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	<title>Guia São Luiz &#187; Anderson</title>
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	<description>Portal de Notícias de São Luiz Gonzaga e Região</description>
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		<title>José Grisolia &#8211; Coluna do Anderson</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 17:06:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andersonguiasaoluiz</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Anderson Amaral</strong>         </p>
<p style="text-align: justify;">          Quem gosta de ler, mas tem seu cotidiano muito atribulado, usa o período de férias para colocar as leituras em dia. Estou nesse grupo. Nas férias de janeiro deste ano recorri minha biblioteca, simples e pequena, mas biblioteca e entre os livros que não havia lido estava uma produção de “A Notícia”, de autoria de José Grisolia Filho, uma obra sobre a vida de seu pai, José Grisolia.</p>
<p style="text-align: justify;">          Como sou apaixonado por biografias não titubeei, apesar do livro estar formatado em pequenos textos, da forma como foi publicado no jornal A Notícia, a leitura está facilitada pela ordem cronológica e a simplicidade da linguagem usada.</p>
<p style="text-align: justify;">          Fiquei muito surpreso com o que li, por isso resolvi escrever o texto. Com o simples objetivo de levar ao público minha impressão sobre a vida de José Grisolia. Lembro que quando dirigia os museus em São Luiz Gonzaga tentei montar uma exposição sobre a vida do mesmo, mas por motivos que fugiram ao meu controle não realizamos.</p>
<p style="text-align: justify;">          Se o velho Grisolia (me permitam a expressão de intimidade) teve erros, vícios ou incongruências em sua vida, não me importo, só quero falar das coisas boas. Dentre elas a criação do jornal A Notícia, da Gráfica Porto Seguro, da livraria, da sua atuação com juiz de paz, como piloto e diretor do aeroclube de São Luiz Gonzaga, da fundação de gráficas e jornais em Santo Ângelo, Santiago, Cerro Largo, São Borja, Uruguaiana e Livramento.</p>
<p style="text-align: justify;">          Também da tentativa de empreender economicamente com a produção de bananas, abacates e galinhas, em propriedade rural no Rincão de São Pedro, das fábricas de polvilho, de rações e de farinha de mandioca. Das invencionices no jornal e na gráfica, em sua atuação na comissão que trouxe a escola Cenecista, no Rotary, na implantação do Lar Escola, no lançamento dos poemas de Jayme Caetano Braun e tantos outros feitos que engrandeceram nosso município.</p>
<p style="text-align: justify;">          Pena que não o conheci pessoalmente, pelo que li e ouvi das pessoas foi um ser humano ímpar, não perfeito, pois não somos. Como historiador, sei da importância do Jornal A Notícia para nossa região, desde 1934 nos mantendo informado sobre tudo que acontece. Mas isso é só uma parte de sua vida, a mais visível. Sei que para aqueles que conviveram com ele restam outras lembranças, ainda mais preciosas do que folhas de um jornal.</p>
<p style="text-align: justify;">          Em 1995 sua vida teve fim, despedimo-nos do desvirador de sapatos, da risada fácil no Cine Lux, do batalhador, do empreendedor incansável. Se foi o jornalista sonhador, ficou o exemplo. Me basta.</p>
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		<title>De tanto ver triunfar as nulidades&#8230; &#8211; Coluna do Anderson</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 12:06:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andersonguiasaoluiz</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Anderson Amaral</strong></p>
<p style="text-align: justify;">          Tenho lido e ouvido muito sobre a política local, sempre fui muito curioso sobre esse assunto, apesar de nunca ter me filiado a nenhum partido. Penso que as siglas estão bichadas, repletas de interesseiros e/ou aproveitadores da boa fé do povo. Em alguns, casos repletas de ladrões, corruptos, usurpadores safados, por isso me mantenho sem filiação, apesar de admirar alguns políticos, poucos é verdade.</p>
<p style="text-align: justify;">          Estou em São Luiz Gonzaga desde 2003, ainda não conheço muito os políticos locais, pois tem algumas raposas velhas que andam por aqui desde muito mais tempo, e sabe lá o que já aprontaram. Para minha surpresa, ou não, ano passado fui convidado para fazer parte de alguns partidos, três na verdade. Nenhum deles me atraiu, penso que ainda não é o momento. E olha que foram boas promessas: uma de ser pré-candidato a vereador (nem por ouro aceitaria tal cargo), outra para ser pré-candidato a prefeito, ou vice-prefeito. Quanta honra, mas declinei dos convites.</p>
<p style="text-align: justify;">          Após esse período comecei a observar a movimentação política, ainda indefinida, surgiram nomes, apoios, conchavos, desquites, enfim, tudo o que envolve um período pré-eleitoral.</p>
<p style="text-align: justify;">          Hoje as coisas estão começando a se definir, PDT tem candidato, PMDB, tem também, PT já está definido, PSB, PSD e PTB aguardam os movimentos pra saberem para onde vão. Se houver um “frentão” as chances de vitória são boas, mas aí a briga vai ser de foice na hora de lotear os cargos.</p>
<p style="text-align: justify;">          Como as vaidades imperam, a chance de acontecer essa coligação é mínima. Nenhum dos pré-candidatos vai querer largar as rédeas e assumir uma função menor, portanto as vaidades vão fazer com que eles tenham pouca chance de vencer a eleição, pois se junto já é difícil, separados&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">          A coligação que está no poder vê tudo com bons olhos, uns matando os outros, no final se reelegem, pelo menos na teoria, pois política é inexata. Mesmo com a oposição unida, as chances da situação seriam boas, visto que possuem muitos bônus por estarem no poder (aqueles bônus).</p>
<p style="text-align: justify;">          Não quero falar em nomes, mas têm uns que me caem os butiás do bolso. Como disse Rui Barbosa: “de tanto ver triunfar as nulidades&#8230;” chego a pensar em doar-me pela causa pública, mas já desisto. Vou recusando, por enquanto, o convite de um amigo para a eleição de 2016, mas quem sabe mais adiante.</p>
<p style="text-align: justify;">          Por enquanto penso que sigo no meu mantra: vou votar no menos pior; vou votar no menos pior; vou votar no menos pior; vou votar no menos pior&#8230;</p>
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		<title>Polêmica no BBB 12 &#8211; Coluna do Anderson</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 20:09:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andersonguiasaoluiz</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Anderson Amaral</strong></p>
<p style="text-align: justify;">            Não sou muito adepto da atual programação da televisão brasileira, excetuando algum jogo do Grêmio, ou os comentários esbravejantes  de Jorge Kajuru e Datena, de resto não assisto nenhum programa. De passagem vejo alguma coisa, como desenhos animados com meus filhos. Enfim não acompanho muita TV.</p>
<p style="text-align: justify;">          Quem não gosta da televisão certamente não assiste ao Big Brother Brasil, meu caso. Claro que olhadelas nas lindas mulheres do programa são inevitáveis. Conheço a sistemática do programa porque acompanhei as duas primeiras edições, e como trabalho em um jornal preciso estar interado dos fatos, por isso leio muito sobre tudo.</p>
<p style="text-align: justify;">          O caso em tela é deveras interessante, trata-se de um possível estupro. Ao saber do ocorrido me interarei dos seguintes fatos: um homem (Daniel) e uma mulher (Monique) foram deitar na mesma cama, possivelmente, ou certamente, sob o efeito de álcool, houve trocas de carícias e um ato sexual. É o que se presume, pois as imagens são obscuras e o casal está sob um edredom. Até aí tudo bem. Acontece que a jovem teria dormido durante o ato, ou pouco antes dele. Por isso teria sido estuprada.</p>
<p style="text-align: justify;">          Duas versões para o mesmo caso: a) a mulher vai pra cama com um homem, de forma consensual, ambos começam a trocar carícias íntimas, passam ao ato sexual e ela adormece. Ele segue com a prática, pois não notou que a parceira estava dormindo, visto estar embriagado, assim como ela; b) a mulher vai pra cama com um homem, de forma consensual, ambos começam a trocar carícias íntimas, passam ao ato sexual e ela adormece. Ele segue com a prática mesmo vendo que ela está dormindo.</p>
<p style="text-align: justify;">          E daí? Penso que tudo é meio normal, eu falei meio normal, pois os “órgãos” de proteção da mulher estão cobrando da Globo pelo fato de ninguém ter impedido o estupro, afinal ela estava inconsciente. Ao mesmo tempo que se fala em racismo em relação ao caso, Daniel é negro, fala-se que se fosse ele um branco e ela uma negra a história seria outra.</p>
<p style="text-align: justify;">          Por sua vez a Globo (que é tão imparcial quanto alguns órgãos de imprensa de São Luiz Gonzaga) já se decidiu, eliminou o rapaz do programa “por comportamento inadequado” ou seja estupro, pois carícias debaixo do edredom estão liberadas desde sempre. E agora?</p>
<p style="text-align: justify;">          Monique disse que não houve sexo, mas penso que isso não é o importante. Houve ou não houve, foi consensual ou não, a Globo já decidiu o veredicto ao mandar embora o jovem. Lembrei do período da escravidão, negro fugitivo tinha um “F” marcado em seu rosto, de fujão, pela Globo só faltava marcar este com um “E”, de estuprador.</p>
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		<title>Lá vem o Chaves&#8230;- Coluna do Anderson</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 21:05:33 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[          Anderson Amaral           Bem que eu poderia estar escrevendo sobre o último devaneio do Hugo Chaves, sobre a hipótese de os EUA estarem &#8220;injetando&#8221; câncer nos líderes sul-americanos (o...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">      <strong>    Anderson Amaral</strong></p>
<p style="text-align: justify;">          Bem que eu poderia estar escrevendo sobre o último devaneio do Hugo Chaves, sobre a hipótese de os EUA estarem &#8220;injetando&#8221; câncer nos líderes sul-americanos (o que não se pode duvidar totalmente), mas hoje escrevo sobre o &#8220;Chaves do Oito&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">          Dia desses me peguei olhando um episódio do Chaves junto ao meu filho de 4 anos, Pedro. Mas e daí? Daí que olhávamos o seriado com um interesse enorme, ele movido pelo sentimento da infantilidade, do “ser criança”. E eu movido pelo quê? Talvez pelo mesmo sentimento.</p>
<p style="text-align: justify;">          Não sou um fã do seriado, mas sempre que está sendo transmitido, quando posso, eu paro um pouquinho pra olhar. Mas o que tem de especial um programa para se manter tanto tempo em exibição, cativando tantas pessoas?</p>
<p style="text-align: justify;">          Não lembro da primeira vez que vi o Chaves, li que o SBT transmite desde 1984, mas como nas cidades onde morei não tinha o sinal do SBT (pelo menos eu não lembro), minha memória sobre ele data de 1992, início do ano, quando fui morar na cidade de Itaqui-RS, mas creio que antes eu já devia ter olhado por aí.</p>
<p style="text-align: justify;">         Nessas idas e vindas já se passaram quase 20 anos, e continuo sendo atraído pelos episódios do Chaves, mesmo sabendo o que vai acontecer, pois acho que já olhei quase todos. Não costumo rir de muitas coisas, tombos, bordões repetitivos e bobagens não me levam ao riso, mas no seriado existe algo (que não sei explicar) que acaba atraindo minha atenção, e de outros adultos também.</p>
<p style="text-align: justify;">          Me espanta o fato do meu filho também gostar do Chaves, assim como outras crianças da contemporaneidade gostam, trata-se de um programa que atrai crianças, jovens e adultos desde a década de 1970, quando iniciou no México, mais precisamente 1971.</p>
<p style="text-align: justify;">          Penso que tem alguns ingredientes que são importantes para o sucesso; a simplicidade, a originalidade (pelo menos para mim), bons textos e ótimas interpretações dos atores e atrizes. Não tem como não ficar boquiaberto com a interpretação que Carlos Villagrán faz com o Quico, também o Seu Madruga, personagem encantador interpretado por Ramón Valdés, entre tantos.</p>
<p style="text-align: justify;">          Na condição de professor me atraem, sobretudo, os episódios que passam na escola, com o professor Girafales. Um texto muito bom que nos leva à risadas e uma vontade cada vez maior de assistir o seriado. Mesmo que na sala de aula tenhamos que conviver com alguns bordões incomodativos copiados do mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">          Poderia me estender, mas o objetivo é apenas fazer uma lembrança ao Chaves, e no final de ano levar um texto leve aos nossos leitores. Mas onde está, para mim, a grande façanha do Chaves? Está em fazer este mal-humorado articulista parar em frente ao aparelho de televisão e se divertir, por vezes dar gargalhadas. Feliz 2012 para todos!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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		<title>Bóia de rico &#8211; Coluna do Anderson</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 13:43:13 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[           Quem me conhece sabe que não sou muito chegado na etiqueta pregada pela elite econômica, mais popularmente conhecida como “as forças vivas de São Luiz Gonzaga”. Não chego a...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em>           </em></strong>Quem me conhece sabe que não sou muito chegado na etiqueta pregada pela elite econômica, mais popularmente conhecida como “as forças vivas de São Luiz Gonzaga”. Não chego a ser uma pessoa incoveniente, longe disso, mas não gosto muito de protocolos e normatizações impostos pela cultura local. Prefiro as coisas simples, coisas nossas.</p>
<p style="text-align: justify;">               Pra encurtar a prosa vamos aos fatos: essa semana tive a oportunidade de frequentar um jantar chique. A organização estava impecável, como de costume. Música ao vivo, decoração natalina, ambiente climatizado, recepção calorosa, todos falando baixinho, enfim tudo perfeito.</p>
<p style="text-align: justify;">             Causou-me alguma surpresa o momento da janta, os garçons começaram a servir os pratos prontos, já com o alimento, eu conhecia como “PF”, o famoso prato feito, mas fui informado que se tratava de um formato de servir conhecido como “à francesa”.</p>
<p style="text-align: justify;">               De repente veio a tal de entrada, um prato com duas ou três qualidades de alface, uma cobertura de creme de leite com tirinhas de morangos, ao lado um peito de peru defumado (acho que era isso), misturado com tiras de mamão e melão (tenho dúvidas também, pois não comi). Ainda uma calda de não-sei-o-quê com uma cereja. Prato muito bonito. Mas não comi.</p>
<p style="text-align: justify;">               Na sequência veio o prato principal, agora com a tão aguardada carne (sou carnívoro inveterado), um belo filé com molho, muito bom. Mas um pedaço pequeno (rico come pouco), acompanhando a carne, um arroz branco, aqueles que ficam moldados em um montinho. Um filé de peixe coberto com algo branco que lembrava um mingau daqueles que a mãe fazia quando eu era criança. Resumindo comi só a carne, comi mais de um filé, pois umas colegas que estavam ao lado não comeram a carne e como minha religião não permite desperdiçar um filé&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">              Pra encerrar veio a sobremesa, nem lembro direito, mas tinha um sorvete e uma panqueca com recheio de frutas, aí foi minha vez de partilhar o pão com as colegas. Sou um dos poucos gordos do mundo que não gosta de doce.</p>
<p style="text-align: justify;">             Essa é a bóia de rico, ruim toda a vida. Desculpem-me o desabafo, mas sou meio grosso mesmo. Tirando a bóia, o resto estava ótimo, o cantor tocou até Mano Lima, muito bom, o chope estava bom, a companhia ótima. Se fosse um carreteiro de charque, feijão com couro de porco e batata-doce seria o paraíso.</p>
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		<title>Eu votei no menos pior &#8211; Coluna do Anderson</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Nov 2011 16:12:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andersonguiasaoluiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Anderson Amaral Schmitz           Semana passada pude conversar por um bom tempo com o Lizoca, político são-luizense, não sei informar outras atribuições do mesmo, pois passei a conhecê-lo na última eleição,...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Anderson Amaral Schmitz</strong></p>
<p style="text-align: justify;">          Semana passada pude conversar por um bom tempo com o Lizoca, político são-luizense, não sei informar outras atribuições do mesmo, pois passei a conhecê-lo na última eleição, onde foi candidato a vice-prefeito na chapa com Davi Terra Viera.</p>
<p style="text-align: justify;">          Lembrei uma história interessante, que para ele passou despercebida. Foi quando conversamos pela vez primeira, na sexta-feira que antecedeu a eleição em 2008. Eu saía de um curso no Instituto Histórico e Geográfico e convidei um amigo para tomar uma cerveja no Restaurante do Roque.</p>
<p style="text-align: justify;">          Chegando lá avistei um grupo de políticos, obviamente conversavam sobre as eleições. Pedi uma cerveja e sentei por perto, conversava com o amigo, mas prestava atenção nas discussões políticas.</p>
<p style="text-align: justify;">          O meu amigo, informalmente, me apresentou ao grupo. Dizendo que eu era professor da URI e articulista do Jornal Missioneiro. Lizoca, logo lembrou de meus escritos e passou a elogiar rasgadamente, enquanto isso, o atento Roque trouxe o jornal daquele dia, pedindo ao Lizoca que fizesse a leitura do meu texto.</p>
<p style="text-align: justify;">          Não haveria problema algum se o título do texto não fosse: “eu voto no menos pior”. Onde me referia aos candidatos ao posto majoritário em São Luiz Gonzaga, incitando o eleitor ao voto consciente, não votando em branco ou nulo.</p>
<p style="text-align: justify;">         Ao longo do texto eu enumerava as falhas, faltas e excessos das chapas, mostrando abertamente que não estavam preparados ou tinham intenções obscuras em relação ao comando do executivo local.</p>
<p style="text-align: justify;">          Por um momento tivemos um certo clima tenso, olhares, desconfianças, alguns já pensando no pior. Lizoca educadamente, mas com rispidez, me censurou, expondo suas defesas. Logo entendi que discutir ali seria burrice, então contornei afirmando que eu votaria no menos pior, o menos pior é o melhor, e o melhor era Davi e Lizoca. Tudo certo, em meio a saudações efusivas e abraços politiquentos. Ainda ganhei uma cerveja do Lizoca.</p>
<p style="text-align: justify;">          Na sequencia perguntei ao candidato sobre as chances da “nossa chapa”, na eleição. Ele desconversou e com muita cancha deixou transparecer que o Vicente e o Mário seriam vencedores. Sobre a vereança ele foi genial, disse-nos o nome dos nove vereadores que seriam eleitos, acertou em cheio, ainda confirmou a votação boa, mas insuficiente, da professora Ivone Ávila. O homem conhece a política local, sem dúvida.</p>
<p style="text-align: justify;">          Como já disse, semana passada pude relembrar com ele a passagem exposta aqui, gostei de conhecê-lo melhor, esse texto é uma homenagem ao Lizoca, não sei de sua vida, de seu passado, nem quero saber, mas gostei de conversar com ele.</p>
<p style="text-align: justify;">          Quanto ao “vote no menos pior”, acho que o Missioneiro tinha poucos leitores, ou eu não convenci os eleitores, pois a maioria absoluta votou no “mais pior”.</p>
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		<title>Um negro &#8211; Coluna do Anderson</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Sep 2011 11:26:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andersonguiasaoluiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Anderson]]></category>
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Antônio Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Revolução Farroupilha]]></category>

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		<description><![CDATA[         – Desce do cavalo, negro!          – Não te obedeço. Eu não sou escravo, sou soldado!          – Todo negro é escravo no Brasil.          – Mas eu vivo...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">         – Desce do cavalo, negro!</p>
<p style="text-align: justify;">         – Não te obedeço. Eu não sou escravo, sou soldado!</p>
<p style="text-align: justify;">         – Todo negro é escravo no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">         – Mas eu vivo no Uruguai, sou peão da estância.</p>
<p style="text-align: justify;">          – Pra onde vai? Pergunta o padre que anda junto ao fazendeiro Trindade Bueno.</p>
<p style="text-align: justify;">         – Vou me juntar aos amigos.</p>
<p style="text-align: justify;">          – Você é Republicano?</p>
<p style="text-align: justify;">          – Eu luto pela liberdade do meu povo.</p>
<p style="text-align: justify;">          – Chega de conversa padre! É uma ordem, desça do cavalo ou eu atiro.</p>
<p style="text-align: justify;">         O negro observa ao redor e nota que está cercado pelo estancieiro, o padre e mais dois homens, com exceção do padre, todos estão armados. Não pode fugir com seu cavalo, pois do lado está o rio, que acaba de atravessar e às suas costas é mata fechada.</p>
<p style="text-align: justify;">          Resolve se entregar e é levado com uma corda no pescoço, a pé pela orla do rio, com certeza seria escravizado em alguma charqueada. Mas sua sorte começa a mudar quando avista ao longe um grupo de cavalarianos, eles empunham a bandeira da 1ª Brigada de Cavalaria sob as ordens do Coronel Antônio Neto.</p>
<p style="text-align: justify;">          Os cavalarianos são em número de nove, ao se aproximarem do grupo dos fazendeiros, os farrapos param. À frente do grupo o próprio Netto toma a palavra.</p>
<p style="text-align: justify;">          – Buenas.</p>
<p style="text-align: justify;">          – Buenas, responde o fazendeiro.</p>
<p style="text-align: justify;">          – Pra onde vai o negro?</p>
<p style="text-align: justify;">          – É meu escravo.</p>
<p style="text-align: justify;">          – É mentira, não sou!</p>
<p style="text-align: justify;">          O negro quase não terminou a frase, pois sua face ardeu com um golpe de mango. Isto bastou para que os soldados farroupilhas empunhassem as armas.</p>
<p style="text-align: justify;">          Depois de instantes de hesitação Netto ordenou:</p>
<p style="text-align: justify;">          – Se ele não é teu escravo, solta!</p>
<p style="text-align: justify;">          – Agora ele é, eu o capturei.</p>
<p style="text-align: justify;">          O padre até então calado pediu que se acalmassem. Enquanto Netto ordena aos soldados que apontem as armas e atirem ao seu sinal.</p>
<p style="text-align: justify;">          – Solte o homem! Saltem dos cavalos deixem as armas no chão e saiam! Ou&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">          – Não obedeço tuas ordens, Republicano filho da puta.</p>
<p style="text-align: justify;">          – Você é que sabe.</p>
<p style="text-align: justify;">          – Ao tentar sacar a arma o fazendeiro e seus homens são alvejados e mortos. O padre segue seu caminho enquanto os soldados saqueiam os mortos e pegam os cavalos.</p>
<p style="text-align: justify;">          – Coronel este é o Silva, é soldado da Brigada. Informa enquanto desamarra o prisioneiro.</p>
<p style="text-align: justify;">           – Leve-o para a retaguarda, para curar o machucado no rosto e assim que estiver bom junte-o ao grupo.</p>
<p style="text-align: justify;">         – Obrigado Coronel.</p>
<p style="text-align: justify;">         – Silva, não precisa agradecer, você é um peleador, assim como eu luta por um ideal. Ao final desta luta teremos uma nação republicana e democrática, você e seu povo serão livres.</p>
<p style="text-align: justify;">          – Assim seja.</p>
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		<title>Cansei dessa gente, desse papo furado &#8211; Coluna do Anderson</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jul 2011 23:12:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andersonguiasaoluiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Anderson]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna do Leitor]]></category>
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Mario Meira]]></category>
		<category><![CDATA[São Luiz Gonzaga]]></category>
		<category><![CDATA[Vicente Diel]]></category>

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		<description><![CDATA[Anderson Amaral &#8212;&#8212;&#8212;-Faz alguns meses que não escrevo nada  sobre a administração municipal, fiquei observando vários fatos que se sucederam na política local nesse período, uns até considero normais, como...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">Anderson Amaral</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">&#8212;&#8212;&#8212;-</span>Faz alguns meses que não escrevo nada  sobre a administração municipal, fiquei observando vários fatos que se sucederam na política local nesse período, uns até considero normais, como exoneração de secretários, afinal são cargos de confiança, outros me surpreenderam, como o prefeito ir em reunião com a direção da Corsan, e até mesmo o fato de me convidarem para fazer parte da atual administração, mas tudo certo. Só que essa semana minha indignação chegou ao limite máximo, é muita falta de interesse, pra não dizer outras coisas, então preciso externar minha opinião.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">&#8212;&#8212;&#8212;-</span>O Vicente Diel, que está prefeito, foi condenado em 2005 por ação penal, foi acusado de procurar afastar participante de licitação pública por meio de grave ameaça e também de oferecimento de vantagem. Feio né?!</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">&#8212;&#8212;&#8212;-</span>Com relação aos municipários o descaso é total, em agosto do ano passado se comprometeu em fazer as alterações necessárias nos planos de carreira e estatuto, até agora nada, ainda quer criar 80 novos cargos, seriam pra acomodar a companheirada?</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">&#8212;&#8212;&#8212;-</span>Investigamos e reunimos informações sobre o desvio de um veículo comprado com verba do Fundeb que estava, e está usado pela Secretaria de Saúde, a denúncia que foi ignorada pelos vereadores locais está no Tribunal de Contas do Estado, em processo.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">&#8212;&#8212;&#8212;</span>Não vai dar mais para comentar cada tema agora só vou citar, senão o texto vai ter umas cinco laudas. O pedido de transferência do delegado; o caso das assinaturas rasuradas; o impedimento de dois irmãos de Vicente participarem de licitações sobre o transporte escolar local; o processo que está aberto sobre possíveis irregularidades de campanha da coligação PSDB-PP na última eleição municipal; o carro do Procon com acusação de freqüentar “sextanejas”;  denúncia de irregularidades em compras, feita por Nelci Padilha, o Chico; a condenação de pagar indenização por danos morais a empresa Monroe &amp; Oliveira Ltda; a gastança com viagens sem fundamento (veja aqui a mais gritante de todas <a href="http://guiasaoluiz.net/2011/03/vai-gostar-de-cinema-la-em-floripa/">http://guiasaoluiz.net/2011/03/vai-gostar-de-cinema-la-em-floripa/</a>); a condenação de pagar indenização de R$60.000,00 a empresa prestadora de serviço de transporte público em são Luiz Gonzaga; mais a denúncia que chegou na Câmara de Vereadores sobre a contratação ilegal de uma empresa para obras; e “otras cositas más” que vou me furtar (cuidado com essa palavra) em escrever por agora.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">&#8212;&#8212;&#8212;-</span>Tem a questão da água! Quais os verdadeiros motivos que levam a uma privatização? Eu sei, mas não posso falar, nós sabemos, mas não podemos falar, uma pena&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">&#8212;&#8212;&#8212;</span>É indignante, ainda existem informações das quais não disponho de provas, senão a conta seria maior. Esse texto é uma crítica, que bom se fosse destrutiva, mas sei que não tenho esse poder. De qualquer forma os mandatários locais não são dignos de minha confiança, por tudo já exposto. Você que os defende, daria um filho para eles educarem? Duvido!</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">&#8212;&#8212;&#8212;</span>Cada um que concorda com minha indignação se manifeste, nos comentários, nas conversas com os vizinhos, na escola, nas suas orações, enfim, o mínimo que espero é que termine logo o mandato dessa gente, antes que São Luiz Gonzaga se afunde de vez nos buracos (que são muitos)  e na lama.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Pandorga &#8211; Coluna do Anderson</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Jun 2011 12:33:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andressa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Anderson]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna do Leitor]]></category>
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		<description><![CDATA[Anderson Amaral &#8212;&#8212;&#8212;No último domingo batizamos o meu filho mais jovem, Leonardo. Tive a satisfação de reunir alguns amigos em minha casa, comer um churrasco gaúcho, tomar um trago e...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Anderson Amaral</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">&#8212;&#8212;&#8212;</span>No último domingo batizamos o meu filho mais jovem, Leonardo. Tive a satisfação de reunir alguns amigos em minha casa, comer um churrasco gaúcho, tomar um trago e jogar conversa fora.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">&#8212;&#8212;&#8212;-</span>De tarde estávamos sentados ao sol, lagarteando, quando avistamos uma pandorga subindo, era um dia perfeito, sol e vento, melhor se não fosse tão frio, mas ainda perfeito.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">&#8212;&#8212;&#8212;</span>Logo lembrei dos meus tempos de piá na fronteira oeste, principalmente nos dias em que nos reuníamos para erguer pandorga. Tudo era um processo ritualístico, começando pelo nome: é pandorga, não me venham com pipa ou papagaio, dependendo do tipo de pandorga se aceitavam os termos caixa, ou triângulo, não lembro os outros modelos que existiam.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">&#8212;&#8212;&#8212;-</span>Primeiro tínhamos que conseguir as taquaras para fazer a pandorga, isso mesmo, fazer. Nada de comprar pronta. A taquara tinha que ser bem seca, usando uma faca fazíamos as varetas, depois com um vidro dávamos acabamento, para tirar as ferpas (farpas), as varetas eram finas, resistentes e bastante leves.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">&#8212;&#8212;&#8212;</span>A amarração das varetas seguia padronização definida, sempre com linha de algodão, era a mais adequada. Feito o quadro agora era preciso colocar o papel, o ideal era o papel de seda colorido, leve e bonito, mas normalmente não tínhamos dinheiro pra comprar, então se improvisava um plástico de saco de açúcar, o Cristalçúcar, acho que era esse nome, aí não se usava cola, era tudo amarrado com barbante. Outra alternativa era fazer com papel de embrulho, o problema é que era sempre branco, e também muito frágil, lembro que algumas vezes na ausência do famoso tenaz apelávamos pras mães, que faziam uma cola com farinha de trigo, não lembro se dava certo isso.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">&#8212;&#8212;&#8212;-</span>Também tínhamos que fazer o rabo da pandorga, não lembro se era rabo ou cola o termo correto. O feitio era fácil, na extremidade de baixo da pandorga prendíamos uma tira de pano ou de plástico, se ficasse leve e a pandorga começasse rodopiar era só atar uma guaxuma na ponta e tudo se resolvia.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">&#8212;&#8212;&#8212;-</span>Um produto complicado de conseguir  era a linha para erguer a pandorga, quando raramente conseguíamos um troquinho usávamos a linha de naylon, mas isso era muito raro. A solução era ir na cooperativa de lãs, acho que se chamava Imembuy e pedir os restos de linhas. Ganhávamos montes de linha de algodão, pedaços de mais ou menos 50 centímetros, às vezs menos. Amarrávamos um a um, o problema é que a linha ficava muito pesada e criava uma enorme barriga.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">&#8212;&#8212;&#8212;-</span>O último momento do ritual era o de erguer a pandorga, o teste definitivo, nem sempre se conseguia êxito. Normalmente usávamos um campo aberto na vila São Francisco, em São Borja, onde morávamos na década de oitenta do século passado (credo como eu estou velho), se tinha um bom vento era tranquilo, um amigo segurava a pandorga numa distância de uns 15 metros, então era sair correndo pra ela erguer e dando linha. Depois dela erguida era vez de fazermos manobras para mostrar habilidades extras.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">&#8212;&#8212;&#8212;-</span>Lembro que algumas vezes deixávamos elas amarradas e íamos almoçar, na volta lá estavam elas no topo. Bons tempos que não voltam mais, pelo menos aproveitei essa fase fantástica da vida. Sinto por aqueles que nunca ficaram um dia inteiro envolvido com o ritual de uma pandorga.</p>
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		<title>A bela e as feras &#8211; Coluna do Anderson</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Jun 2011 19:22:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andressa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Anderson]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna do Leitor]]></category>
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Clari Ramborger]]></category>
		<category><![CDATA[Nadine Dubal]]></category>
		<category><![CDATA[São Luiz Gonzaga]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[          Nos últimos dias tivemos um clima político agitado em São Luiz Gonzaga. O centro das discussões esteve na demissão da secretária de saúde, Clari Ramborger. Resolvi escrever sobre o...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">          Nos últimos dias tivemos um clima político agitado em São Luiz Gonzaga. O centro das discussões esteve na demissão da secretária de saúde, Clari Ramborger. Resolvi escrever sobre o assunto depois de ler todos os comentários no Guia São Luiz e ouvir opiniões diversas em rádios de nossa cidade, assim como as entrevistas dos envolvidos no caso.</p>
<p style="text-align: justify;">          Com relação ao afastamento  da secretária  não vi nada de anormal, o prefeito é detentor do poder nesses casos. Quando pensa que um dos seus cargos de confiança não está agindo de acordo com suas pretenções  ele substitui por outro, normal.</p>
<p style="text-align: justify;">          Não foi normal o desencontro de informações em relação ao motivo da demissão. Se falou em conversas com outros partidos, a secretária alegou que conversava com o PP, partido que faz parte da administração. Mesmo que fossem integrantes de outros partidos, qual o problema? Pelo que li e ouvi, creio que houve uma pressão muito forte de outra pessoa ligada ao partido, com isso o prefeito resolveu ceder, atitude que causou enorme desgaste político, mas parece que ele não está preocupado com isso, inclusive já conversei com dois secretários que informaram que ele está “despreocupado” em relação ao processo eleitoral que se aproxima.</p>
<p style="text-align: justify;">          Não me cabe julgar o trabalho de Clari, quando precisei fui bem atendido, me parece que essa é a tônica. Tampouco concordo com aqueles que exigem secretários com formação na área de atuação, não precisa ser ligado à saúde para administrar essa pasta, o secretário não vai fazer cirurgias, vai administrar pessoas, valores e situações. Precisa ser competente e honesto.</p>
<p style="text-align: justify;">          Também penso que ela devia estar preparada pra ser demitida, ou é ingênua o suficiente para desconhecer com quem trabalhava? Duvido. Recentemente fui convidado para participar da administração voltando ao comando dos museus locais, não aceitei por saber o naipe de alguns do executivo. Excetuo das minhas críticas o vice-prefeito, senhor Mário Meira, creio que é o esteio de dignidade desse povo, ainda mais um ou dois secretários, que trabalham direito.</p>
<p style="text-align: justify;">          Quanto ao fato da senhora Nadine Dubal assumir o comando da saúde local não tenho opinião. Como julgar alguém que ainda não  mostrou seu trabalho? Espero que venha e seja tão eficiente quanto é bela.</p>
<p style="text-align: justify;">          Nota-se claramente que sua nomeação é um ato de “dar teta” para a companheirada, a ex-vereadora de São Borja teve alguns cargos no governo Yeda, não foi eleita deputada estadual e agora está sem receber verbas de cargos públicos. Espero que faça por merecer o salário que vai receber, e já venha preparada para conviver com políticos que não assumem o que assinam, demitem por pressão política e são incompetentes quando administram.</p>
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