1 - Às vezes é um absurdo
o preço que a gente paga
aqui no São Luiz Gonzaga
por não ser cego ou ser surdo
2 - Eu ainda não havia
dado minha opinião
a respeito da função
que se arrasta faz dias;
na verdade uma anarquia
que não me deixa contente!
- Podia ser diferente,
sofre o payador chiru;
coitado do Tiaraju
vizinhando co’esta gente!
3 - Coitado do cidadão,
da mãe ou do pai honrado
que só vem a ser lembrado
nas vésperas d’uma eleição;
ganha um aperto de mão,
ganha um sorriso no rosto
mais tarde, contra seu gosto
- isso é caso de polícia -
recebe a triste notícia:
- Criamos um novo imposto!
4 - IPTU – BNH
(tanta letra me instiga)
- Não me amolem com siglas
difíceis de decorar
se eu é que vou bancar
pra o mandatário do pago
os custos de um prêmio vago
(soube isso por fofoca)
- Porque não me dão em troca
um centavo do que pago?
5 - Vá ver nossa segurança,
vá ver nossa educação,
veja se a arrecadação
pode estimular confiança;
bombeia onde as crianças
estudam – de que maneira?
- Dia de chuva é goteira,
dia de sol luz solar
despois para se explicar
VIRGE que sobram besteiras!
6 - Mas hoje o tema central
é a água que é vida
a água que é a bebida
unânime e universal,
que brota d’um manancial
e co’a chuva se renova…
Agora te conto a nova
(escuta e veja se posso)
calar-me ao ver o que é nosso
indo direto pra cova!
7 - Pra cova funda que é
(na surdina – sem alarde)
o bolso desses covardes
sem ideal, causa e fé;
volto ao lendário Sepé
sem tabuleta nem canga,
sem camiseta, sem manga
e agora com mais clareza
faceiro – por ter certeza
que não tem bolso sua tanga!
8 - Da hora que se levanta
até a hora em que se deita
a situação só se estreita
retrocede, desencanta;
já nos cobram cosas tantas
do que nos privam nem falo;
queria eu indagá-los:
- Pra que tamanha ganância?
- Se a água é bem’em abundância,
porque não compartilhá-lo?
9 - Depois do povo pintar
a cara y sem censura
gritar contra a ditadura
que estão querendo implantar
nos resta – agora – esperar
que o bagre caia na rede,
bata a cara na parede
perca um punhado de dente
ou quem sabe mais pra frente
a míngua – morra – de sede!
Rafael Machado
21/10/2011
Vila 13 – Sto. Antônio das Missões
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