Eu votei no menos pior – Coluna do Anderson

Anderson Amaral Schmitz

          Semana passada pude conversar por um bom tempo com o Lizoca, político são-luizense, não sei informar outras atribuições do mesmo, pois passei a conhecê-lo na última eleição, onde foi candidato a vice-prefeito na chapa com Davi Terra Viera.

          Lembrei uma história interessante, que para ele passou despercebida. Foi quando conversamos pela vez primeira, na sexta-feira que antecedeu a eleição em 2008. Eu saía de um curso no Instituto Histórico e Geográfico e convidei um amigo para tomar uma cerveja no Restaurante do Roque.

          Chegando lá avistei um grupo de políticos, obviamente conversavam sobre as eleições. Pedi uma cerveja e sentei por perto, conversava com o amigo, mas prestava atenção nas discussões políticas.

          O meu amigo, informalmente, me apresentou ao grupo. Dizendo que eu era professor da URI e articulista do Jornal Missioneiro. Lizoca, logo lembrou de meus escritos e passou a elogiar rasgadamente, enquanto isso, o atento Roque trouxe o jornal daquele dia, pedindo ao Lizoca que fizesse a leitura do meu texto.

          Não haveria problema algum se o título do texto não fosse: “eu voto no menos pior”. Onde me referia aos candidatos ao posto majoritário em São Luiz Gonzaga, incitando o eleitor ao voto consciente, não votando em branco ou nulo.

         Ao longo do texto eu enumerava as falhas, faltas e excessos das chapas, mostrando abertamente que não estavam preparados ou tinham intenções obscuras em relação ao comando do executivo local.

          Por um momento tivemos um certo clima tenso, olhares, desconfianças, alguns já pensando no pior. Lizoca educadamente, mas com rispidez, me censurou, expondo suas defesas. Logo entendi que discutir ali seria burrice, então contornei afirmando que eu votaria no menos pior, o menos pior é o melhor, e o melhor era Davi e Lizoca. Tudo certo, em meio a saudações efusivas e abraços politiquentos. Ainda ganhei uma cerveja do Lizoca.

          Na sequencia perguntei ao candidato sobre as chances da “nossa chapa”, na eleição. Ele desconversou e com muita cancha deixou transparecer que o Vicente e o Mário seriam vencedores. Sobre a vereança ele foi genial, disse-nos o nome dos nove vereadores que seriam eleitos, acertou em cheio, ainda confirmou a votação boa, mas insuficiente, da professora Ivone Ávila. O homem conhece a política local, sem dúvida.

          Como já disse, semana passada pude relembrar com ele a passagem exposta aqui, gostei de conhecê-lo melhor, esse texto é uma homenagem ao Lizoca, não sei de sua vida, de seu passado, nem quero saber, mas gostei de conversar com ele.

          Quanto ao “vote no menos pior”, acho que o Missioneiro tinha poucos leitores, ou eu não convenci os eleitores, pois a maioria absoluta votou no “mais pior”.

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