Renascença – Coluna do Arno

 

            Quando se fala em Renascença, há que imagine que se trata de um fenômeno súbito: de repente,  no século  XIV, teria ocorrido na Europa uma ressurreição do interesse pela cultura clássica da Grécia e de Roma, moldando a partir de então, durante um longo período, toda a criação filosófica, cientifica e artística.

Engenharia de Guerra

            No entanto, não foi bem assim. O chamado renascimento resultou de movimentos que começaram muito antes, por volta do século XIII. Foi então que alguns artistas e pensadores, embora ainda tímida e inconscientemente, se tornaram pioneiros da Renascença ao reverenciarem os ideais artísticos da antiguidade. A tendência evoluiu e, embora sem perder as marcas do classicismo do qual surgira, aos poucos foi adquirindo outro espírito e ganhou características próprias. E não ficou restrita apenas às letras, artes e ciência: passou a influenciar também a educação, a política e a própria religião, numa ampla revolução cultural que traçou o primeiro esboço do que viria a ser o mundo moderno.

Bicicleta - uma das invenções de Leonardo da Vinci

                Era esse o clima que existia na Itália no ano de 1452, quando em Vinci, pequena aldeia toscana perto de Florença, nasceu o menino Leonardo. E foi influenciado por esse espírito que Leonardo da Vinci cresceu e se iniciou em arte, no estúdio de Andréa Del Verocchio. Tão bom mestre era Verocchio e tão bom aluno saiu-se Leonardo que aos 25 anos de idade pôde juntar-se aos artistas que trabalhavam para Lourenço de Médici, o famoso Mecenas que governava Florença. Já conhecido como pintor, Leonardo deixou a casa de Médici e passou a trabalhar para outras figuras importantes da época.

Estudos de anatomia e do esqueleto humano

              Embora genial em diversos campos, foi na pintura que, da Vinci mais se destituiu. Pintou poucos quadros, mais todos eles verdadeiras obras-primas. Cito aqui uma delas o mais famoso com certeza, o retrato de “Mona Lisa” considerado o quadro mais conhecido do mundo.

       Leonardo da Vinci desenhou, esculpiu, e viajou profundamente no mundo da engenharia e da ciência. Seu envolvimento com a realeza e os poderosos da época, pessoas influentes com quem mantinha contatos, lhe rendeu a facilidade de ter às mãos pergaminhos e manuscritos, documentos raros que lhe facilitaram as pesquisas.

             A Igreja apesar de contrária às suas idéias, também fez vistas grossas quando da Vinci invadia cemitérios em busca de cadáveres para estudar anatomia, Tudo isso porque o artista era protegido pelos políticos poderosos da época. Graças a essa convivência com os poderosos da política o do Clero, da Vinci  teve acesso a pergaminhos e manuscrito antigos, muitos dos quais foram roubados por Jesuítas que viveram na Cidade proibida, residência dos imperadores chineses. Muitos dos desenhos de da Vinci com certeza são recriações de projetos chineses. Entre outros inventos, temos como exemplo, a bomba para elevar água, baseado no princípio de Arquimedes, o famoso gênio da engenharia da antiga Grécia.

               Além de engenheiro aeronáutico e hidráulico, Leonardo foi também engenheiro civil, já naquela época, previu a futura técnica de construção de pontes metálicas.

              Leonardo  da Vinci, foi pintor, escultor, matemático, arquiteto, urbanista, físico, astrônomo, engenheiro, naturalista, químico, geólogo,cartógrafo,estrategista, criador de engenhos bélicos e inventor de instrumentos musicais. Os estudiosos da Renascença reconhecem nele uma das figuras mais importantes de seu tempo. Sua obra, de uma diversificação assombrosa, é toda marcada pela genialidade. E para mim, sua figura humana aproximou-se como nenhuma outra daquele imaginário homem universal, o ideal da época Renascentista.

 

Monalisa, o quadro mais famoso do mundo

 

 

 

 

 

 

 

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