caçada, nem sei mais, era o dono da cachaça, algo importantíssimo na caçada, talvez mais importante que o próprio tatu. O vivente da cachaça estava com uma bombacha muito larga, mas muito larga mesmo, e como a caçada foi em meio a mata ciliar, ao final da caçada a bombacha estava literalmente em tiras. O problema foi ocasionado pelas “unhas-de-gato” pobre gaúcho, pobre gaúcho!
Lá pelas tantas, era uma borracheira, bolsa vazia, cachorrada cansada, aliás, caçadora era uma cadela baia, será aquela do Mano Lima? Os outros cães iam junto com os homens, sem serventia todos, homens e cachorros.
Depois de horas, derrotados pelo tatu resolveram voltar ao acampamento, a moral estava elevada, pela pinga e pela ideia que o tatu sai para comer “dia-sim, dia-não”, esse foi o “dia-não”, portanto não teriam sido incompetentes.
Mesmo assim eles voltaram caçando, disse voltaram porque andaram por quilômetros, se afastando do acampamento. Um dos gaiatos lançou a pérola: “vamo voltá caçando, vai saber se não tem algum tatu desorganizado nas datas”.
O grande achado da caçada foi ao final dela. Um pé de goiaba carregadíssimo, alegria geral. Mas e os tatus? Pasmem, a cachorrada bateu, foi um alarido.
– Agora é tatu, corre com cavadeira! Gritou o caçador.
Os dois mais borrachos caíram na estrada, literalmente. Os dois comedores de goiaba estavam embuchados. Os que restaram correram de ida e de volta. De volta mais rápido que de ida; acontece que a cachorrada tinha batido em uma tropa de gado, a bicharada acossada saltou para estrada, aí foi um salve-se quem puder!
Para finalizar os trabalhos todos foram pro acampamento fumar e tomar mais trago. A borracheira foi tão grande que um dos caçadores fumou o cachimbo pela parte contrária, o resultado não foi agradável pro fumante, para os demais foi a garantia de mais risos ainda.
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Olá. Meu caro. Parabéns pelo sucesso de seu jornal.
Adicionei seu jornal ao meu blog.
Aliás visete-o, pois tem muito sobre a filosofia (conteúdos e simulados)
Há, sobre o texto…muito pertinente, feriado, carnaval, fronteriços, bagual de fora junto bebendo e a mulherada lá no carnaval, enfim gostos… rsrsrsrssss
lendo o último parágrafo lembrei de um amigo (bagual de itaqui) que em viagens – por aí no RS- se vangloriava de seu cachimbo….talzez ele estava na caçada….
Saudações velho sofista, o bagual estava lá, com seu cachimbo, mas preferiu ficar no anonimato. Abraço, vou visitar teu blog.
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kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
esse causo causou-me frouxos de risos!!!
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Essa história me lembra as histórias do meu falecido pai…
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LANETERNEIRO… Nunca vi em todas minhas andanças e pescarias um cidadão com uma bombacha de 3 panos andando no escuro no meio do mato e não se enroscar………………e ainda controlando a canha de alambique para que os companheiros não se empedrassem………….
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Causo do Tio Assis:
O caçador resolveu, caçaria aquela jaguatirica aquela noite.
Pegou sua espingarda e foi para o mato, acompanhado do seu fiel cachorro.
Quase amanhecendo o dia, encontrou a dita cuja em frente a um paredão de pedra.
Mirou, mas, quando ia atirar, ouviu a Jaguatirica dizer:
- Não me mate, por favor, tenho dois filhotes pra criar.
Assustado, o caçador olha para o cachorro e diz:
- Bicho fala?!
O cachorro responde:
- Eu nunca vi.
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ja vi muitos caçadores e pescadores se perderem nas caçadas e pescarias, quando conseguem se achar estão todos bêbados nas INDIANAS/CORUJÃO. a patroa esperando o peixe/tatu fazer com mandioca rs rs.
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Bah tche .Ja fui em muitas cassadas como essa. O melhor de tudo é que todos dão algum (s) fiasco e assim ninguém pode rir mais de alguém, e todos tem piadas pra contar uns dos outros.O resultado é´uma baita farra ,muita roupa suja, uma ressaca braba e causos pro resto da vida.
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