Dia 31 de dezembro 17 horas, muito calor na cidade e nosso personagem: o pistoleiro, ele procura um bar para beber, ocultando um revólver por baixo da camisa aberta com uma “bala” apenas. Muitos o temem, todos o odeiam, mas ele está confiante, seria um engano da parte dele?
Ele sempre diz que não procura encrenca, ela o procura, mas o ar está “pesado” e parece trazer algo de ruim: morte.
No momento que ele pede uma cerveja, entra no bar um sujeito segurando um facão e sem dizer nada desfere um golpe no pistoleiro que se defende com uma cadeira, a briga é violenta: cadeiras, mesas, copos e garrafas servem de arma.
Um fato incrível acontece, em todo o tempo da briga o pistoleiro não consegue empunhar a arma, tendo que lutar à “unha”. Além disso, com sorte ele consegue acertar um mata cobra no adversário e quando o mesmo cai bate a cabeça na mesa de bilhar e fica desacordado.
O pistoleiro pega o facão do outro e o examina e sai rumo ao centro da cidade, armado até os “dentes” em busca de terminar o serviço que começou no natal.
O cara que tentou matá-lo no bar, ele sabe quem é: um desafeto antigo, mas ele só não matou o sujeito porque não pode perder o seu “foco”.
Paralelo a isso, no hospital um velho conhecido do pistoleiro está dando alta hospitalar: o baleado da noite de natal com sangue nos olhos e as veias do corpo pegando fogo por vingança. Nesses dias que esteve internado recebeu um presentinho de um amigo seu, uma pistola 635 com dez “convites para matar”. Seu plano é simples, após o réveillon ele vai até o bailão a procura de vingança custe o que custar. Do outro lado da cidade um moto-taxi já avisou o pistoleiro da alta hospitalar do baleado.
Muitos tiros, gritos, bebida por todo lado: é réveillon, falta pouco para o encontro, muito pouco.
O pistoleiro entra no bailão desarmado suas armas ficam na portaria, o baleado também entra desarmado algum tempo depois e pede uma cerveja para o garçom, depois do primeiro gole eles se entreolham e rapidamente um parte para cima do outro sem pensar, apenas instinto e ódio.
A briga é violenta ninguém se mete, os seguranças querem ver o fim, até que se ouve um tiro, todo mundo olha para a portaria de onde sai o tiro e ficam chocados.
Com a arma em punho vemos a ex de um e namorada do outro que dá um tiro em direção dos dois, o projétil segundo a perícia acertou a face de um atravessando seu crânio e ficando alojada no peito do outro. O baleado e o pistoleiro morrem com uma “bala apenas”, um ao lado do outro.
Assim, mais uma noite tem fim e o amanhecer da segunda-feira começa com uma sensação de vazio. Vazio pelas vidas ceifadas, mas principalmente vazio pela certeza que essa história apenas começou.
Fábio dos Santos Júnior
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Isto me fes lembrar as eleições a prefeito em minha cidade, matamos a fama, quebramos a crista aposentamos os mitos e casamos os que se achavam tudo isto numa eleição só.kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
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mas ha festa
a imaginação é boa
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