Saúde – Coluna do Arno

             O vinho, desde o princípio foi criado para a alegria e não para a embriaguez, diz a Bíblia. O “princípio” pode ter sido há seis mil anos, pois, desde essa época o homem sabe transformar a uva em alegria e embriaguez. E nem só a Bíblia consagra o vinho. A mitologia grega também o faz na figura do Deus Baco e das bacantes, suas sacerdotisas que nas tavernas é louvado de diversas maneiras, obedecendo a variados rituais.

          Uva: é rica em açúcares, vitaminas e potássio. Vinho é melhor em seu preparo, além de suco da uva, entram cascas sementes e engaço – pedúnculo ramificado dos cachos – preterido sempre no consumo da uva “in natura”. Esses elementos contem ácidos orgânicos e tanino, bons para o organismo.

            Somando tudo, cada litro de vinho fornece setecentas calorias. Em doses pequenas é energético, e em doses exageradas é desastroso.

              Assim, além das virtudes etílicas, apresenta propriedades nutrientes. Por essas e por outras é que Pasteur, célebre cientista francês do século XIX, afirmava que “o vinho é a mais higiênica e sadia das bebidas”.

            Mas afinal, que é o vinho? O vinho é a uva feita suco e, a partir dessa fórmula, fermentada alcoolicamente, é processo em que a glicose se transforma em álcool etílico pela ação de microorganismos presentes na casca da uva. As variedades de uva dividem-se fundamentalmente em dois grupos: as européias e as americanas. As últimas são as comuns comidas sem cascas. Entre elas está a uva Isabel, muito cultivada no Brasil. Mas o vinho da uva americana não é considerado de alta qualidade pelos europeus. As européias que na verdade são originárias da Ásia, dão melhor produto. 

              Na segunda metade do século XIX aconteceu uma verdadeira revolução no mundo das uvas e dos vinhos. As vinhas européias, com pouquíssimas exceções foram atacadas por um fungo (a filoxeira) que dizimou os parreirais de quase toda a Europa. Os europeus se socorreram na América levando mudas (cavalos) de vinhas americanas que eram resistentes ao ataque dessa praga, e até os dias de hoje não se descobriu remédio para combatê-lo; a solução encontrada foi a cruza de variedades americanas com as européias sendo que, dessa forma, a planta criou resistência para escapar da Filoxeira.

            As variedades de uvas hoje em dia estão bastante globalizadas, porém, quase todas tem um “pezinho” na América. Não é pra menos, pois, quando Cristóvão Colombo desembarcou no novo mundo, já encontrou a vinha nas ilhas do Caribe.

            Estamos no fim de setembro e a brotação das parreiras é fantástica, acredito que se o tempo colaborar a safra deste ano será das melhores.

             O Rio Grande do Sul é responsável por 95% da produção vinícola do Brasil. E, nas últimas décadas vem se aprimorando na elaboração de vinhos e espumantes de altíssima qualidade colocando dessa forma os vinhos nacionais em condições de competir com vinhos estrangeiros de alto padrão. Vinho é elemento importantíssimo para alavancar a economia de uma região. As regiões vinícolas do mundo inteiro são visitadas todo o ano por milhares de turistas. A Serra Gaúcha no RS é um exemplo. Lá o vinho é o diferencial.

 

 

 

 

 

 

 

 

Popularity: 1% [?]

Divulgue!