O nome é Blue Earth. A empresa Samsung Electronics. A ideia brilhante. Estamos indo na direção certa e isso talvez, imprescindívelmente e irremediavelmente já vale quanto pesa, ou melhor, quanto custa, o produto a venda no mercado. Não estou/estamos fazendo propaganda para a Samsung, longe disso. Acontece que o Blue Earth é um celular, aliás, o primeiro celular recarregado por um painel de energia solar e fabricado em plástico reciclado, ou melhor, acabamento em plástico reciclado de garrafas pet, made in Coréia do Sul para todo mapa mundi. È ou não é bacaninha, a tecnologia fazendo as pazes com a natureza?
A Acer, outra empresa (dessa vez o pais é Taiwan) do mundo dos computadores, atualmente a 2ª no ranking de PCs do planeta também já lançou modelos livres dos tóxicos polímeros PVC e BVR. Entre erros e acertos e uma “pressãozinha” amigável do Greenpeace, essas gigantes (em experimentações num primeiro momento), buscam o que se chama de TI Verde (ou TI Sustentável), que traduzindo, leia-se o conjunto de atividades e soluções via recursos de computação e obviamente: produção, gerenciamento, uso e por fim, o descarte de todo tipo de equipamento eletrônico.
Também não estou/estamos fazendo propaganda “de grátis” para a Acer. São apenas registros dessa nova fase, em que se apresentam iniciativas a serem copiadas. Mas existe um digamos assim… “véu de ilusões” bem diante do nosso nariz, porque a grande maioria das empresas não estão engajadas “de corpo e alma” nas práticas de TI Verde. Existe todo um jogo financeiro por trás, o marketing e blá… blá… blá… E uma sensível diferença em querer e fazer a diferença, sendo ecologicamente correto e estar temporiamente na mídia, para ficar bem na foto!
Entretanto num futuro não muito distante, as organizações que se utilizarem da TI Verde para nos ludibriarem serão desmascaradas vergonhosamente. Aquelas que estão colaborando e investindo sério em pesquisas para tornar o planeta melhor terão conquistado nossa confiança e admiração e logicamente – não há como fugir disso – nossa fidelidade aos seus produtos fabricados e lançados no mercado. O fantástico da tecnologia é poder partilhar todo o conhecimento do mundo ao alcance de um click e principalmente passar adiante aos amigos. E nenhuma empresa que se preze, vai querer virar “trending topics” daquele passarinho tagarela, o tal do seu Twitter, criando produtos fajutos e recebendo em troca, todo tipo de comentários dizendo que ela (a empresa) literalmente não vale nada, graças ao poder que (ueba!!!) todos nós, enquanto consumidores, dispomos através como eu disse anteriormente, um… ou dois clicks!
Régis Mubarak
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