Dez mil anos nos separam dos ancestrais trogloditas. Não é muito, se considerarmos que o homem de Neandertal extinguiu-se há 50.000 anos e que os fósseis mais antigos demonstram que a vida na Terra data de 1.600 milhões de anos. Contudo parece ter sido justamente há cerca de 10.000 anos que a atividade humana começou a ter influência sobre o meio ambiente natural.
Por aquela época, a vida primitiva do Homo Sapiens sofria uma transformação: surgiram as primeiras tentativas de cultivo agrícola e as primeiras manifestações de pecuária. Embora ainda incipientes, estas atividades deram ao homem a possibilidade de dominar a natureza e, assim, abandonar o nomadismo.
Uma vez fixadas, as famílias começaram a formar as comunidades. E estas por sua vez, a registrar rápido aumento das populações, um crescimento que em nossos dias tomou proporções de crise. Entre tanto só um século após a descoberta do Brasil, ou seja, no ano de 1 600, o mundo possuía uma população de apenas 500 milhões de habitantes( menor que da China atual), e os estragos causados pelo homem na biosfera( camada da superfície da terra em que a vida é possível) eram pequenos e talvez sanáveis.

O Mar de Aral encolheu em 50 anos mais de 30 quilômetros.
Hoje a população do nosso planeta é de 7 bilhões de habitantes e aumenta cerca de 80 milhões por ano. A Ásia concentra 60% da população mundial, porem a maior taxa de crescimento demográfico é na África cuja população superou 1 bilhão de habitantes em 2009. Esse crescimento desordenado se deve as guerras que geram a desorganização política.
A invasão dos brancos Europeus no continente dilapidou suas riquezas e destruiu a organização política original daquele povo (sistema tribal) cada tribo tinha seu próprio método de controle de natalidade.
A expansão demográfica sem controle, em um período não muito longo atingirá os mais remotos recantos da terra; só as calotas polares, as mais impenetráveis florestas e os mais aterradores desertos (ou nem mesmo essas regiões) deixarão de sofrer o impacto da presença humana. E essa superpopulação criará demandas colossais de suprimentos: água, ar, alimentos, minerais, substâncias orgânicas e inorgânicas. Esse problema, que em breve atingirá de frente toda a humanidade, já é sentida com certa violência, nos dias atuais.
Sua origem não está apenas na incontrolável explosão demográfica, mas principalmente no uso de técnicas nem sempre corretas, e que exaurem fontes de suprimento, dilapidando os recursos naturais.
Está também na agricultura extensiva, essa em que se enterra semente para colher dinheiro, essa que lavra as várzeas, fonte de umidade para os mananciais e a seca, tudo em nome do lucro e da ganância, mas sempre com a desculpa que está alimentando o mundo. Mas sabemos que não se morre só de fome, se morre de sede também. Planeta sem água é planeta sem vida.
Um dos maiores exemplos de desastre causado pela agricultura extensiva e incorreta é o caso do assoreamento do Mar de Aral na região do Cazaquistão. Decorrente da irrigação descontrolada.

A causa principal é o assoreamento dos dois rios que o alimentavam devido à irrigação agrícola.
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parabens, arno. continue a escrever.
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Parabéns pela aula, belo conteúdo.
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Muito bom professor, bom assunto para o programa da APARP de sábado, já está convidado para o debate.
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