Polêmica no BBB 12 – Coluna do Anderson

Anderson Amaral

            Não sou muito adepto da atual programação da televisão brasileira, excetuando algum jogo do Grêmio, ou os comentários esbravejantes  de Jorge Kajuru e Datena, de resto não assisto nenhum programa. De passagem vejo alguma coisa, como desenhos animados com meus filhos. Enfim não acompanho muita TV.

          Quem não gosta da televisão certamente não assiste ao Big Brother Brasil, meu caso. Claro que olhadelas nas lindas mulheres do programa são inevitáveis. Conheço a sistemática do programa porque acompanhei as duas primeiras edições, e como trabalho em um jornal preciso estar interado dos fatos, por isso leio muito sobre tudo.

          O caso em tela é deveras interessante, trata-se de um possível estupro. Ao saber do ocorrido me interarei dos seguintes fatos: um homem (Daniel) e uma mulher (Monique) foram deitar na mesma cama, possivelmente, ou certamente, sob o efeito de álcool, houve trocas de carícias e um ato sexual. É o que se presume, pois as imagens são obscuras e o casal está sob um edredom. Até aí tudo bem. Acontece que a jovem teria dormido durante o ato, ou pouco antes dele. Por isso teria sido estuprada.

          Duas versões para o mesmo caso: a) a mulher vai pra cama com um homem, de forma consensual, ambos começam a trocar carícias íntimas, passam ao ato sexual e ela adormece. Ele segue com a prática, pois não notou que a parceira estava dormindo, visto estar embriagado, assim como ela; b) a mulher vai pra cama com um homem, de forma consensual, ambos começam a trocar carícias íntimas, passam ao ato sexual e ela adormece. Ele segue com a prática mesmo vendo que ela está dormindo.

          E daí? Penso que tudo é meio normal, eu falei meio normal, pois os “órgãos” de proteção da mulher estão cobrando da Globo pelo fato de ninguém ter impedido o estupro, afinal ela estava inconsciente. Ao mesmo tempo que se fala em racismo em relação ao caso, Daniel é negro, fala-se que se fosse ele um branco e ela uma negra a história seria outra.

          Por sua vez a Globo (que é tão imparcial quanto alguns órgãos de imprensa de São Luiz Gonzaga) já se decidiu, eliminou o rapaz do programa “por comportamento inadequado” ou seja estupro, pois carícias debaixo do edredom estão liberadas desde sempre. E agora?

          Monique disse que não houve sexo, mas penso que isso não é o importante. Houve ou não houve, foi consensual ou não, a Globo já decidiu o veredicto ao mandar embora o jovem. Lembrei do período da escravidão, negro fugitivo tinha um “F” marcado em seu rosto, de fujão, pela Globo só faltava marcar este com um “E”, de estuprador.

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