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	<title>Guia São Luiz &#187; Arno</title>
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	<description>Portal de Notícias de São Luiz Gonzaga e Região</description>
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		<title>Atentados contra a natureza &#8211; Coluna do Arno</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 10:51:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andersonguiasaoluiz</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em>          </em></strong> Dez mil anos nos separam dos ancestrais trogloditas. Não é muito, se considerarmos que o homem de Neandertal extinguiu-se há 50.000 anos e que os fósseis mais antigos demonstram que a vida na Terra data de 1.600 milhões de anos. Contudo parece ter sido justamente há cerca de 10.000 anos que a atividade humana começou a ter influência sobre o meio ambiente natural.</p>
<p style="text-align: justify;">            Por aquela época, a vida primitiva do  Homo Sapiens sofria uma transformação: surgiram as primeiras tentativas de cultivo agrícola e as primeiras manifestações de pecuária. Embora ainda incipientes, estas atividades deram ao homem a possibilidade de dominar a natureza e, assim, abandonar o nomadismo.</p>
<p style="text-align: justify;">             Uma vez fixadas, as famílias começaram a formar as comunidades. E estas por sua vez, a registrar rápido aumento das populações, um crescimento que em nossos dias tomou proporções de crise. Entre tanto só um século após a descoberta do Brasil, ou seja, no ano de 1 600, o mundo possuía uma população de apenas  500 milhões de habitantes( menor que da China atual), e os estragos causados pelo homem na biosfera( camada da superfície da terra em que a vida é possível) eram pequenos e talvez sanáveis.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<div id="attachment_46789" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-46789" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/01/navios-aral-05-300x196.jpg" alt="" width="300" height="196" /><p class="wp-caption-text">O Mar de Aral encolheu em 50 anos mais de 30 quilômetros.</p></div>
<p style="text-align: justify;">             Hoje a população do nosso planeta é de 7 bilhões de habitantes e aumenta  cerca de 80 milhões por ano. A Ásia concentra 60% da população mundial, porem a maior taxa de crescimento demográfico é na  África cuja população superou 1 bilhão de habitantes em 2009. Esse crescimento desordenado se deve as guerras  que geram a desorganização política.</p>
<p style="text-align: justify;">             A invasão dos brancos Europeus no continente dilapidou suas riquezas e destruiu a organização política original daquele povo (sistema tribal) cada tribo tinha seu próprio método de controle de natalidade.</p>
<p style="text-align: justify;">            A expansão demográfica sem controle, em um período não muito longo atingirá os mais remotos recantos da terra; só as calotas polares, as mais impenetráveis florestas e os mais aterradores desertos (ou nem mesmo essas regiões) deixarão de sofrer o impacto da presença humana. E essa superpopulação criará demandas colossais de suprimentos: água, ar, alimentos, minerais, substâncias orgânicas e inorgânicas. Esse problema, que em breve atingirá de frente toda a humanidade, já é sentida com certa violência, nos dias atuais.</p>
<p style="text-align: justify;">            Sua origem  não está apenas na incontrolável explosão demográfica, mas principalmente no uso de técnicas nem sempre corretas, e que exaurem fontes de suprimento, dilapidando os recursos naturais.</p>
<p style="text-align: justify;">             Está também na agricultura extensiva, essa em que se enterra semente para colher dinheiro, essa que  lavra  as várzeas, fonte de umidade para os mananciais e a seca, tudo em nome do lucro e da ganância, mas sempre com a desculpa que está alimentando o mundo. Mas sabemos que não se morre só de fome, se morre de sede também. Planeta sem água é planeta sem vida.</p>
<p style="text-align: justify;">             Um dos maiores exemplos de desastre causado pela agricultura  extensiva e incorreta  é o caso do assoreamento do Mar de Aral na região do Cazaquistão. Decorrente da irrigação descontrolada.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<div id="attachment_46790" class="wp-caption aligncenter" style="width: 225px"><img class="size-full wp-image-46790" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/01/avisos_natureza_mar_aral.jpg" alt="" width="215" height="215" /><p class="wp-caption-text">A causa principal é o assoreamento dos dois rios que o alimentavam devido à irrigação agrícola.</p></div>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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		<title>Os caminhos da escravidão (II) &#8211; Coluna do Arno</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 10:43:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andersonguiasaoluiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[              Existiram milhares de Oguns. Trazidos ao Brasil. Às ilhas do mar das caraíbas, aos Estados Unidos, suas histórias individuais desapareceram no anonimato comum da condição de escravo, nessa mesma...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">              Existiram milhares de Oguns. Trazidos ao Brasil. Às ilhas do mar das caraíbas, aos Estados Unidos, suas histórias individuais desapareceram no anonimato comum da condição de escravo, nessa mesma condição em que ajudaram a construir as novas civilizações da América. Com seu trabalho principalmente, mas também com seus costumes, suas tradições, suas crenças, sua arte.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-42358" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/12/escravo-no-trabalho-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" /></p>
<p style="text-align: justify;">               Seu rico passado cultural que o Ocidente ignorou ou desprezou durante tantos séculos. Sua organização social que o colonialismo torceu e destruiu o quanto pôde. Mas, que ainda  assim sobrevivem e se revigoram na segunda metade do século XX, quando as Nações Africanas se fazem independentes. E passam a escrever, eles mesmos sua própria história.</p>
<p style="text-align: justify;">                Não só os Youruba foram vítimas do tráfico de escravos (que para o Brasil, encaminhava cerca de 50 mil pessoas por ano, segundo o historiador Pandia Calógeras). Os fon, (tribo poderosa que dominou outros povos  africanos, manteve durante muitos anos um Reino poderoso) vendia  também seus irmãos ewe, ou gege e ainda os fanti axanti, que habitavam o atual territóro do Togo, da Costa do Marfim, da atual Ghana, entre nós chamados de minas.  Os fanti axanti tinham uma cultura muito parecida com a fon-gege e a yoruba. No Brasil, não conseguiram deixar vestígios claros  de suas tradições. Eram tidos como valentes  e inteligentes, bons pescadores e conhecedores de cozinha e, no entanto, muito rebeldes à diciplina do trabalho. Além disso, foram ainda escravizados e trazidos para o nosso país, os peuls, os mandingas. Os haussa – habitantes da atual República do Mali – os tapas, rornu e gurunsi da mesma origem( no Brasil, todos chamados geralmente de malês).</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-42359" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/12/escravos-no-tronco-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></p>
<p style="text-align: justify;">               Eram os mais desenvolvidos culturalmente. Muitos sabiam ler e escrever em caracteres arábicos – ao contrário dos donos, que quase sempre eram analfabetos.. Os turbantes, as saias redondas rendadas, as chinelinhas, os panos de costa das baianas do Brasil são sobrevivência de seus costumes.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-42360" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/12/imigrantes-1.jpg" alt="" width="225" height="225" /></p>
<p style="text-align: justify;">                 O Brasil só é o que é hoje, em grande parte graças à cultura e o trabalho do negro que para cá foi trazido contra sua vontade. Lutou em todas as guerras e revoluções, sempre sob a mesma promessa mentirosa de liberdade.</p>
<p style="text-align: justify;">                Outros povos que vieram para o Brasil, na maioria europeus, alemães. italianos, poloneses  e tantos outros entre eles os japoneses, estes, oriundos da Ásia que hoje  também fazem parte da formação étnica dos brasileiro, foram trazidos para cá  sob a promessa  de ganharem terras para plantar e outras promessas, também mentirosas, pois aqui chegados foram praticamente, largados à própria sorte sem nenhum apoio do governo da época. E foram chantageados e  ameaçados de perderem o pouco que aqui tinham conseguido. Sabe-se, porém, que lá nos seus países de origem estavam passando por dificuldades imensas e a vinda para colonizar o novo mundo era uma das poucas alternativas que tinham. Na realidade, a maioria deles veio substituir a mão de obra escrava e muitas vezes, tratados como escravos. A grande diferença entre esses colonos e os negros africanos, além da cor da pele, foi a forma como foram trazidos.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-42361" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/12/imigrantes_brasil-300x206.jpg" alt="" width="300" height="206" /></p>
<p style="text-align: justify;">             Os negros  africanos  não tinham nenhum motivo para deixar a sua terra natal, foram aprisionados e acorrentados. Também não tinham nenhum motivo político ou econômico para deixarem a África. Já os outros imigrantes tinham muitos problemas, tanto políticos como econômicos. E no início foram tão maltratados que a diferença entre um colono europeu e um escravo africano era só a cor da pele. Pois de fato, na maioria vieram para substituir a mão de obra escrava, que por força da lei estavam sendo libertados.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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		<title>Os caminhos da escravidão &#8211; Coluna do Arno</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 11:47:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andersonguiasaoluiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[              Ogum cresceu aprendendo as habilidades seculares de sua tribo. Seu pai lhe ensinara a trabalhar com os metais e suas peças de cobre eram elogiadas por todos. Jovem ainda,...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">              Ogum cresceu aprendendo as habilidades seculares de sua tribo. Seu pai lhe ensinara a trabalhar com os metais e suas peças de cobre eram elogiadas por todos. Jovem ainda, conseguira permissão para casar o que um “Yuruba” só podia fazer, se antes provasse capacidade de produzir bens suficientes para trocá-los por alimento e roupas.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-40997" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/11/comércio-de-escravos-300x238.jpg" alt="" width="300" height="238" /></p>
<p style="text-align: justify;">            Vieram os filhos. Ogum precisava trabalhar bastante para mantê-los. Precisava ir com mais freqüência ao posto de troca, onde deixava seu produto e recebia o sustento das mãos dos dominadores fon. Numa dessa viagens, viu pela primeira vez uma “gente estranha” que se costumava falar na tribo, mas, que ninguém entendia. Era uma gente sem cor. Como podiam existir homens assim – pensava Ogum – se, como todos sabiam, “Odudua”, o sopro Divino, tinha concebido o Homem, e esse homem era preto. Mas os brancos ali estavam – com suas roupas pesadas, seus calçados de couro, suas armas de fogo. Eram portugueses, fixando-se em núcleos comerciais ao longo da costa ocidental africana.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-40998" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/11/escravidão-204x300.jpg" alt="" width="204" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;">                Um dia, logo ao nascer do sol, Ogum repete a rotina de ir ao posto de trocas, afastado da aldeia. Uma caminhada fatigante, porém indispensável. Só ao cair da tarde Ogum voltaria. Mas, quando voltou, sua família não estava à espera. Nem seus vizinhos. Nem seus amigos. Só alguns velhos, assustados e confusos. Por eles Ogum descobre o que se passara: soldados  daomeanos e homens brancos invadiram a povoação, prenderam e levaram em cativeiro quase todos os habitantes. O que Ogum não ficara sabendo é que os próprios chefes Yuruba tinham participado da operação: eles ajudavam a escravizar seus irmãos.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-40999" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/11/escravo-205x300.jpg" alt="" width="205" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;">                 Só havia uma coisa a fazer, Ogum não tinha dúvida: ir ao encontro de sua família onde ela estivesse. Armou-se de um punhal, invocou a proteção de seu Orixá e pôs-se em marcha. O Orixá não veio em seu socorro: quando Ogum alcançou a fila de gente que ia devagar pelas trilhas da floresta, o punhal foi inútil. Logo o bravo Yoruba foi dominado -  e de que adiantava resistir, se resistência seria sua morte? E morto como poderia proteger sua mulher e filhos.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-41000" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/11/navio-negreiro-300x189.jpg" alt="" width="300" height="189" /></p>
<p style="text-align: justify;">                 Assim Ogum ficou na coluna dos cativos. Andaram dias e dias; os captores não queriam cansá-los demais, por isso não forçavam a marcha. O rumo era a costa, onde os portugueses tinham vários portos: Lagos, Porto Novo, São João de Ajudá.</p>
<p style="text-align: justify;">              Lagos é hoje a capital da Nigéria; Porto Novo, de Daomé, e São João de Ajudá constituiu – até 1964 – um enclave português nas terras dos países independentes da África, murcha reminiscência dos tempos idos.</p>
<p style="text-align: justify;">              Durante a caminhada, Ogum percebeu que a fuga era impossível. Para os que tentassem escapar, havia apenas um castigo: a forca (ainda hoje, um dos portos da Nigéria se chama “Forcados”, em memória aos negros que ali perderam a vida para não serem escravos). Nada restava fazer, senão andar. Finalmente chegam a São João de Ajudá. É uma verdadeira fortaleza ao lado da cidade da Ouidah. Os presos são amontoados perto do cais, ali ficam dois dias, até que, escoltados por guardas daomeanos, aparece outro homem branco – o comerciante. Começa a escolha: homens, mulheres e crianças são agrupados ou, separados conforme os interesses do traficante. Os selecionados, Ogum entre eles, são embarcados num navio. Os mais agressivos são postos a ferros; os demais  simplesmente atirados ao porão. Pouco depois o veleiro partirá. Destino: a colônia portuguesa chamada Brasil. Ogum irá trabalhar num engenho de açúcar, sua mulher será escrava de alguma  sinhazinha, seus filhos – o que será de seus filhos?&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>20 de Novembro &#8211; dia da consciência negra</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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		<title>Renascença &#8211; Coluna do Arno</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 13:14:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andressa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[              Quando se fala em Renascença, há que imagine que se trata de um fenômeno súbito: de repente,  no século  XIV, teria ocorrido na Europa uma ressurreição do interesse...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">            Quando se fala em Renascença, há que imagine que se trata de um fenômeno súbito: de repente,  no século  XIV, teria ocorrido na Europa uma ressurreição do interesse pela cultura clássica da Grécia e de Roma, moldando a partir de então, durante um longo período, toda a criação filosófica, cientifica e artística.</p>
<div id="attachment_38285" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-38285" href="http://guiasaoluiz.net/2011/10/renascenca-coluna-do-arno/armamento-de-guerra/"><img class="size-medium wp-image-38285" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/10/armamento-de-guerra-300x230.jpg" alt="" width="300" height="230" /></a><p class="wp-caption-text">Engenharia de Guerra</p></div>
<p style="text-align: justify;">            No entanto, não foi bem assim. O chamado renascimento resultou de movimentos que começaram muito antes, por volta do século XIII. Foi então que alguns artistas e pensadores, embora ainda tímida e inconscientemente, se tornaram pioneiros da Renascença ao reverenciarem os ideais artísticos da antiguidade. A tendência evoluiu e, embora sem perder as marcas do classicismo do qual surgira, aos poucos foi adquirindo outro espírito e ganhou características próprias. E não ficou restrita apenas às letras, artes e ciência: passou a influenciar também a educação, a política e a própria religião, numa ampla revolução cultural que traçou o primeiro esboço do que viria a ser o mundo moderno.</p>
<div id="attachment_38286" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-38286" href="http://guiasaoluiz.net/2011/10/renascenca-coluna-do-arno/bicicleta-leonardo-da-vinci/"><img class="size-medium wp-image-38286" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/10/bicicleta-leonardo-da-vinci-300x231.jpg" alt="" width="300" height="231" /></a><p class="wp-caption-text">Bicicleta - uma das invenções de Leonardo da Vinci</p></div>
<p style="text-align: justify;">                Era esse o clima que existia na Itália no ano de 1452, quando em Vinci, pequena aldeia toscana perto de Florença, nasceu o menino Leonardo. E foi influenciado por esse espírito que Leonardo da Vinci cresceu e se iniciou em arte, no estúdio de Andréa Del Verocchio. Tão bom mestre era Verocchio e tão bom aluno saiu-se Leonardo que aos 25 anos de idade pôde juntar-se aos artistas que trabalhavam para Lourenço de Médici, o famoso Mecenas que governava Florença. Já conhecido como pintor, Leonardo deixou a casa de Médici e passou a trabalhar para outras figuras importantes da época.</p>
<div id="attachment_38287" class="wp-caption aligncenter" style="width: 209px"><a rel="attachment wp-att-38287" href="http://guiasaoluiz.net/2011/10/renascenca-coluna-do-arno/estudo-do-esqueleto/"><img class="size-medium wp-image-38287" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/10/Estudo-do-esqueleto-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Estudos de anatomia e do esqueleto humano</p></div>
<p>              Embora genial em diversos campos, foi na pintura que, da Vinci mais se destituiu. Pintou poucos quadros, mais todos eles verdadeiras obras-primas. Cito aqui uma delas o mais famoso com certeza, o retrato de “Mona Lisa” considerado o quadro mais conhecido do mundo.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: left;">       Leonardo da Vinci desenhou, esculpiu, e viajou profundamente no mundo da engenharia e da ciência. Seu envolvimento com a realeza e os poderosos da época, pessoas influentes com quem mantinha contatos, lhe rendeu a facilidade de ter às mãos pergaminhos e manuscritos, documentos raros que lhe facilitaram as pesquisas.</div>
<p style="text-align: justify;">             A Igreja apesar de contrária às suas idéias, também fez vistas grossas quando da Vinci invadia cemitérios em busca de cadáveres para estudar anatomia, Tudo isso porque o artista era protegido pelos políticos poderosos da época. Graças a essa convivência com os poderosos da política o do Clero, da Vinci  teve acesso a pergaminhos e manuscrito antigos, muitos dos quais foram roubados por Jesuítas que viveram na Cidade proibida, residência dos imperadores chineses. Muitos dos desenhos de da Vinci com certeza são recriações de projetos chineses. Entre outros inventos, temos como exemplo, a bomba para elevar água, baseado no princípio de Arquimedes, o famoso gênio da engenharia da antiga Grécia.</p>
<p style="text-align: justify;">               Além de engenheiro aeronáutico e hidráulico, Leonardo foi também engenheiro civil, já naquela época, previu a futura técnica de construção de pontes metálicas.</p>
<p style="text-align: justify;">              Leonardo  da Vinci, foi pintor, escultor, matemático, arquiteto, urbanista, físico, astrônomo, engenheiro, naturalista, químico, geólogo,cartógrafo,estrategista, criador de engenhos bélicos e inventor de instrumentos musicais. Os estudiosos da Renascença reconhecem nele uma das figuras mais importantes de seu tempo. Sua obra, de uma diversificação assombrosa, é toda marcada pela genialidade. E para mim, sua figura humana aproximou-se como nenhuma outra daquele imaginário homem universal, o ideal da época Renascentista.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<div id="attachment_38289" class="wp-caption aligncenter" style="width: 203px"><a rel="attachment wp-att-38289" href="http://guiasaoluiz.net/2011/10/renascenca-coluna-do-arno/monalisa/"><img class="size-medium wp-image-38289" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/10/monalisa-193x300.jpg" alt="" width="193" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Monalisa, o quadro mais famoso do mundo</p></div>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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		<title>Saúde &#8211; Coluna do Arno</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Sep 2011 18:36:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andressa</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">             O vinho, desde o princípio foi criado para a alegria e não para a embriaguez, diz a Bíblia. O “princípio” pode ter sido há seis mil anos, pois, desde essa época o homem sabe transformar a uva em alegria e embriaguez. E nem só a Bíblia consagra o vinho. A mitologia grega também o faz na figura do Deus Baco e das bacantes, suas sacerdotisas que nas tavernas é louvado de diversas maneiras, obedecendo a variados rituais.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-36939" href="http://guiasaoluiz.net/2011/09/saude-coluna-do-arno/vinho/"><img class="aligncenter size-full wp-image-36939" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/09/vinho.jpg" alt="" width="200" height="200" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">          Uva: é rica em açúcares, vitaminas e potássio. Vinho é melhor em seu preparo, além de suco da uva, entram cascas sementes e engaço – pedúnculo ramificado dos cachos – preterido sempre no consumo da uva “in natura”. Esses elementos contem ácidos orgânicos e tanino, bons para o organismo.</p>
<p style="text-align: justify;">            Somando tudo, cada litro de vinho fornece setecentas calorias. Em doses pequenas é energético, e em doses exageradas é desastroso.</p>
<p style="text-align: justify;">              Assim, além das virtudes etílicas, apresenta propriedades nutrientes. Por essas e por outras é que Pasteur, célebre cientista francês do século XIX, afirmava que “o vinho é a mais higiênica e sadia das bebidas”.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-36940" href="http://guiasaoluiz.net/2011/09/saude-coluna-do-arno/filme2-2/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-36940" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/09/filme2-300x155.jpg" alt="" width="300" height="155" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">            Mas afinal, que é o vinho? O vinho é a uva feita suco e, a partir dessa fórmula, fermentada alcoolicamente, é processo em que a glicose se transforma em álcool etílico pela ação de microorganismos presentes na casca da uva. As variedades de uva dividem-se fundamentalmente em dois grupos: as européias e as americanas. As últimas são as comuns comidas sem cascas. Entre elas está a uva Isabel, muito cultivada no Brasil. Mas o vinho da uva americana não é considerado de alta qualidade pelos europeus. As européias que na verdade são originárias da Ásia, dão melhor produto. </p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-36941" href="http://guiasaoluiz.net/2011/09/saude-coluna-do-arno/uvas-2/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-36941" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/09/uvas-300x223.jpg" alt="" width="300" height="223" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">              Na segunda metade do século XIX aconteceu uma verdadeira revolução no mundo das uvas e dos vinhos. As vinhas européias, com pouquíssimas exceções foram atacadas por um fungo (a filoxeira) que dizimou os parreirais de quase toda a Europa. Os europeus se socorreram na América levando mudas (cavalos) de vinhas americanas que eram resistentes ao ataque dessa praga, e até os dias de hoje não se descobriu remédio para combatê-lo; a solução encontrada foi a cruza de variedades americanas com as européias sendo que, dessa forma, a planta criou resistência para escapar da Filoxeira.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-36942" href="http://guiasaoluiz.net/2011/09/saude-coluna-do-arno/filme-1/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-36942" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/09/filme-1-300x231.jpg" alt="" width="300" height="231" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">            As variedades de uvas hoje em dia estão bastante globalizadas, porém, quase todas tem um “pezinho” na América. Não é pra menos, pois, quando Cristóvão Colombo desembarcou no novo mundo, já encontrou a vinha nas ilhas do Caribe.</p>
<p style="text-align: justify;">            Estamos no fim de setembro e a brotação das parreiras é fantástica, acredito que se o tempo colaborar a safra deste ano será das melhores.</p>
<p style="text-align: justify;">             O Rio Grande do Sul é responsável por 95% da produção vinícola do Brasil. E, nas últimas décadas vem se aprimorando na elaboração de vinhos e espumantes de altíssima qualidade colocando dessa forma os vinhos nacionais em condições de competir com vinhos estrangeiros de alto padrão. Vinho é elemento importantíssimo para alavancar a economia de uma região. As regiões vinícolas do mundo inteiro são visitadas todo o ano por milhares de turistas. A Serra Gaúcha no RS é um exemplo. Lá o vinho é o diferencial.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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		<title>“Gaúcho” ser ou não ser – eis a questão /Coluna do Arno</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Sep 2011 14:21:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andressa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[          Ele anda sempre fugindo, sempre pobre e perseguido; não tem cova nem ninho com se fora um maldito, porque ser “Gaúcho&#8230; ser Gaúcho é delito” &#8211; José Hernandez –...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">          <em>Ele anda sempre fugindo, sempre pobre e perseguido; não tem cova nem ninho com se fora um maldito, porque ser “Gaúcho&#8230; ser Gaúcho é delito” &#8211; José Hernandez – Martin Fierro, 1872.</em></p>
<div id="attachment_35790" class="wp-caption aligncenter" style="width: 216px"><a rel="attachment wp-att-35790" href="http://guiasaoluiz.net/2011/09/%e2%80%9cgaucho%e2%80%9d-ser-ou-nao-ser-%e2%80%93-eis-a-questao-coluna-do-arno/martim_fierro2/"><img class="size-full wp-image-35790" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/09/martim_fierro2.jpg" alt="" width="206" height="250" /></a><p class="wp-caption-text">Martim Fierro</p></div>
<p style="text-align: justify;">        Por onde olhar se esparrama pelo horizonte, lá está o Pampa. Um imenso mar verde que tem suas beiradas no Rio da Prata e seu fim, se é que tem, na Patagônia, bem mais ao sul, Argentina, Uruguai e Brasil (Rio Grande do Sul), três paises contemplados com o bioma “Pampa”. Os argentinos chamam-no “Deserto”, duas Franças ou mais, cabem dentro dele.</p>
<div id="attachment_35791" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-35791" href="http://guiasaoluiz.net/2011/09/%e2%80%9cgaucho%e2%80%9d-ser-ou-nao-ser-%e2%80%93-eis-a-questao-coluna-do-arno/el_gaucho_martin_fierro_2/"><img class="size-medium wp-image-35791" title="El Gaucho Martín Fierro" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/09/El_Gaucho_Martín_Fierro_2-300x197.jpg" alt="" width="300" height="197" /></a><p class="wp-caption-text">El Gaucho Martín Fierro</p></div>
<p style="text-align: justify;">         Para Domingo Faustino Sarmiento, autor do “Facundo” – um dos clássicos da literatura histórica ensaística argentina e mundial, publicados em 1845 – O pampa era a matriz da barbárie americana. Nele só sobreviviam os que Walter Scott chamou de “cristãos selvagens” – os Gaúchos. A quase inexistência de árvores, exceto alguns capões aqui e acolá e o vento gélido da planície, o Pampa só permitia vagar por ele aqueles cavaleiros nômades que viviam ao Deus-dará, mandibulando o que ali era abundante carne que devoravam ainda meio crua, abrigados em toldos de couro cru erguidos de improviso no meio do campo, no meio do nada. Eram os “hunos do mundo novo”, que Átila Caudilhos, como Facundo Quiróga (um personagem real centro de seu livro), arrebanhava com gritos selvagens para ir lutar aos montões (por isso o termo “montoeira”) contra as cidades, contra a chegada da civilização. O ambiente violento e rude, o perigo e a presença constante da morte, fazia com que aquele “mestiço”, meio bugre, meio castelhano, reforçasse seu primitivismo devido a sua intimidade com um fim sangrento”.</p>
<div id="attachment_35792" class="wp-caption aligncenter" style="width: 179px"><a rel="attachment wp-att-35792" href="http://guiasaoluiz.net/2011/09/%e2%80%9cgaucho%e2%80%9d-ser-ou-nao-ser-%e2%80%93-eis-a-questao-coluna-do-arno/gaucho-2/"><img class="size-full wp-image-35792" title="Gaúcho" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/09/Gaúcho.jpg" alt="" width="169" height="250" /></a><p class="wp-caption-text">Gaúcho</p></div>
<p style="text-align: justify;">         Acredito que pra conhecermos um pouco desse personagem do qual todos nós riograndenses carregamos um pouco de seu tempero em nosso sangue, temos que nos aprofundar em pesquisar nossas raízes e estas com certeza são bem profundas.</p>
<div id="attachment_35793" class="wp-caption aligncenter" style="width: 235px"><a rel="attachment wp-att-35793" href="http://guiasaoluiz.net/2011/09/%e2%80%9cgaucho%e2%80%9d-ser-ou-nao-ser-%e2%80%93-eis-a-questao-coluna-do-arno/cavalgando/"><img class="size-medium wp-image-35793" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/09/cavalgando-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Cavalgando</p></div>
<p style="text-align: justify;">             Lá no início o termo “Gaúcho” era pejorativo, sinônimo de bandido, ladrão fugitivo da lei.</p>
<p style="text-align: justify;">      (José Hernandes – autor de um dos mais célebres romances sobre o gaúcho). “Martin Fierro” é que transformou o Gaúcho no herói que conhecemos hoje .</p>
<p style="text-align: justify;">           Em Matin Fierro ele passa a ser o “Gaudério” – aquele que faz do céu sua coberta e do campo seu catre. Aquele que vivia “changueando” de estância em estância, sem destino e sem patrão, (na verdade todo e qualquer estancieiro podia ser seu patrão). Porém, a realidade vivida por esse personagem era bem diferente. Não era dono de nada, muitas vezes nem o próprio cavalo era seu. Como “changueador”, domava, trançava corda, sabia exatamente o tempo das lides com o gado e a época da esquila era serviço garantido, na maioria das vezes só pela comida e o pouso. Nem escravo era mais barato. Sua bota de garrão de potro, nunca se encostou ao baldrame da casa grande.  Mate com o patrão só acontecia quando este se “aprochegava” do galpão. Ainda hoje a discriminação existe, claro que em menor escala. Se dormiu em cama que não fosse os seus arreios, foi na cama de alguma “China” em algum bordel perdido na imensidão da Pampa.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">           Hoje ainda se contam suas bravatas e valentias nas tantas e tantas Guerras que lutou, nem mesmo sabendo porque lutava defendendo a própria vida, porque de fato era só o que lhe restava. Os caudilhos faziam as Guerras, ele era apenas um soldado escolhido para fazer e serviço sujo das matanças que ensanguentaram o pampa. Na maioria das vezes o fazia pra se sentir incluso no grupo e obter determinado respeito, se tornava o “degolador” aquele que aplicava a pena de morte dos Gaúchos, o ato mais covarde que se pode cometer contra outro ser humano, e essa é uma mancha que ficou como marca negativa na história desse herói.</p>
<div id="attachment_35794" class="wp-caption aligncenter" style="width: 259px"><a rel="attachment wp-att-35794" href="http://guiasaoluiz.net/2011/09/%e2%80%9cgaucho%e2%80%9d-ser-ou-nao-ser-%e2%80%93-eis-a-questao-coluna-do-arno/gaucho_con_mate/"><img class="size-medium wp-image-35794" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/09/gaucho_con_mate-249x300.jpg" alt="" width="249" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Gaúcho mateando</p></div>
<p style="text-align: justify;">         Quanto aos “Gaúchos” de hoje, temos algumas controvérsias que, provavelmente abordarei em um outro momento, pois o assunto é rico e requer aguçada observação.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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		<title>Política, religião ou crime? &#8211; Coluna do Arno</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Aug 2011 13:07:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andersonguiasaoluiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[             Década de 50, século XX. A Argélia luta pela sua independência e tenta livrar-se do domínio francês. Uma ala do governa francês é a favor das negociações de paz...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em>             Década de 50, século XX. A Argélia luta pela sua independência e tenta livrar-se do domínio francês. Uma ala do governa francês é a favor das negociações de paz com a colônia. Outra insiste na preservação da Argélia francesa. Pressionado pela opinião pública internacional e pelo alto custo da Guerra, de Gaulle vê-se obrigado a negociar com a Argélia.</em></strong></p>
<div id="attachment_34719" class="wp-caption aligncenter" style="width: 232px"><img class="size-full wp-image-34719" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/08/imagem-máfia.jpg" alt="" width="222" height="227" /><p class="wp-caption-text">Imagem Máfia</p></div>
<p style="text-align: justify;">             Com o intuito de impedir que isso aconteça, surge em 1961 uma organização secreta formada por oficiais franceses irredutíveis: a O.A.S &#8211; “Organisation de L&#8217;Armée Secrete” . Sabotagens, rebeliões, atentados contra a vida do presidente, tentam tudo. Mas de Gaulle vence. Em 1962 a Argélia se torna independente. A causa da criação da O.A.S. deixa de existir e o movimento pouco a pouco se extingue. Ela é um exemplo típico do agrupamento social chamado “sociedade secreta”.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-34720" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/08/imagem_3.jpg" alt="" width="191" height="264" /></p>
<p style="text-align: justify;">         Desde a antiguidade, há registros do que hoje é caracterizado como sociedade secreta. Organizações desse tipo existiram no Oriente – China, Japão, Índia – como no mundo clássico de Gregos e Romanos. E não deixara de aparecer no Egito, Assíria e Pérsia antigos. Sempre provocara muitas e ferrenhas controvérsias entre os estudiosos. Houve tempo em que era identificada com os mais diversos agrupamentos humanos, bastando que suas atividades escapassem ao domínio público. Aos Judeus eram atribuídas “atividades misteriosas”; ordens religiosas, acusadas de “perigosos exercícios subterrâneos”. Entretanto, associações não-oficiais nem sempre constituem sociedades secretas.</p>
<div id="attachment_34721" class="wp-caption aligncenter" style="width: 266px"><img class="size-full wp-image-34721" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/08/símbolo-macônico.gif" alt="" width="256" height="252" /><p class="wp-caption-text">Símbolo Maçônico</p></div>
<p style="text-align: justify;">             Dentre as sociedades secretas mais conhecidas está a “Maçonaria”. A palavra, na origem francesa, significa pedreiro (mason em inglês). A Maçonaria, sociedade secreta de iniciação nasceu na Inglaterra. Ao que se presume, descende das antigas corporações de oficio medievais, onde os constritores reuniam-se sob uma mesma direção, obedecendo a um regulamento comum. Essas corporações garantiam certa liberdade aos seus membros e respeitavam uma hierarquia: mestres, oficiais e aprendizes. Expandindo-se para a França foi consolidada na Franco-Maçonaria, que conservou a mesma hierarquia das antigas corporações, absorvendo alguns rituais e crenças dos rosa-cruz.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-34722" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/08/símbolo-1.jpg" alt="" width="225" height="225" /></p>
<p style="text-align: justify;">             Reunindo em lugares chamados “lojas”, os maçons realizam cerimônias ritualísticas, próprias às associações secretas de iniciação. Mas muitas vezes a sociedade ultrapassou seu caráter meramente místico para influir decisivamente em movimentos políticos.</p>
<p style="text-align: justify;">            É tida como certa a participação da maçonaria em movimentos que culminaram com a Inconfidência Mineira, proclamação da Independência e na Guerra dos farrapos, pois, muitos de seus lideres eram maçons. Na Guerra dos Farrapos teve ainda a participação de membros de outra sociedade secreta – Os Carbonários – provavelmente, o nome tem sua origem na legendária Sociedade dos lenhadores ou Carvoeiros, uma espécie de confraria de homens que se tinham retirado da civilização para executar seu trabalho humilde em meio às florestas. Os Carbonários que participaram da Guerra dos Farrapos vieram da Itália juntamente com Giuseppe Garibaldi.</p>
<p style="text-align: justify;">              Foi na Sicília que uma das organizações secretas mais violentas encontrou terreno fértil – A Máfia. Pressionada pelos exércitos de Napoleão, a corte de Nápoles do século XlX refugiou-se na Sicília. Na época a ilha estava infestada de salteadores. Não dispondo de força suficiente para manter a ordem, o soberano tomou a seu serviço algumas quadrilhas, que foram incumbidas do policiamento da ilha. Mas tarde, quando o governa Siciliano quis voltar à administração normal, as quadrilhas estavam tão fortemente organizadas que subsistiram. A extrema miséria que reinava na Sicília facilitava o movimento clandestino. Pertencer a essa classe de desordeiros e revoltados contra a lei e a ordem estabelecida era um fato enobrecido pelos humildes. Assim se formou a Máfia; até hoje, uma das mais poderosas organizações secretas do crime.</p>
<p style="text-align: justify;"> <img class="aligncenter size-full wp-image-34723" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/08/selo_2.jpg" alt="" width="182" height="278" /></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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		<title>Alá é grande &#8211; Coluna do Arno</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Aug 2011 12:38:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andressa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Arno Leocádio Schleder             O Islã é geralmente um enigma. O Ocidente tende a envolver suas origens em mistério. Presume-se que o Islã, originário de terras de camelo e...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong><em>por Arno Leocádio Schleder</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">            O Islã é geralmente um enigma. O Ocidente tende a envolver suas origens em mistério. Presume-se que o Islã, originário de terras de camelo e de pastores nômades deva ser o espelho de um povo simples para o qual qualquer coisa maior que uma barraca era uma visão desconhecida.</p>
<p style="text-align: justify;">            Na verdade, o Islã surgiu mais de cidades muradas do que do deserto. Surgiu mais de mercadores que estavam em contato semanal com o mundo externo, do que de pastores de rebanhos. Mais de cidades à sombra de montanhas pontiagudas e acidentadas e de cidades próximas ao mar, ou no centro de oásis irrigados do que das areias vermelhas sopradas pelo vento e da solidão árida do deserto.</p>
<p style="text-align: justify;">               Algumas cidades da Arábia eram portos movimentados e, muitos árabes podiam pilotar um navio rumo ao mar com a mesma facilidade com que outros conduziam uma caravana de camelos.</p>
<div id="attachment_33757" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-33757" href="http://guiasaoluiz.net/2011/08/ala-e-grande-coluna-do-arno/adoradores/"><img class="size-medium wp-image-33757" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/08/adoradores-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Adoradores</p></div>
<p>           Meca, que se tornou local de nascimento do Islã, situava-se a pouco mais de 60 quilômetros do Mar Vermelho. Dependia do comércio de longa distância. Essa rota, servida por fileiras de camelos que transportavam carga, foi um estágio fundamental em uma das rotas comerciais que ligavam terras tão distantes entre si como a Índia e a Itália. Dois dos produtos comercializados ao sul da Arábia eram a mirra que custava muito caro, e o olíbano, ambos usados para fazer incenso, perfumar fluidos embalsamantes e os óleos de ungir usado pelos sacerdotes Judeus. Há grande probabilidade de que os valiosos presentes de mirra e incenso apresentados ao menino Jesus tenham, na verdade, sido transportados em camelos por essa rota comercial do deserto, atravessando Meca.</p>
<p style="text-align: justify;">                       Maomé, fundador do Islã nasceu em Meca em 570. Quando jovem perdeu o pai e a mãe. Os árabes por serem marinheiros do deserto, às vezes enviavam suas crianças ou jovens como aprendizes com as caravanas de camelos que mantinham comércio com cidades distantes, e Maomé partiu em uma dessas caravanas. À noite o menino órfão aprendeu a identificar muitas das estrelas do brilhante céu noturno e saber a hora em que a lua aparecia acima da linha do deserto: a lua veio ser o símbolo da sua fé.</p>
<div id="attachment_33758" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-33758" href="http://guiasaoluiz.net/2011/08/ala-e-grande-coluna-do-arno/meca/"><img class="size-medium wp-image-33758" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/08/meca-300x178.jpg" alt="Meca" width="300" height="178" /></a><p class="wp-caption-text">Meca</p></div>
<p style="text-align: justify;">                Maomé era extremamente inteligente e impressionou sua rica empregadora, uma viúva. Eles se casaram quando ela estava com 40 anos e ele 25. Ela lhe deu dois filhos que morreram ainda crianças, e quatro filhas.  É curioso observar que o fundador de uma religião, hoje reconhecida pela sua sujeição de mulheres, deva tanto a uma mulher. Maomé provavelmente não poderia ter lançado uma nova religião, não fosse o apoio financeiro da esposa. Numa época em que ele era atacado por oponentes, Maomé pregou suas idéias com fervor: era um poderoso persuasor. Através da pregação de sua fé, conseguiu um feito memorável, unir o povo Árabe em torno de uma única religião a qual hoje é professada por grande parte da humanidade.</p>
<p style="text-align: justify;">             O seguidor tem que orar cinco vezes por dia, voltados em direção à Meca: o primeiro homem, a invocar o muezim ou convocar os fiéis para as preces veio a ser um negro. O dia sagrado era sexta-feira, o que distiguia os maometanos dos judeus, com sua adoração aos sábados, e dos cristãos aos domingos. Os seguidores devotos deviam tentar fazer uma peregrinará a Meca ao menos uma vez na vida. Tinham de dar generosamente aos pobres e jejuar entre o nascer e o por-do-sol, no mês lunar chamado “Ramada”.</p>
<div id="attachment_33759" class="wp-caption aligncenter" style="width: 277px"><a rel="attachment wp-att-33759" href="http://guiasaoluiz.net/2011/08/ala-e-grande-coluna-do-arno/mulher-islamita/"><img class="size-full wp-image-33759" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/08/mulher-islamita.jpg" alt="" width="267" height="189" /></a><p class="wp-caption-text">Mulher islamita</p></div>
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		<title>O pintor das mulatas &#8211; Coluna do Arno</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Jul 2011 13:55:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andersonguiasaoluiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arno]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna do Leitor]]></category>
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		<category><![CDATA[Di Cavalcanti]]></category>
		<category><![CDATA[mulatas]]></category>
		<category><![CDATA[pintura]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Arno Schleder</strong></p>
<p style="text-align: justify;">          “Este aí pintou e bordou”. Assim, o escritor Rubem Braga se referia a Di Cavalcanti: Baixinho gorducho (90kg), um dos maiores pintores brasileiros do século XX e um dos promotores da Semana de Arte Moderna de 1922, Di Cavalcanti fez na época uma corajosa e inovadora afirmação da arte brasileira. Ao lado de Anita Malfatti e Tarsila do Amaral foi um dos precursores da geração de pintores modernistas, some-se a isso um sensualismo cálido, um domínio vigoroso do desenho, além do uso forte e elegante da cor. É notável ainda a habilidade com que Di Cavalcanti trabalha as cores esmaecidas. Quem vê o quadro conclui que a mulata de seios parcialmente desnudos é a protagonista da história, perto dela, os demais sambistas, nenhum pintado de corpo inteiro, mais parecem uma extensão do fundo do quadro.</p>
<p style="text-align: justify;">          A predileção do pintor pelo sexo frágil se torna mais declarado quando pinta “Cinco moças de Guaratinguetá”. Esse quadro marca o uso mais arrojado e vigoroso das cores, ainda assim seus vermelhos e verdes parecem aprisionados pelas linhas do desenho.</p>
<p style="text-align: justify;">          Di Cavalcanti, um autodidata, começou como cartunista de jornal. Entrou no mundo das artes plásticas pela porta dos jornais para os quais desenhava. Foi aluno do pintor impressionista Elpons, que também foi o mestre de Tarsila do Amaral.</p>
<p style="text-align: justify;">          Como tantos pintores, Di Cavalcanti não limitou seu aprendizado a um mestre só. Ao final dos anos 20 ele havia estudado e assimilado a técnica da chamada escola de Paris, sobretudo, em Picasso,Cézane, Leger e Matisse. Após esses estudos, Di Cavalcanti já se reconhecia como um pintor modernista. Entretanto, o pintor não conseguiu ir além do sensualismo lírico; sambistas com roupas de marinheiro e prostitutas tristonhas do interior,  mostram, claramente, o passeio do artista pela pintura pitoresca. Em 1932, pintou “O Moleque”- óleo sobre cartão. É dos quadros mais bem pintados. Seu formato é pequeno porém, suas formas e cores são carregadas de emoção.</p>
<p style="text-align: justify;">           Estima-se que Di Cavalcanti durante cinco décadas, tenha produzido 5000 obras entre esboços, desenhos e pintura.</p>
<p style="text-align: justify;">          Boêmio desde a infância, foi em cabarés e mesas de bar que Di Cavalcanti fez amigos, conquistou mulheres e foi apresentado a medalhões das artes e da política. Nos anos 20 trocou o Rio por longas temporadas em São Paulo e em seguida foi para Paris. Acabou conhecendo Picasso e Matisse, nos cafés de Sant-Germain.</p>
<p style="text-align: justify;">          Di Cavalcanti era irreverente demais e calculista de menos em relação aos famosos e poderosos. Quando se irritava com alguém, não media palavras. Teve um inimigo na vida, o também pintor comunista Cândido Portinari. A briga entre ambos começou nos anos 40 e jamais se reconciliaram. Portinari nunca tocava publicamente no nome de Di. Este o chamava de “invenção da ditadura Vargas.”</p>
<p style="text-align: justify;">           Seu sucesso com as mulheres era incrível, um Dom-Juan com nota 10. Foi amante de uma legião de beldades da época. Conquistava mulheres da sociedade com sua lábia, e prostitutas com presentes caros.</p>
<p style="text-align: justify;">           Casou-se oficialmente apenas uma vez com sua prima Maria Cavalcanti. Suas uniões mais estáveis foram com a pintora Noêmia Mourão e com a inglesa Beryl Tucker Gilman, mãe de sua única filha adotiva, Elizabeth Di Cavalcanti.</p>
<p style="text-align: justify;">          Além das mulheres, Di Cavalcanti amava um bom vinho, quando o dinheiro dava, ele sempre pedia ao garçom uma garrafa de um Sant-Émilon de boa safra. Fã de música clássica e da boa leitura, enfim Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo era de fato um homem culto.</p>
<p style="text-align: justify;">          Di Cavalcanti morre em 1976, vítima de cirrose. Seu velório foi documentado por Glauber Rocha, num filme de 16 minutos, cuja proibição, foi determinada pela justiça, a pedido de sua filha.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<div id="attachment_32114" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-32114" title="." src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/07/arno11-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Pescadores</p></div>
<div id="attachment_32115" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-32115" title="." src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/07/arno2-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Mulheres protestando</p></div>
<div id="attachment_32116" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-32116" title="." src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/07/arno3-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Baile popular</p></div>
<div id="attachment_32117" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><img class="size-full wp-image-32117" title="." src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/07/arno4.jpg" alt="" width="250" height="300" /><p class="wp-caption-text">1º de maio</p></div>
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		<title>Messiêr Abel (Senhor Abelha) &#8211; Coluna do Arno</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jul 2011 11:43:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andressa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arno]]></category>
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[arno]]></category>
		<category><![CDATA[coluna]]></category>
		<category><![CDATA[napoleão]]></category>

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		<description><![CDATA[Napoleão Bonaparte é considerado o maior guerreiro de todas as épocas. Chegou a ocupar cerca de 2/3 do globo. Foi além de Alexandre, o “Grande”; Aníbal e Júlio César. De...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Napoleão Bonaparte é considerado o maior guerreiro de todas as épocas. Chegou a ocupar cerca de 2/3 do globo. Foi além de Alexandre, o “Grande”; Aníbal e Júlio César.</p>
<p style="text-align: justify;">De origem modesta, Napoleão era filho de Carlos Bonaparte e de Letícia Ramolino. Nasceu no dia 15 de agosto de l769, em Ajácio, na ilha de Córsega.</p>
<p style="text-align: justify;">Cursou a escola militar de Briene. Em l793, distinguiu-se como capitão, vencendo os ingleses em Toulon, cuja vitória, pelo valor estratégico, lhe valeu a promoção, ao posto de General de Brigada, com apenas 24 anos de idade. Em l795, às vésperas de completar 26 anos, foi promovido a General de Divisão, assumindo o comando do exército Francês.</p>
<p style="text-align: justify;">À frente de 300.000 homens invadiu o Egito, atingindo Alexandria, a 30 de junho de l798. Invadiu a Síria, ocupando Gaza e Jafa. Porém, sua frota foi derrotada pelos ingleses sob o comando de Nelson. Napoleão caíra prisioneiro dos ingleses, mas logo conseguiu evadir-se desembarcando no Porto de Marselha.</p>
<p style="text-align: justify;">A França, nessa época, enfraquecida, era governada por um consulado. Napoleão fora nomeado Primeiro Cônsul; e, em l802, por um plebiscito, esse cargo tornou-se vitalício. Por insinuação de seu amigo Fouché, foi Napoleão declarado Imperador da França no dia l8 de maio de l804. A 2 de dezembro do mesmo ano, o Grande “Corso” foi coroado, em trajes de imperador romano, à Julio César.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-30403" href="http://guiasaoluiz.net/2011/07/messier-abel-senhor-abelha-coluna-do-arno/napoleao-1/"><img class="aligncenter size-full wp-image-30403" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/07/napoleão-1.jpg" alt="" width="206" height="245" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Em l8l0 o Império Napoleônico, atinge sua máxima expansão. Dele faziam parte: França, Bélgica, Holanda, Itália, Suíça, Luxemburgo e Prússia Renana. Seu império estendia-se de Roma a Hamburgo, do Carligliano ao Elba. Napoleão era Rei da Itália, Mediador da confederação da Suíça, Protetor do Reno. Na Espanha o trono era de seu irmão José. Murat, seu cunhado, temido comandante de cavalaria e que reprimiu com violência o levante antinapoleão na Espanha, ocupava o Reino de Nápoles. Seu irmão Jerônimo, ocupava o Reino da Westfália. O Czar da Rússia, os reis da Prússia e da Dinamarca eram seus aliados.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-30402" href="http://guiasaoluiz.net/2011/07/messier-abel-senhor-abelha-coluna-do-arno/napoleao-2/"><img class="aligncenter size-full wp-image-30402" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/07/napoleão-2.jpg" alt="" width="202" height="250" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Em l8l2, Napoleão cometeu seu grande erro. Nos dias 23 e 24 de junho, à frente de 600.000 homens, l200 bocas de fogo e 60.000 cavalos, Napoleão invadiu a Rússia. Chegou espetacularmente até Moscou. Batido mais pelo inverno Russo do que pelo exército inimigo, no dia l9 de outubro do mesmo ano, pôs-se em ordem de marcha, na mais catastrófica retirada da história. Seu gigantesco exército, oriundo de 20 nações, despedaçou-se, e suas perdas chegaram a 500.000 vidas.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-30401" href="http://guiasaoluiz.net/2011/07/messier-abel-senhor-abelha-coluna-do-arno/napoleao-3/"><img class="aligncenter size-full wp-image-30401" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/07/napoleão-3.jpg" alt="" width="274" height="184" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Em l8 de junho de l8l5, em Waterloo, pequena cidade da Bélgica, caiu prisioneiro das forças coligadas sob o comando de Wellington.</p>
<p style="text-align: justify;">Morreu com 52 anos de idade, em l82l, prisioneiro dos ingleses na ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul. Alguns historiadores ainda contestam esse fato. E nos falam de outra versão. Dizem que o grande estrategista fugiu da ilha, e no seu enterro não era seu corpo que estava no caixão e sim de um de seus oficiais, que morreu na ilha. Fala-se ainda que Napoleão morreu anos mais tarde em uma pequena propriedade nos arredores de Paris, onde ainda hoje se encontram seus restos mortais.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas horas de folga o passatempo predileto de Napoleão era a apicultura, e no seu túmulo, encontrado no pequeno sítio em Paris, está escrito o nome de Messiêr Abel, ou seja, “Senhor das Abelhas”.</p>
<div id="attachment_30400" class="wp-caption aligncenter" style="width: 257px"><a rel="attachment wp-att-30400" href="http://guiasaoluiz.net/2011/07/messier-abel-senhor-abelha-coluna-do-arno/napoleao-4/"><img class="size-full wp-image-30400" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/07/napoleão-4.jpg" alt="" width="247" height="204" /></a><p class="wp-caption-text">Napoleão Bonaparte comandou um império montado a cavalo.</p></div>
<img src="http://guiasaoluiz.net/?ak_action=api_record_view&id=30399&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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