Brasileira conta momentos de terror em navio naufragado na Itália

Alana Rizzo conseguiu escapar junto com a família; 40 brasileiros estariam no navio

          A jornalista goiana Alana Rizzo estava a bordo do navio transatlântico Costa Concordia, que encalhou e naufragou na noite desta sexta-feira (13) nas imediações da pequena ilha italiana de Giglio, situada em águas da Toscana, na Itália. A brasileira contou aos familiares no Brasil os momentos de terror que viveu a bordo da embarcação.

          Alana estava com a mãe e o padrasto no navio como parte da viagem de férias que fazem à Itália. A família estava entre as 4.200 pessoas a bordo no momento do acidente, das quais pelo menos três morreram e 15 ficaram feridas, segundo as autoridades italianas. No início, havia informação de que ao menos seis pessoas haviam morrido.

          Por mensagem de texto, Alana conseguiu avisar a família em Brasília que todos estavam bem, mas precisou desligar o celular porque ficou sem bateria. Todos os pertences da família foram perdidos, inclusive os passaportes. Ainda de acordo com a jornalista, cerca de 40 brasileiros estavam a bordo do navio.

          Após encalhar, segundo a brasileira, o transatlântico afundou “como o Titanic”, em alusão ao famoso navio que naufragou no oceano Atlântico após se chocar com um iceberg, em 1912, e que teve a sua história retratada em 1997 em um filme homônimo, dirigido por James Cameron e estrelado por Leonardo Di Caprio e Kate Winslet.

          O navio Costa Concordia partiu da cidade italiana de Savona para empreender um cruzeiro pelo Mediterrâneo, com previsão de passar por outras três cidades da Itália, além de Barcelona (Espanha) e Marselha (França), antes de retornar a Savona. Entre as pessoas a bordo estão 1.000 italianos, 500 alemães e cerca de 160 franceses, além disso de outros 1.000 membros da tripulação.

         Por volta das 21h30 locais (18h30 de Brasília), duas horas após sair de Civitavecchi, a embarcação se encontrava nas cercanias da ilha de Giglio quando a luz apagou e pôde ser sentida uma grande colisão, relataram os náufragos à imprensa italiana.

          Após o choque, os passageiros foram advertidos pelo capitão de que se tratava de um problema elétrico, mas logo o navio começou a inclinar e todos a bordo colocaram os coletes salva-vidas e se postaram perto das lanchas de emergência.

          Quando as pessoas perceberam que não se tratava de um problema elétrico e que estava entrando água na embarcação, houve momentos de pânico e muitos empurrões no momento de realizar o embarque nos botes salva-vidas e nas lanchas dos bombeiros de Civitavecchia e Livorno.

          A companhia Costa Crociere, proprietária do cruzeiro Costa Concordia, assegurou que ainda “não é possível definir a causa do problema ocorrido”.

Do R7

 

Navio ficou encalhado

Navio ficou encalhado

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