Ao velho Osama o inferno – Coluna do Rafael

I –

Tranqueando feito as demais

Se achega outra semana,

Dessas pra espécie humana

Não esquecer nunca mais;

Já que todos os jornais

Revestiram suas tramas

Com a sequência de um drama

Que pelo menos pra mim

Está longe de ter fim

Mesmo co’a morte do Osama.

II -

Quase dez anos de ronda,

Busca e investigação

E ele no Paquistão

Por certo “tirando onda”;

Sentiu que a terra é redonda

E “ligeirita” girou

Pr’aquele que assassinou

incontáveis inocentes

Em nome de um DEUS demente

Que ele mesmo inventou.

III –

Eu que sempre fui alheio

À cultos e gritarias,

Devoto e devo meus dias

(Sejam belos, sejam feios)

Ao santo “padre” em que creio

Por tudo que me ofertou;

Pois nunca me abandonou

Nem ordenou em missão

Que eu atirasse um avião

Contra quem me contrariou.

IV –

Por isso assumo fazer

(Junto dos que se apresentam)

Parte destes que lamentam

O que acabamos de ver;

Para o Osama, morrer

Foi na verdade um encanto!

- Queria eu vê-lo aos prantos,

Sem água, luz e comida

Implorando pela vida

Que ele arrancou de outros tantos.

V -

Nunca desejei a morte

Como forma de castigo

Nem mesmo ao pior inimigo

- Contra estes me fiz forte -

Quem vê em DEUS um suporte

De amor real e fraterno,

Pede sentindo o inverno

Tremer a fibra dos dentes,

Que o velho Osama se esquente

No fogo grande do inferno.

Rafael Machado

03/05/2011 – São Luiz Gonzaga.

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