Quem me conhece sabe que não sou muito chegado na etiqueta pregada pela elite econômica, mais popularmente conhecida como “as forças vivas de São Luiz Gonzaga”. Não chego a ser uma pessoa incoveniente, longe disso, mas não gosto muito de protocolos e normatizações impostos pela cultura local. Prefiro as coisas simples, coisas nossas.
Pra encurtar a prosa vamos aos fatos: essa semana tive a oportunidade de frequentar um jantar chique. A organização estava impecável, como de costume. Música ao vivo, decoração natalina, ambiente climatizado, recepção calorosa, todos falando baixinho, enfim tudo perfeito.
Causou-me alguma surpresa o momento da janta, os garçons começaram a servir os pratos prontos, já com o alimento, eu conhecia como “PF”, o famoso prato feito, mas fui informado que se tratava de um formato de servir conhecido como “à francesa”.
De repente veio a tal de entrada, um prato com duas ou três qualidades de alface, uma cobertura de creme de leite com tirinhas de morangos, ao lado um peito de peru defumado (acho que era isso), misturado com tiras de mamão e melão (tenho dúvidas também, pois não comi). Ainda uma calda de não-sei-o-quê com uma cereja. Prato muito bonito. Mas não comi.
Na sequência veio o prato principal, agora com a tão aguardada carne (sou carnívoro inveterado), um belo filé com molho, muito bom. Mas um pedaço pequeno (rico come pouco), acompanhando a carne, um arroz branco, aqueles que ficam moldados em um montinho. Um filé de peixe coberto com algo branco que lembrava um mingau daqueles que a mãe fazia quando eu era criança. Resumindo comi só a carne, comi mais de um filé, pois umas colegas que estavam ao lado não comeram a carne e como minha religião não permite desperdiçar um filé…
Pra encerrar veio a sobremesa, nem lembro direito, mas tinha um sorvete e uma panqueca com recheio de frutas, aí foi minha vez de partilhar o pão com as colegas. Sou um dos poucos gordos do mundo que não gosta de doce.
Essa é a bóia de rico, ruim toda a vida. Desculpem-me o desabafo, mas sou meio grosso mesmo. Tirando a bóia, o resto estava ótimo, o cantor tocou até Mano Lima, muito bom, o chope estava bom, a companhia ótima. Se fosse um carreteiro de charque, feijão com couro de porco e batata-doce seria o paraíso.
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Como diria o Seu Plínio, vulgo Tio Patinhas, “bom mesmo é carne de ovelha assada com mandioca nova”.
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parabéns Anderson, amei sua matéria…Show dw bola, tbm penso como vc.
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A etiqueta nada mais que é a forma dos humanpos se distinguirem um dos outros… saber comer é mostrar aos outros q não sabem comer, são animais…os fervidos são os mesmos o q modifica são os formatos apresentados, e a parcimonia hipócrita da burguesia…Tenho dito!
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muito interessante a forma como colocas um assunto que muitas vezes nos deparamos no nosso dia-a-dia e não só em relação a comida , o fato é que todo mundo um dia passa por algo semelhante e muitas vazes ficamos na maior saia justa. O mais importante é que conseguiu provocar o debate com um excelente texto e uma linguagem bem popular.
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Muito engraçado: “Resumindo comi só a carne, comi mais de um filé, pois umas colegas que estavam ao lado não comeram a carne e como minha religião não permite desperdiçar um filé…”
Cara tu tens razão, só por causa q tem dinhero esse rico fazem kudoc… kkkkkk muito engraçado
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Só tu para criar polêmica. Até com comida??? O importante é que o pessoal acesse o Guia e comente a tua coluna. Quer ficar rico também? (cada acesso é um pila no bolso hehehehe).
Obrigado Elisangela e aos demais leitores e comentaristas, o importante é que acessem o Guia, mas o objetivo não foi polemizar (muito), mas mostrar no texto como vi a janta, talvez eu seja o errado, mas não gostei. A festa foi das melhores, mas a bóia. Tem um pessoal que gostou, mas continuo achando que um carreteiro com feijão…
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Anderson,já fui num assim em Sta maria,pra te resumi comi só
uns frios que serviram de entrada o resto não deu pra comer nada,só que,a dona da festa não tem nada de rica se criou
trabalhando,mas casou com um cara bem empregado.Eu cheguei
a conclusão de que são as donas do buffet que inventam estas
comidas horriveis para comerem pouco e elas lucrarem mais,pois
ninguém repete e elas cobram os olhos da cara e as bobas pagam,pois se serviçem comidas melhores a quantidade que
sairia seria bem maior
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Tem gente que não identifica o que são as coisa boas da vida, consequentemente nem imagina o que é o prazer de comer um bóia campeira, parabéns pela matéria Anderson. Um grande Abraço
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Anderson a essência das coisas já se perdeu faz tempo, é como um explicação técnica com termos complexos, ninguém entende nada mas todos saem maravilhados com a explicação. Na retrospectiva de 2011 essa vai ficar na história. Pra quem mesmo foi feito essa janta, eu não entendi direito o texto, seria pra franceses???? Penso que a culpa seja dos altissimos impostos que pagamos, que nos obriga a importar algumas coisas.. Quantos aos ricos, sãoluizenses, os que realmente têm dinheiro, ao mesmos os que conheço, esses são simples e comem mandioca , batata doce , carne assada num espeto cravado no chão.
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Pobre é fogo, sempre da um jeitinho de contar pra todo mundo que foi convidado pra festa de rico e comeu coisa diferente do que esta acostumado. E o pior, sai dizendo que não gostou que é pro “bucho” não fica mal acostumado e pra tiurma fica com ciume.
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é gaucho,sei q gosta de churrasco,comida boa,quem n gosta,mas se soubesse,o quanto deu trabalho p montar aqueles pratos chiquérrimo teria saboriado,mas td bem temos livre escolha,festa de rico é isso mesmo,come pouco p sempre manter o corpo suculento, adoreii o texto hehehehhehehehehe feliz natal e próspero ano novo compadre,heheheheheheheh
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…É tudo questão de costume… Como tu sempre foi pobre, nunca se acostumou com as coisas boas da vida, e acha que só existe bucho aferventado, ensopado de mandioca com “retaio” e quaiera no que se refere a comida boa… Pq se tivesse grana de sobra, com certeza teria ido no Fasano Rio, na Madson nos EUA, em Les Bristre Far em Paris e em algum momento, iria trocar o tão saboroso carreteiro de charque por um prato recheado de trufas marrons e molhos marroquinos…..
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Também fui num jantar desses há alguns anos em Santa Rosa, era chamado jantar a Francesa, organizado pela confraria do EB, paguei uma nota. Primeiro que os garçons eram todos Militares e estavam fardados de calça VO, coturno e camiseta branca. Primeiro serviram como entrada dois tipos de patê, depois veio o arroz, serviram primeiro todas as mulheres e depois passaram novamente para servir os homens, depois veio algumas coisinhas que não dão sustância e assim terminamos o jantar de forma frustrante, com fome, passamos rindo da desgraça e depois fomos comer um bom X- burger, hehehe!!!
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Uma vez por ano sair da zona de conforto e ter novas experiencias nao e’ tao mau assim. O importante e’ sermos nos mesmos, onde quer que vamos. Claro, me falta mais informacao para tecer maiores comentarios. Abracos.
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HEHEHE….SÓ VOCÊ MESMO!!!!
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Ta loco meu, se eu fosse neste jantar o bicho ia pegar, por que aposto que alem de você amigo da imprensa o resto era metido a rico e a chique, kkkkkkkkkk meu riqueza não se mede pelo quanto que você tem e sim pelo quanto você deve….Estes ricos de são Luiz, claro os que se denomina rico por si próprio, por que tem muita gente boa no meio. Estes não pensão, por que por mais poderosos que se achem eles jamais controlaram a própria respiração…
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huahuahuhauahuahuahauhahaua
bom mesmo é um soquête aferventado no inverno.
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Ri muito hahaha!
Não te preocupes Anderson, pois acho que a grande maioria das pessoas não sabe se portar com muita etiqueta. E faço parte dessa maioria tbém hehe Por isso que rico é magrinho, pois não comem comida de sustância kkk.
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È isso ai mesmo Anderson. Comida de fundamento é mesmo o churrasco, abraços!!
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Show de relato, Anderson. Parabéns! Nada mais apropriado para nós, gaúchos-missioneiros. Abraço!
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Uma ocasião, quando eu tinha uns 08 anos de idade e minha irmã uns 4, nossa família participou de um jantar desses, chiquérrimo.
Lá pelas tantas, foi servido um prato com uma coxa de galinha suculenta, douradinha, uma delícia. Minha irmã deu uma cheiradinha no prato e saiu da mesa, foi brincar um pouco, quando voltou constatou que a coxa tinha sumido do seu prato.
Meu pai tinha devorado a dita cuja. Foi um gritedo:
- Eu quero a minha coxa!
Minha mãe tentou compor o litígio:
- Eu peço para o garçom trazer outra coxa para você.
Não teve jeito, minha irmã permaneceu irredutível, berrando:
- Não, eu quero a minha, eu quero aquela!
Vivendo e passando vergonha…
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Hahahaha!
Aprendi a me portar nestas ambientes com a prof Elça Moreira quando fazia magistério e tinha aula de etiqueta.
Só para ilustrar, certa vez fui a um restaurante fino com um compadre e, garçom pra lá, garçom pra cá, servindo uns punhadinos de comida, tanto foi que ele perguntou a todo volume: ” E daí tchê, quando é que tu vai trazer a bóia mesmo? A provinha tava muito boa.” Foi muito engraçado. Sem falar que o garçom acendia a vela e ele apagava.
Mas é isso aí. Pior que esses cardápios custam muito caro.
Também comi escargot sem saber. Quando soube o que era tive a maior indigestão de minha vida.
Gaúcho é assim. Pra náo errar nada como um ótimo churrasco!
Abração e Feliz Natal.
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