De tanto ver triunfar as nulidades… – Coluna do Anderson

Anderson Amaral

          Tenho lido e ouvido muito sobre a política local, sempre fui muito curioso sobre esse assunto, apesar de nunca ter me filiado a nenhum partido. Penso que as siglas estão bichadas, repletas de interesseiros e/ou aproveitadores da boa fé do povo. Em alguns, casos repletas de ladrões, corruptos, usurpadores safados, por isso me mantenho sem filiação, apesar de admirar alguns políticos, poucos é verdade.

          Estou em São Luiz Gonzaga desde 2003, ainda não conheço muito os políticos locais, pois tem algumas raposas velhas que andam por aqui desde muito mais tempo, e sabe lá o que já aprontaram. Para minha surpresa, ou não, ano passado fui convidado para fazer parte de alguns partidos, três na verdade. Nenhum deles me atraiu, penso que ainda não é o momento. E olha que foram boas promessas: uma de ser pré-candidato a vereador (nem por ouro aceitaria tal cargo), outra para ser pré-candidato a prefeito, ou vice-prefeito. Quanta honra, mas declinei dos convites.

          Após esse período comecei a observar a movimentação política, ainda indefinida, surgiram nomes, apoios, conchavos, desquites, enfim, tudo o que envolve um período pré-eleitoral.

          Hoje as coisas estão começando a se definir, PDT tem candidato, PMDB, tem também, PT já está definido, PSB, PSD e PTB aguardam os movimentos pra saberem para onde vão. Se houver um “frentão” as chances de vitória são boas, mas aí a briga vai ser de foice na hora de lotear os cargos.

          Como as vaidades imperam, a chance de acontecer essa coligação é mínima. Nenhum dos pré-candidatos vai querer largar as rédeas e assumir uma função menor, portanto as vaidades vão fazer com que eles tenham pouca chance de vencer a eleição, pois se junto já é difícil, separados…

          A coligação que está no poder vê tudo com bons olhos, uns matando os outros, no final se reelegem, pelo menos na teoria, pois política é inexata. Mesmo com a oposição unida, as chances da situação seriam boas, visto que possuem muitos bônus por estarem no poder (aqueles bônus).

          Não quero falar em nomes, mas têm uns que me caem os butiás do bolso. Como disse Rui Barbosa: “de tanto ver triunfar as nulidades…” chego a pensar em doar-me pela causa pública, mas já desisto. Vou recusando, por enquanto, o convite de um amigo para a eleição de 2016, mas quem sabe mais adiante.

          Por enquanto penso que sigo no meu mantra: vou votar no menos pior; vou votar no menos pior; vou votar no menos pior; vou votar no menos pior…

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