Por Charles Leonel Bakalarczyk
Evento pouco noticiado pela grande mídia empresarial tupiniquim, Wall Street foi literalmente ocupada em setembro. E, permitam o gracejo, não se tratou de uma ação internacional orquestrada pelo MST no centro financeiro do capitalismo yanque, muito menos de um atentado capitaneado pela moribunda Al-Qaeda, mas de um protesto feito por nacionais das terras do Tio Sam que, abruptamente acordados do sonho americano, foram empurrados para o pesadelo do desemprego, da diminuição de renda e da exclusão social.
A eclosão do movimento, batizado de “Occupy Wall Street” (outra denominação, mais romântica, é “Outono Americano”), deu-se em 17 de setembro/2011 em Nova York (estávamos em meio às comemorações da Semana Farroupilha), mas somente foi noticiada aqui no Brasil, pela velha grande mídia empresarial, muitos dias depois. O JN da Globo, por exemplo, dedicou-se à matéria somente a partir 6 de outubro.
Essa preterição da “imprensa livre” tem uma explicação bem básica: o “Occupy Wall Street” diz respeito a protesto realizado em solo norte-americano, por norte-americanos da gema e que ergue como bandeira uma ácida crítica aos banqueiros e às corporações financeiras. Ou seja, o capitalismo neoliberal é criticado em sua nascente, o que não “pega bem”…
A mídia tupiniquim sempre vendeu o peixe da pujança econômica do neoliberalismo, sistema avesso a presença de um Estado regulador e de bem-estar social, modelo adotado pelo Brasil, na Constituição de 88. Nos EUA, segundo a propaganda dos meios de comunicação, não existem desigualdades sociais, violência e corrupção, problemas que, segundo essa versão fantasiosa e enganadora, somente afetam países como o Brasil, Argentina ou Bolívia, chefiados por governo incompetentes e de centro-esquerda, que pretendem regular a economia e a própria imprensa.
Se os EUA representam “o modelo” a ser seguido, então mostrar, com destaque, aposentados, trabalhadores assalariados e jovens desempregados novaiorquinos protestando nas ruas, ocupando o santuário capitalista (Wall Street) e reclamando contra o fato de carregarem de forma solitária o pesado fardo resultante de uma crise que não criaram, não seria de todo recomendável. Afinal, destacar os “baderneiros” de lá desnudaria um paradoxo, já que a grande mídia corporativa sempre criticou os “baderneiros” daqui, esses vândalos que habitam países em desenvolvimento.
A omissão da “livre imprensa”, com raras exceções, impediu a imediata circulação de informações como a prisão de 700 norte-americanos do movimento “Occupy Wall Street” que obstaculizaram a passagem da ponte do Brooklyn. Convenhamos, o bloqueio de uma ponte em Nova Iorque por pelo menos sete centenas de norte-americanos, como ato de protesto contra a crise econômica que os vitimou, pelo inusitado e pela proporção (foram presos, afinal), exigia a capa de qualquer grande jornalão brasileiro que se preze, bastando para isso plagiar alguma agência internacional de mediana qualidade.
Urge, no Brasil, uma “Primavera pela livre informação”.
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Indiada macanuda, a grande imprensa nem taí para o povão, quer saber mesmo é de proteger seus interesses e de seus ricos patrocinadores.
E para o povão não agir, deles novelas e outros programas idiotizantes, puro ópio, além de não contar os fatos que realmente importam na vida do cidadão, como bem relatou o Sr. Charles( com sobrenome impossível de escrever!)
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Ontem mesmo o CPERS estev aqui em São luis pra organizar a greve de novembro, então vamos a rua junto aos professores, acampar na praça e protestar contra os governos mentirosos que prometem e não cumprem. dão estelionato eleitoral. e chegam até entrar na justiça pra não pagar o que devem. vamos todos as ruas protestar, acampar nas praças e apoiar a greve do magistério.
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O povo brasileiro está empregado, por isso não vai às ruas…
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…E a saída seria regular os orgaos de imprensa, como quer o nosso estimado governo petista???? censurar comerciais, expedir liminares impedindo a divulgacao de politicos corruptos(como o caso do filho do Sarney), impedir noticias sobre corrupcao parece ser a saída para acabar com essa imprensa marron que só serve aos “burgueses”…
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E o povo brasileiro continua em ‘coma induzido’… Inércia pura. Típico estado vegetativo. Aguardemos mais divulgação e desmistificação de movimentos como os dos últimos dias no mundo inteiro.
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