Lá vem o Chaves…- Coluna do Anderson

          Anderson Amaral

          Bem que eu poderia estar escrevendo sobre o último devaneio do Hugo Chaves, sobre a hipótese de os EUA estarem “injetando” câncer nos líderes sul-americanos (o que não se pode duvidar totalmente), mas hoje escrevo sobre o “Chaves do Oito”.

          Dia desses me peguei olhando um episódio do Chaves junto ao meu filho de 4 anos, Pedro. Mas e daí? Daí que olhávamos o seriado com um interesse enorme, ele movido pelo sentimento da infantilidade, do “ser criança”. E eu movido pelo quê? Talvez pelo mesmo sentimento.

          Não sou um fã do seriado, mas sempre que está sendo transmitido, quando posso, eu paro um pouquinho pra olhar. Mas o que tem de especial um programa para se manter tanto tempo em exibição, cativando tantas pessoas?

          Não lembro da primeira vez que vi o Chaves, li que o SBT transmite desde 1984, mas como nas cidades onde morei não tinha o sinal do SBT (pelo menos eu não lembro), minha memória sobre ele data de 1992, início do ano, quando fui morar na cidade de Itaqui-RS, mas creio que antes eu já devia ter olhado por aí.

         Nessas idas e vindas já se passaram quase 20 anos, e continuo sendo atraído pelos episódios do Chaves, mesmo sabendo o que vai acontecer, pois acho que já olhei quase todos. Não costumo rir de muitas coisas, tombos, bordões repetitivos e bobagens não me levam ao riso, mas no seriado existe algo (que não sei explicar) que acaba atraindo minha atenção, e de outros adultos também.

          Me espanta o fato do meu filho também gostar do Chaves, assim como outras crianças da contemporaneidade gostam, trata-se de um programa que atrai crianças, jovens e adultos desde a década de 1970, quando iniciou no México, mais precisamente 1971.

          Penso que tem alguns ingredientes que são importantes para o sucesso; a simplicidade, a originalidade (pelo menos para mim), bons textos e ótimas interpretações dos atores e atrizes. Não tem como não ficar boquiaberto com a interpretação que Carlos Villagrán faz com o Quico, também o Seu Madruga, personagem encantador interpretado por Ramón Valdés, entre tantos.

          Na condição de professor me atraem, sobretudo, os episódios que passam na escola, com o professor Girafales. Um texto muito bom que nos leva à risadas e uma vontade cada vez maior de assistir o seriado. Mesmo que na sala de aula tenhamos que conviver com alguns bordões incomodativos copiados do mesmo.

          Poderia me estender, mas o objetivo é apenas fazer uma lembrança ao Chaves, e no final de ano levar um texto leve aos nossos leitores. Mas onde está, para mim, a grande façanha do Chaves? Está em fazer este mal-humorado articulista parar em frente ao aparelho de televisão e se divertir, por vezes dar gargalhadas. Feliz 2012 para todos!

 

 

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