Balada do Pistoleiro – Coluna do Leitor

Fábio dos Santos Júnior

          É noite de Natal muita alegria, comida boa, a Família toda unida, músicas natalinas com lindas mensagens de amor e uma boa noite de sono coroada com uma taça de vinho.

         Em contra partida, madrugada fria bailão (“inferninho”) completamente lotado, muita bebida por todo lado (garrafas pelo chão), fumaça de gelo seco, luzes coloridas piscando, música alta, muita gente circulando feitos zumbis, não existe alegria, apenas cheiro de vício, drogas, sexo e morte.

         Nesse sentido, passa algum tempo e alguém entra com ajuda do porteiro com uma arma de fogo e outro entra com uma faca escondida, após algum tempo se desentendem e brigam pela namorada de Um e “Ex” de Outro, e um deles desfere três tiros a queima roupa no outro, esse não consegue impor sua faca afiada premeditadamente naquela tarde.

        Sangue por todo lado, alguém coloca o baleado em um carro e leva até o hospital, o outro corre para outra direção com a arma em punho sem “balas”. A “Ex” vai junto com o baleado e deixa seu Namorado para trás (ainda existe uma chance). Ele vai pra cirurgia passa bem após a mesma, Ela segura sua mão na recuperação, Ele sorri.

         Passa alguns dias e chega o primeiro de ano, novamente o Pistoleiro tenta matar outra vítima em um bar, dessa vez o revólver “nega” fogo e a vítima foge e o Pistoleiro vai para o mesmo bailão novamente buscar se divertir.

          Assim, cada noite festiva esconde fragmentos de horror e violência, vários são os fatores: famílias desestruturadas, drogas, violência doméstica, álcool e principalmente falta de amor. Precisamos urgentemente abrir os olhos para a violência por que esse pistoleiro pode bater na porta de sua casa para se divertir. 

 

 

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