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	<title>Guia São Luiz &#187; Arno</title>
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	<description>Portal de Notícias de São Luiz Gonzaga e Região</description>
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		<title>A outra Morte de Napoleão Bonaparte &#8211; Coluna Arno</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 14:47:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lautert</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Segundo alguns historiadores, Napoleão Bonaparte morreu de câncer no estômago a 5 de maio de 821, durante o exílio na ilha de Santa Helena. Mas segundo evidências que intrigam historiadores...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Segundo alguns historiadores, Napoleão Bonaparte morreu de câncer no estômago a 5 de maio de 821, durante o exílio na ilha de Santa Helena. Mas segundo evidências que intrigam historiadores há mais de cem anos, a realidade pode ter sido outra. As suspeitas começaram quando se descobriu na cidade de Baleycourt, na França, o atestado de óbito de François Eugene Robeaud, nascido nesta cidade em 1771, e morto em Santa Helena. A data da morte estava ilegível, adulterada, talvez por razões mais estranhas, que a ação do tempo. Pois se acredita que este homem tenha morrido em Santa Helena a 5 de maio de 1821, sob a identidade do célebre imperador francês de quem era sósia.</p>
<p style="text-align: justify;">É fato conhecido que Napoleão, como tantos outros  imperadores, era bastante cuidadoso com sua segurança, usava quatro sósias para substituí-lo em algumas ocasiões. Um deles morreu envenenado, o segundo foi vítima de uma bala; o outro ficou aleijado ao cair de um cavalo; o quarto, François Eugene Robeaud, foi o único que restou. Após a derrota de Napoleão em Waterloo (1815), Robeaud voltou para casa da irmã em Baleycourt.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_54034" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-54034" title="napoleão1" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/05/napoleão1.jpg" alt="" width="450" height="300" /><p class="wp-caption-text">Napoleão em seu majestoso uniforme</p></div>
<p style="text-align: justify;">No exílio, Napoleão era vigiado em terra por soldados franceses. Os ingleses patrulhavam as águas. Porém, o ex-imperador era paciente e muito astuto e ainda contava com a colaboração de muitos amigos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_54035" class="wp-caption aligncenter" style="width: 230px"><img class="size-full wp-image-54035" title="." src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/05/napoleão2.jpg" alt="" width="220" height="183" /><p class="wp-caption-text">Ilustrações do leito de morte do imperador</p></div>
<p style="text-align: justify;">Em 1818, o general Frances Gougard pediu baixa de seu comando em Santa Helena. Foi substituído pelo general Bertrand. Dois meses após, Gougard voltar à Paris e uma carruagem luxuosa chegou a Baleycourt. O cocheiro perguntou aos passantes o caminho para a casa de François Robeaud. Quem estava na carruagem, e por que estava à procura do sósia de Napoleão, quem sabe?</p>
<p style="text-align: justify;">Um mês depois da misteriosa visita, Robeaud e sua irmã, prosseguiram vida normal. O visitante segundo eles era um médico francês que desejava comprar coelhos. Mas numa noite de outono de 1818, os dois desapareceram. A irmã foi encontrada, anos mais tarde em Tours, vivendo da generosa pensão que um admirador &#8211; um médico francês -  lhe enviava. Quanto a François, partiu de navio em uma longa viagem, fora buscar tratamento para uma estranha doença que lhe afligia.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_54036" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-54036" title="." src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/05/napoleão3.jpg" alt="" width="450" height="300" /><p class="wp-caption-text">Urna mortuária onde é para estar o corpo de Napoleão</p></div>
<p style="text-align: justify;">No final de 1818, um homem bem vestido chamado Revard chegou à cidade de Verona na Itália. Dizendo ser um mercador da França, abriu uma joalheria em sociedade com um veronense, “ Petrucci” &#8211; que sempre chamava Revard de “o imperador”, dada a incrível semelhança com Napoleão. Em 23 de agosto de 1823, Revard recebeu uma mensagem alegando ter que partir  em uma importante missão; deu ao sócio uma carta com instruções de entregá-la ao rei da França.</p>
<p style="text-align: justify;">Revard nunca retornou a Verona. Após passar um ano e meio a procura do sócio, Petrucci cumpriu sua promessa, entregou a carta ao rei. Foi recompensado pelo trabalho e por seu silêncio.</p>
<p style="text-align: justify;">No cemitério de Baleycourt existe uma lápide marcando o repouso final de François Eugene Rebaud &#8211; mas não há nenhum corpo no túmulo.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-54033" title="." src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/05/napoleão4.jpg" alt="" width="170" height="110" /></p>
<p style="text-align: justify;">Em 1821, morreu em Santa Helena um prisioneiro conhecido como Napoleão Bonaparte – mas, segundo os carcereiros que o acompanharam, ele não escrevia como Napoleão, nem falava como Napoleão.</p>
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		<title>Salvador Dalí</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 19:17:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andersonguiasaoluiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arno]]></category>
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		<description><![CDATA[A intensa necessidade de transpor objetos reais para “desacreditar a realidade”. Assim, o pintor surrealista, Salvador Dalí viveu praticamente toda a sua vida, transformando esta necessidade em magníficos sonhos. Salvador...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-52704" title="Salvador Dali" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/04/Salvador-Dali-257x300.jpg" alt="" width="257" height="300" /></p>
<p>A intensa necessidade de transpor objetos reais para “desacreditar a realidade”. Assim, o pintor surrealista, Salvador Dalí viveu praticamente toda a sua vida, transformando esta necessidade em magníficos sonhos.</p>
<div id="attachment_52699" class="wp-caption aligncenter" style="width: 239px"><img class="size-medium wp-image-52699" title="face" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/04/face-229x300.jpg" alt="" width="229" height="300" /><p class="wp-caption-text">Obras do artista</p></div>
<p>Salvador Dalí era espanhol, nascido em onze de maio de 1904, na Catalunha, pequena cidade de Figueiras. Sua família era de classe média e não teve nenhum tipo de carência material na infância.</p>
<p>Primeiro, Dalí sonhou em ser cozinheiro, em seguida resolveu que ia ser Napoleão.</p>
<div id="attachment_52700" class="wp-caption aligncenter" style="width: 225px"><img class="size-medium wp-image-52700" title="As horas moles" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/04/As-horas-moles-215x300.jpg" alt="" width="215" height="300" /><p class="wp-caption-text">Obras do artista</p></div>
<p>Mas quando pintou pela primeira vez aos seis anos, teve certeza do que seria. Passa a frequentar as primeiras aulas de desenho na escola municipal de Grabado e aos quatorze anos Salvador já é pintor quase maduro, ferrenho estudante do surrealismo vigente, o que lhe permite brincar com o professor Juan Nunes e este se encanta com o pródigo aluno.</p>
<div id="attachment_52701" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-52701" title="body" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/04/body-300x296.jpg" alt="" width="300" height="296" /><p class="wp-caption-text">Obras do artista</p></div>
<p>O jovem Dalí estava sempre bem informado com as manifestações artísticas e de seu difícil crescimento. Em 1921, foi estudar pintura em Madri, porém, o período teve grande importância pelo conhecimento de figuras como o poeta Garcia Lorca e o cineasta Luiz Buñvel.</p>
<div id="attachment_52702" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-52702" title="OLYMPUS DIGITAL CAMERA" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/04/Rosenrot-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Obras do artista</p></div>
<p>Na escola de Belas Artes de Madri, já em 1921, pinta suas primeiras telas cubistas, pontilhistas e divisionistas, inspirado em Juan Gris e nos futuristas italianos.</p>
<p>Inovador, contestador acima de tudo, das entranhas da arte e dos movimentos humanos, fiel surrealista tanto que se confunde com o próprio movimento, Salvador Dalí torna-se uma vida traçada pelo surreal nas roupas, nos gestos, nas palavras, na comida e nos amores, transcritos e transfigurados numa produção artística quase inimaginável. Os sonhos e as alucinações vividas, desde sempre, transformavam-se em obras e numa forma de viver exclusiva. Enfadonha-se, pois, com muitas das diferentes escolas e aproxima-se dos artistas da vanguarda como Frederico Garcia Lorga, Pepin Bello, Luis Buñel, com  este último fazendo parceria em dois filmes: Um Cão Andaluz e, A Idade do Ouro.</p>
<p>Com pouco mais de vinte anos já realiza algumas obras que, sem dúvida, serão a base bastante sólida de sua majestosa carreira.</p>
<div id="attachment_52703" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-52703" title="." src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/04/sonho-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Obras do artista</p></div>
<p>Durante uma visita de amigos, em 1929, Dalí conhece Helena Dewvulina Dianoff conhecida por Gala, mulher do pintor Paul Ecuard, por quem se apaixonou perdidamente. Este encontro marcou profundamente a vida do pintor.</p>
<p>Gala abandonou o marido para ao lado de Dalí para encontrar, não só amor, mas suas inquietações. Gala foi com certeza a única mulher com que Dali conseguira se relacionar sexualmente. Foi sua musa e sua mulher por 52 anos.</p>
<p>Os últimos anos da vida do gênio catalão foram marcados por um isolamento das pessoas, que só se agravou quando Gala morreu em 1982. Refugiado em seu castelo com o auxílio de um tubo de oxigênio e alimentando-se por soro, Salvador Felipe Jacinto Dalí parou de respirar em 23 de janeiro de 1989. Morreu o gênio que dedicou grande parte de sua vida a destruir convenções através do inconsciente e do irracional e a renovar os valores artísticos.</p>
<p>Para mim, de todos os mestres do surrealismo, Salvador Dalí foi, sem dúvida, o mais “lúcido dos loucos”. Sua obra fascinante diante do nosso olhar faz com que nossa consciência viaje entre o esquerdo e o direito do nosso cérebro deixando-nos ainda a velha pergunta: “Quem é lúcido e quem é louco?!&#8230;”</p>
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		<title>Quanto vale uma vontade?</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Apr 2012 13:08:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andersonguiasaoluiz</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8221;Faço o que gosto e gosto do que faço”. Essa frase  voluntariosa, tantas vezes ouvida, parece exprimir a convicção de que a vontade humana é capaz de tudo. Realmente, a maioria das  pessoas acredita que através  da livre vontade temos o controle efetivo de nossas ações e podemos determinar inteiramente o curso de nossa vida. Esta sensação é reforçada pelas pequenas opções diárias: escolher uma roupa ou um calçado para usar naquele dia ou até mesmo o lado da rua pra caminhar, enfrentar e vencer um obstáculo inesperado.</p>
<p style="text-align: justify;">São exemplos simples que não diferenciam da essência, das mais importantes decisões de um governante, um comandante militar, ou uns grandes empresários.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, o pleno exercício da vontade ou do livre-arbítrio conta com fortes  inimigos, alguns, invisíveis. Em primeiro lugar, está a própria  hereditariedade. Nossa personalidade, já está determinada sem consulta prévia e, portanto, sem possibilidade de escolha.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_51768" class="wp-caption aligncenter" style="width: 390px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-51768" title="." src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/04/prisão1.jpg" alt="" width="380" height="314" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Por não resistir ao impulso de uma vontade, cumprem-se penas&#8230;</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Muitas vezes nossa vontade depende de outros elementos que não estão sob nosso pseudo comando e nesse sentido os exemplos são muitos: posso construir um barco à vela, mas se faltar vento ele não vai navegar; um agricultor pode semear a semente, mas se o sol e a chuva não fizerem a sua parte, não haverá colheita independente da vontade de quem plantou.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_51771" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-51771" title="." src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/04/fome-ou-vontade-de-comer-2369832-2519.jpg" alt="" width="400" height="300" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Fome ou vontade de comer?</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Alguns estudiosos dizem que a herança genética  dos pais e o tipo de educação recebida, bem como o ambiente social e cultural , moldam nosso caráter básico. Além disso, uma série de atividades de rotina ( sem falar nas funções do organismo) é executada sem qualquer intervenção da vontade, sob o comando automático de nosso cérebro.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_51772" class="wp-caption aligncenter" style="width: 430px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-51772" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/04/Cena_enchente_SP_2.jpg" alt="" width="420" height="280" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Nem sempre a natureza respeita nossa vontade &#8211; consequência do nosso desrespeito com ela.</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Na vida social, ao contrário, nosso controle consciente intervém em muitas situações, mas o comportamento  geral está regulado por inúmeros códigos e restrições, de tal modo que ninguém pode exercer sua vontade como bem quer ou entende.  Nessa grande família que é a sociedade,  existe, portanto, uma continuação do controle exercido pelos pais sobre os filhos. Afinal, é isso que permite a convivência  dos homens, sob o lema de que os direitos de um terminam onde começam os direitos do outro. Grande parte da população carcerária do mundo todo está cumprindo pena porque em algum momento de suas vidas não conseguiram controlar sua vontade. A vida no cárcere e a disciplina militar fornecem dois bons exemplos de sufocamento da vontade própria, quando o indivíduo se encontra sob vigilância consentida ou não. Os detentos que cumprem longas sentenças muitas vezes se tornam tão  habituados à rotina da prisão, que são tomados de grande ansiedade ao sair. A experiência de uma liberdade já esquecida pode ser tão penosa, que quase inconscientemente, cometem novas infrações para retornar, onde de certa forma, sentem-se mais protegidos. Outros ficam apáticos e perdem o interesse  por si mesmo e pelo mundo. Sem dúvida, os homens justos e honestos ainda não conseguiram resolver o problema de reeducar um criminoso  em condições aceitáveis de confinamento e depois ajudá-lo na sua volta à liberdade.</p>
<p style="text-align: justify;">Quase todo o ser humano consegue controlar algumas de suas vontades, desde que tenha pleno conhecimento de quais vontades deve controlar.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_51773" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-51773" title="." src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/04/seca-no-sul.jpg" alt="" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Seca &#8211; aqui não foi realizada a vontade do agricultor
</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">“Estou morrendo de vontade!”. Esta frase se ouve muito por aí, mas se formos analisar as necropsias de um hospital, não encontraremos laudo que revele alguém que tenha morrido de vontade. Portanto, está comprovado: vontade não mata!</p>
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		<title>Nós e os outros – Coluna do Arno</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2012 12:09:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andersonguiasaoluiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[          Numa sociedade em que as pessoas competem apaixonadamente pela fama, pela riqueza ou pelo poder, o sucesso pode representar uma fonte adicional de solidão. O ser humano já foi...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">          Numa sociedade em que as pessoas competem apaixonadamente pela fama, pela riqueza ou pelo poder, o sucesso pode representar uma fonte adicional de solidão. O ser humano já foi definido como um “animal social”. Apesar disso, a solidão o persegue mesmo no vasto e agitado formigueiro das grandes cidades do século XXl.</p>
<p style="text-align: justify;">         Por mais que filósofos ou bebedores solitários (alcoolismo é acompanhada de solidão), procurem pintá-la de dourado, a solidão física ou emocional é um dos maiores inimigos dos seres humanos. Há, porém, aqueles que  escolhem um isolamento do qual dificilmente poderiam fugir. “Dizem ou pensam mais ou menos assim: “ Do alto de minha torre de vigia de divina solidão contemplo lá em baixo a multidão medíocre”.  Quantos indivíduos já  não recitaram para si mesmos, frases desse tipo, para no minuto seguinte se atirarem sofregamente, sobre o primeiro desconhecido disposto a trocar confidências?</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-50691" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/03/multidao.jpg" alt="" width="259" height="194" /></p>
<p style="text-align: justify;">         Muitos homens ricos ou famosos sentem-se em dúvida sobre a sinceridade das pessoas que os cercam. Perguntam-se, se os amigos continuariam amigos se eles fossem despojados da celebridade ou da riqueza. Quanto ao poder político, este comentário de Woodrow Wilson, ex-presidente americano, é significativo: “É horrível ser presidente dos Estados Unidos. A presidência torna-se uma barreira entre o homem e sua mulher, entre o homem e seus filhos. Ele não tem mais direito à atividade livre, nem mesmo a palavra livre”.</p>
<p style="text-align: justify;">            Para os políticos a solidão é intensificada porque o poder cria inimigos. O homem que o exerce não só está sozinho, como tem de enfrentar a oposição ativa de grande número de pessoas. O isolamento tende a ser mais acentuado para os que detêm a autoridade baseados na força. A História está cheia de tiranos desconfiados e sanguinários, aos quais, o temor da deposição chegava a tornar paranóicos.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-50692" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/03/solitário.jpg" alt="" width="420" height="315" /></p>
<p style="text-align: justify;">            É relativamente fácil descrever a solidão, e constatar que ela ameaça a todos nós. Também não é difícil discutir algumas de suas causas. Muito difícil é imaginar soluções para essa “doença” típica do homem moderno. Um psicólogo tentará auxiliar  “os indivíduos solitários”. E já conheci psicólogos mais solitários que seus pacientes. Os  sociólogos dirão que o problema nasce do estilo de vida de uma “sociedade”, e não de desajustes individuais, alguns pensadores preferem afirmar que o homem é solitário por sua própria natureza, eliminando a necessidade de procurar soluções.</p>
<p style="text-align: justify;">            Sempre procurei manter um acordo de entendimento com a solidão, pois dela precisei várias  vezes, pois para criar e pintar uma tela a solidão foi uma parceira importante. Tenho certeza que ninguém consegue pintar uma tela ou escrever um poema sem estar extremamente só. Não me considero um solitário por exigência, mas não sou muito simpático às multidões. Já morei em grandes cidades e, foi exatamente lá, que  ela esteve mais junto de mim.</p>
<p style="text-align: justify;">            As pessoas costumam construir casarões enormes, pensando muitas vezes em mantê-los cheias  com os filhos, netos, amigos ou parentes e com o passar do tempo descobrem que construíram um grande abrigo para a solidão. A solidão adora  as multidões e os grandes casarões.</p>
<img src="http://guiasaoluiz.net/?ak_action=api_record_view&id=50689&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Mulheres &#8211; Coluna do Arno</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 13:46:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andersonguiasaoluiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[         Ao contemplar o mundo que acabara de criar e dentro dele o homem, perdido entre as árvores do Édem, Deus disse: “não é bom que esteja só; façamos-lhe uma...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>         Ao contemplar o mundo que acabara de criar e dentro dele o homem, perdido entre as árvores do Édem, Deus disse: “não é bom que esteja só; façamos-lhe uma ajudante semelhante a ele. E da costela de Adão foi feita a primeira mulher.  Aí, fico em dúvida: o homem normal tem 12 costelas. Será que  Adão tinha mais?  Desde Eva, iludida pela serpente e expulsa do paraíso com Adão, até a “Mulher de Vermelho” assentada sobre uma besta de sete cabeças e dez chifres, descrita por São João Apóstolo nas páginas do Apocalipse, todas elas representam ao lado do homem, um importante papel na História das religiões. A Bíblia, nos setenta e dois livros do Antigo e do Novo Testamento é rica em personagens femininas.</p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_49547" class="wp-caption aligncenter" style="width: 217px"><img class="size-full wp-image-49547 " src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/03/Cleópatra.jpg" alt="" width="207" height="243" /><p class="wp-caption-text">Cleópatra - rainha do Egito</p></div>
<p>          A mulher é metade vítima, metade cúmplice, como todo mundo – disse Jean Paul Sartre- filósofo francês, que viveu no século passado. Embora essas palavras possam encerrar uma verdade, e a mulher tenha ocupado  em toda a História um lugar de igualdade ao lado do homem, ainda perdura a antiga crença de que ela sempre foi um ser inferior, sem idéias e vontades próprias, que saía do jugo paterno para o do marido. Essa crença, que só agora começa a se desmistificar, (que em algumas regiões do planeta  muito pouco mudou), vem dos tempos bíblicos: naquela época até mesmo os companheiros eram impostos à mulher por vontade e interesse das famílias. Sua maior virtude então era a “obediência”.</p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_49548" class="wp-caption aligncenter" style="width: 358px"><img class="size-full wp-image-49548 " src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/03/Hipatia_de_Alejandría.jpg" alt="" width="348" height="500" /><p class="wp-caption-text">Hipatia - filósofa de Alexandria</p></div>
<p>        A mulher sempre pagou e ainda paga um ônus muito alto por sua “parceria”  com o homem.  </p>
<p>         Eva é o primeiro nome de mulher no Antigo Testamento – companheira de Adão, mãe de Caim e Abel e de Set  e de tantos outros filhos, da qual a Bíblia fala que toda a humanidade é descendente. É claro que esse pensamento não é unanimemente compartilhado, isto porque, de onde viemos e pra onde vamos ainda é uma grande incógnita, que continua a nos desafiar a cada minuto de nossa existência. No Antigo Testamento destacam-se  alguns nomes :  Eva,Sara,Rebeca,Raquel, Betsabée, Hagar, Ester, Rute, Débora e outras, mas sempre em papéis secundários &#8211; esposas ou filhas de algum rei ou homem influente da época.</p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_49549" class="wp-caption aligncenter" style="width: 381px"><img class="size-full wp-image-49549 " src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/03/LUISLINDA-VALOIS.jpg" alt="" width="371" height="450" /><p class="wp-caption-text">Luislinda Valois - primeira juíza negra do Brasil</p></div>
<p>          Fora dos livros sagrados temos  nomes de mulheres que  marcaram seu tempo, com beleza e sabedoria: Cleópatra &#8211; Rainha do Egito. Helena de Tróia, devia ser a maior “gata”. Por sua causa gregos e troianos  fizeram Guerra na qual Tróia foi derrotada. Apatia, professora, matemática e filósofa de Alexandria, assassinada no Egito pelos cristãos no ano de 451 d.C. Joana D’Arq, esta queimada na fogueira da Inquisição  na Europa Medieval;  e, milhares de outras que pagaram com a morte por terem idéias próprias num mundo machista.</p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_49550" class="wp-caption aligncenter" style="width: 368px"><img class="size-full wp-image-49550  " src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/03/Maria-das-Graças-Foster.jpg" alt="" width="358" height="202" /><p class="wp-caption-text">Maria das Graças Foster - presidente da Petrobrás</p></div>
<p>          Hoje ainda, a mulher luta bravamente por seu espaço e continua a ser descriminada de forma sistemática. Elas são hoje 45% da força de trabalho, porém, ganham 30% a menos que os homens. Dificilmente, atingem cargos elevados, digamos, chefia. O mundo se diz evoluído, mas continua a ligar a mulher a serviços domésticos, limpar, cozinhar, além de procriar e cuidar dos filhos.</p>
<p>         Nos comerciais, a mídia a usa como objeto de consumo, explora sua beleza  de forma banal. Se tem um corpo bonito vai fazer propaganda de cerveja, se a beleza não é tão exuberante vai fazer comercial de detergente ou outro material de limpeza.</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_49551" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-49551  " src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/03/noemi_rute.jpg" alt="" width="300" height="380" /><p class="wp-caption-text">Noemi e Rute - mulheres da biblía</p></div>
<p>          Morena, loira, mulata, negra índia, magra, gorda, alta, baixa, com celulite ou sem, cabelos lisos ou crespos &#8211; para mim, são todas lindas e maravilhosas. Nós homens devemos tudo a elas, tudo mesmo.</p>
<p>         Com esta coluna quero homenagear todas as mulheres, desde a operária, dona de casa até aquelas que ocupam os mais altos cargos.</p>
<p style="text-align: center;">
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		<title>“ABRA-CADABRA” &#8211; Coluna do Arno</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Feb 2012 13:58:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andersonguiasaoluiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Arno Schleder           Magia e superstição, combinando palavras, números, gestos e objetos mágicos, os homens constroem um mundo onde  podem alimentar a ilusão de que conhecem e dominam seu próprio...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"> <strong>Arno Schleder</strong></p>
<p style="text-align: justify;">          Magia e superstição, combinando palavras, números, gestos e objetos mágicos, os homens constroem um mundo onde  podem alimentar a ilusão de que conhecem e dominam seu próprio destino.</p>
<p style="text-align: justify;">          Em 1968, um grupo de pescadores africanos foi preso sob a acusação de um crime particularmente chocante aos olhos das autoridades coloniais. Haviam sacrificado uma vida humana, numa cerimônia destinada a aumentar o número de peixes capturados por suas redes. É provável que muitas das pessoas que se horrorizaram com essa demonstração de selvageria tenham participado no mesmo ano, de uma cerimônia menos sangrenta, mas sob certos aspectos, análoga à primeira: a festa de nomeação da “ prefeita Feiticeira” de Los Angeles, na Califórnia  Estado Unidos. Essa senhora estreou o novo título numa grande comemoração popular realizada num famoso estádio de Hollywood. Houve farta distribuição de velas vermelhas, alho e giz para todos os participantes. O ponto alto da cerimônia foi o momento em que sob a direção da “prefeita”, a assistência repetiu três vezes, numa só voz, as seguintes palavras: “A chama brilha e arde o fogo, vermelho é a cor do desejo”. Essa fórmula deveria reforçar o vigor sexual dos presentes, e está ligado aos cultos mágicos da fertilidade cujas origens são encontradas no início da história do homem.</p>
<p style="text-align: justify;">         De fato, a prática da magia parece ser tão antiga quanto a própria humanidade. Algumas das primeiras obras de arte conhecidas já revelam claramente a presença de crenças mágicas. Numa caverna pré-histórica encontrada na França, existe o desenho de um feiticeiro adornado com cornos e a pela de um veado – supõe-se que ele estaria  empenhado em garantir o sucesso dos caçadores de seu grupo. Em outra caverna foi encontrada a estatueta de um urso sem cabeça com as marcas de profundos golpes de lanças, evidentemente destinados a produzir efeitos mágicos. Ainda hoje, os praticantes de feitiçaria enfiam pregos e alfinetes em bonecos representando seus inimigos, com a finalidade de feri-los ou matá-los. (Vodu – muito praticado no Haiti)</p>
<p style="text-align: justify;">          Persiste também o uso generalizados de amuletos e talismãs, práticas cuja origem remonta o antigo Egito.</p>
<p style="text-align: justify;">          Abracadabra &#8211; Dada essa base comum, pode-se atribuir poderes mágicos, maléficos ou benéficos a inúmeros aspectos do homem ou da natureza.</p>
<p style="text-align: justify;">          O ilusionista improvisado que numa festa de criança pronuncia a palavra  “abracadabra”, provavelmente não tem idéia de que está repetindo uma fórmula encantada hebraica, com cerca de 2000 anos de idade. Um médico do século II recomendaria a seus pacientes que usassem essa palavra escrita numa folha dobrada, para a cura de todos os tipos de doença.</p>
<p style="text-align: justify;">          Durante a Idade Média  consideravam-na muito eficiente no combate às pragas.</p>
<p style="text-align: justify;">          Apesar das imensas modificações superficiais de nossas vidas, os problemas humanos fundamentais ainda estão longe de ser resolvidos e, enquanto persistirem, haverá sempre lugar especial reservado para a magia e para a superstição.</p>
<p style="text-align: justify;">        Ainda bem que somos livres para escolher em que acreditar.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<div id="attachment_48547" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><img class="size-full wp-image-48547" title="sacerdotisas-de-avalon" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/02/sacerdotisas-de-avalon.jpg" alt="" width="350" height="250" /><p class="wp-caption-text">Sacerdotisas de avalon </p></div>
<div id="attachment_48545" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><img class="size-full wp-image-48545" title="Magia-negra" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/02/Magia-negra.jpg" alt="" width="350" height="250" /><p class="wp-caption-text">Magia negra </p></div>
<div id="attachment_48543" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><img class="size-full wp-image-48543" title="cartola" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/02/cartola.jpg" alt="" width="350" height="250" /><p class="wp-caption-text">Ilusionismo</p></div>
<div id="attachment_48546" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><img class="size-full wp-image-48546" title="mandala" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/02/mandala.jpg" alt="" width="350" height="250" /><p class="wp-caption-text">Os poderes da Mandala </p></div>
<div id="attachment_48544" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><img class="size-full wp-image-48544" title="gato-escada-e-trevo" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/02/gato-escada-e-trevo.jpg" alt="" width="350" height="250" /><p class="wp-caption-text">Superstição: azar e sorte - energias que andam junto</p></div>
<div id="attachment_48548" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-48548" title="wicca" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/02/wicca.jpg" alt="" width="300" height="400" /><p class="wp-caption-text">Wicca</p></div>
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		<title>Saravá &#8211; Coluna do Arno</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 11:21:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andersonguiasaoluiz</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">               Embora o preconceito contra o candomblé baiano e a macumba sulista ainda esteja de pé, estas religiões impuseram-se à cultura brasileira com uma realidade de milhões de adeptos em todo o país.</p>
<p style="text-align: justify;">              “A Bahia, apesar de  seu grau de cultura, é um estado cheio de mocambos e candomblés”, declarava o editorial do diário da Bahia em 10- 01- 1929.  É do mesmo jornal o que segue: “O baixo espiritismo vai fazendo cada dia maior número de vítimas. Nenhum estado do Brasil possuía tantos costumes reprováveis como na Bahia. Nas camadas baixas da população, lavra a mais negra ignorância, campeia o fetichismo como se estivéssemos em plena África. A frequência  com que se praticam despachos e outros tipos de sortilégios, revela que o povo humilde está sendo vítima de negros, objetos que vivem de explorar a boa fé com a fraqueza de ânimo e o espírito facilmente sugestionável daqueles que lhe caem nas garras.</p>
<div id="attachment_47732" class="wp-caption aligncenter" style="width: 225px"><img class="size-medium wp-image-47732" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/02/Iemanjá-215x300.gif" alt="" width="215" height="300" /><p class="wp-caption-text">Iemanjá, rainha das águas - representação de Nossa Senhora nas religiões afro-brasileiras</p></div>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">              Esse fetichismo oriundo das tradições africanas transplantadas com a escravatura e associados aos processos deturpados do espiritismo e da magia negra são praticados nos candomblés que se acham espalhados por todos os recantos escusos da cidade, zombando constantemente da vigilância policial.” (Diário da Bahia).</p>
<p style="text-align: justify;">            Embora  esta interpretação dos cultos afro-brasileiros tenha sido em geral abandonada, ela reaparece, ainda vez por outra, na imprensa.</p>
<p style="text-align: justify;">              Muitas vezes, quando uma religião se sobrepõe a outra, o culto dominado passa a ser considerado feitiçaria e magia negra. Mas, a exemplo do cristianismo em suas origens, as religiões afro-brasileiras souberam sobreviver e expandir-se a ponto de representar um papel importantíssimo na formação de nossa cultura.</p>
<div id="attachment_47733" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-47733" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/02/ogum-300x195.jpg" alt="" width="300" height="195" /><p class="wp-caption-text">Ogum - santo guerreiro, figura também representada pelo santo católico, São Jorge.</p></div>
<p style="text-align: justify;">              Nos porões dos navios negreiros foram trazidos para a Bahia os sudaneses das nações gôgo, nagô. Ioruba, hassuá e mina; para o Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo vieram os bantos chamados “angola”, moçambique, congo, cambindas, benguelas. Cada nação trazia consigo seus orixás, já com grande influência de outras religiões. Os haussá e os nagô trouxeram os ritos malês (do povo do Mali) impregnados  do islamismo que dominou o vale do Níger no início da era cristã. Esses escravos no Brasil chamados de Malês ou de Muçulmis foram os responsáveis por certo número de palavras e tradições muçulmanas, ainda hoje existentes na umbanda e no candomblé. Diz-se que os patuás originariamente, são pequenos invólucros que traduzem inscrições do Corão, o livro sagrado dos muçulmanos.</p>
<p style="text-align: justify;">              Olorum-uluá seria uma saudação a Allah. O limano, sumo-sacerdote de alguns cultos afro-brasileiros, seria uma corruptela, de El Iman. A expressão “saravá”, só existente no Brasil, seria uma simples forma de dizer a palavra “saudar” ou “salvar”, segundo alguns estudiosos. De acordo com outros, queria dizer: “Salve Allah”!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<div id="attachment_47734" class="wp-caption aligncenter" style="width: 227px"><img class="size-medium wp-image-47734" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/02/Exu-217x300.jpg" alt="" width="217" height="300" /><p class="wp-caption-text">Exu - contém em si todos os conflitos e contradições inerentes ao ser humano.</p></div>
<img src="http://guiasaoluiz.net/?ak_action=api_record_view&id=47731&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Atentados contra a natureza &#8211; Coluna do Arno</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 10:51:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andersonguiasaoluiz</dc:creator>
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		<category><![CDATA[atentado]]></category>
		<category><![CDATA[contra]]></category>
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		<description><![CDATA[           Dez mil anos nos separam dos ancestrais trogloditas. Não é muito, se considerarmos que o homem de Neandertal extinguiu-se há 50.000 anos e que os fósseis mais antigos demonstram...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em>          </em></strong> Dez mil anos nos separam dos ancestrais trogloditas. Não é muito, se considerarmos que o homem de Neandertal extinguiu-se há 50.000 anos e que os fósseis mais antigos demonstram que a vida na Terra data de 1.600 milhões de anos. Contudo parece ter sido justamente há cerca de 10.000 anos que a atividade humana começou a ter influência sobre o meio ambiente natural.</p>
<p style="text-align: justify;">            Por aquela época, a vida primitiva do  Homo Sapiens sofria uma transformação: surgiram as primeiras tentativas de cultivo agrícola e as primeiras manifestações de pecuária. Embora ainda incipientes, estas atividades deram ao homem a possibilidade de dominar a natureza e, assim, abandonar o nomadismo.</p>
<p style="text-align: justify;">             Uma vez fixadas, as famílias começaram a formar as comunidades. E estas por sua vez, a registrar rápido aumento das populações, um crescimento que em nossos dias tomou proporções de crise. Entre tanto só um século após a descoberta do Brasil, ou seja, no ano de 1 600, o mundo possuía uma população de apenas  500 milhões de habitantes( menor que da China atual), e os estragos causados pelo homem na biosfera( camada da superfície da terra em que a vida é possível) eram pequenos e talvez sanáveis.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<div id="attachment_46789" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-46789" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/01/navios-aral-05-300x196.jpg" alt="" width="300" height="196" /><p class="wp-caption-text">O Mar de Aral encolheu em 50 anos mais de 30 quilômetros.</p></div>
<p style="text-align: justify;">             Hoje a população do nosso planeta é de 7 bilhões de habitantes e aumenta  cerca de 80 milhões por ano. A Ásia concentra 60% da população mundial, porem a maior taxa de crescimento demográfico é na  África cuja população superou 1 bilhão de habitantes em 2009. Esse crescimento desordenado se deve as guerras  que geram a desorganização política.</p>
<p style="text-align: justify;">             A invasão dos brancos Europeus no continente dilapidou suas riquezas e destruiu a organização política original daquele povo (sistema tribal) cada tribo tinha seu próprio método de controle de natalidade.</p>
<p style="text-align: justify;">            A expansão demográfica sem controle, em um período não muito longo atingirá os mais remotos recantos da terra; só as calotas polares, as mais impenetráveis florestas e os mais aterradores desertos (ou nem mesmo essas regiões) deixarão de sofrer o impacto da presença humana. E essa superpopulação criará demandas colossais de suprimentos: água, ar, alimentos, minerais, substâncias orgânicas e inorgânicas. Esse problema, que em breve atingirá de frente toda a humanidade, já é sentida com certa violência, nos dias atuais.</p>
<p style="text-align: justify;">            Sua origem  não está apenas na incontrolável explosão demográfica, mas principalmente no uso de técnicas nem sempre corretas, e que exaurem fontes de suprimento, dilapidando os recursos naturais.</p>
<p style="text-align: justify;">             Está também na agricultura extensiva, essa em que se enterra semente para colher dinheiro, essa que  lavra  as várzeas, fonte de umidade para os mananciais e a seca, tudo em nome do lucro e da ganância, mas sempre com a desculpa que está alimentando o mundo. Mas sabemos que não se morre só de fome, se morre de sede também. Planeta sem água é planeta sem vida.</p>
<p style="text-align: justify;">             Um dos maiores exemplos de desastre causado pela agricultura  extensiva e incorreta  é o caso do assoreamento do Mar de Aral na região do Cazaquistão. Decorrente da irrigação descontrolada.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<div id="attachment_46790" class="wp-caption aligncenter" style="width: 225px"><img class="size-full wp-image-46790" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2012/01/avisos_natureza_mar_aral.jpg" alt="" width="215" height="215" /><p class="wp-caption-text">A causa principal é o assoreamento dos dois rios que o alimentavam devido à irrigação agrícola.</p></div>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<img src="http://guiasaoluiz.net/?ak_action=api_record_view&id=46788&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Os caminhos da escravidão (II) &#8211; Coluna do Arno</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 10:43:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andersonguiasaoluiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arno]]></category>
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		<category><![CDATA[arno]]></category>
		<category><![CDATA[caminhos]]></category>
		<category><![CDATA[Escravidão]]></category>

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		<description><![CDATA[              Existiram milhares de Oguns. Trazidos ao Brasil. Às ilhas do mar das caraíbas, aos Estados Unidos, suas histórias individuais desapareceram no anonimato comum da condição de escravo, nessa mesma...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">              Existiram milhares de Oguns. Trazidos ao Brasil. Às ilhas do mar das caraíbas, aos Estados Unidos, suas histórias individuais desapareceram no anonimato comum da condição de escravo, nessa mesma condição em que ajudaram a construir as novas civilizações da América. Com seu trabalho principalmente, mas também com seus costumes, suas tradições, suas crenças, sua arte.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-42358" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/12/escravo-no-trabalho-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" /></p>
<p style="text-align: justify;">               Seu rico passado cultural que o Ocidente ignorou ou desprezou durante tantos séculos. Sua organização social que o colonialismo torceu e destruiu o quanto pôde. Mas, que ainda  assim sobrevivem e se revigoram na segunda metade do século XX, quando as Nações Africanas se fazem independentes. E passam a escrever, eles mesmos sua própria história.</p>
<p style="text-align: justify;">                Não só os Youruba foram vítimas do tráfico de escravos (que para o Brasil, encaminhava cerca de 50 mil pessoas por ano, segundo o historiador Pandia Calógeras). Os fon, (tribo poderosa que dominou outros povos  africanos, manteve durante muitos anos um Reino poderoso) vendia  também seus irmãos ewe, ou gege e ainda os fanti axanti, que habitavam o atual territóro do Togo, da Costa do Marfim, da atual Ghana, entre nós chamados de minas.  Os fanti axanti tinham uma cultura muito parecida com a fon-gege e a yoruba. No Brasil, não conseguiram deixar vestígios claros  de suas tradições. Eram tidos como valentes  e inteligentes, bons pescadores e conhecedores de cozinha e, no entanto, muito rebeldes à diciplina do trabalho. Além disso, foram ainda escravizados e trazidos para o nosso país, os peuls, os mandingas. Os haussa – habitantes da atual República do Mali – os tapas, rornu e gurunsi da mesma origem( no Brasil, todos chamados geralmente de malês).</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-42359" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/12/escravos-no-tronco-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></p>
<p style="text-align: justify;">               Eram os mais desenvolvidos culturalmente. Muitos sabiam ler e escrever em caracteres arábicos – ao contrário dos donos, que quase sempre eram analfabetos.. Os turbantes, as saias redondas rendadas, as chinelinhas, os panos de costa das baianas do Brasil são sobrevivência de seus costumes.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-42360" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/12/imigrantes-1.jpg" alt="" width="225" height="225" /></p>
<p style="text-align: justify;">                 O Brasil só é o que é hoje, em grande parte graças à cultura e o trabalho do negro que para cá foi trazido contra sua vontade. Lutou em todas as guerras e revoluções, sempre sob a mesma promessa mentirosa de liberdade.</p>
<p style="text-align: justify;">                Outros povos que vieram para o Brasil, na maioria europeus, alemães. italianos, poloneses  e tantos outros entre eles os japoneses, estes, oriundos da Ásia que hoje  também fazem parte da formação étnica dos brasileiro, foram trazidos para cá  sob a promessa  de ganharem terras para plantar e outras promessas, também mentirosas, pois aqui chegados foram praticamente, largados à própria sorte sem nenhum apoio do governo da época. E foram chantageados e  ameaçados de perderem o pouco que aqui tinham conseguido. Sabe-se, porém, que lá nos seus países de origem estavam passando por dificuldades imensas e a vinda para colonizar o novo mundo era uma das poucas alternativas que tinham. Na realidade, a maioria deles veio substituir a mão de obra escrava e muitas vezes, tratados como escravos. A grande diferença entre esses colonos e os negros africanos, além da cor da pele, foi a forma como foram trazidos.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-42361" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/12/imigrantes_brasil-300x206.jpg" alt="" width="300" height="206" /></p>
<p style="text-align: justify;">             Os negros  africanos  não tinham nenhum motivo para deixar a sua terra natal, foram aprisionados e acorrentados. Também não tinham nenhum motivo político ou econômico para deixarem a África. Já os outros imigrantes tinham muitos problemas, tanto políticos como econômicos. E no início foram tão maltratados que a diferença entre um colono europeu e um escravo africano era só a cor da pele. Pois de fato, na maioria vieram para substituir a mão de obra escrava, que por força da lei estavam sendo libertados.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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		<title>Os caminhos da escravidão &#8211; Coluna do Arno</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 11:47:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andersonguiasaoluiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arno]]></category>
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[arno]]></category>
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		<category><![CDATA[escravos]]></category>

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		<description><![CDATA[              Ogum cresceu aprendendo as habilidades seculares de sua tribo. Seu pai lhe ensinara a trabalhar com os metais e suas peças de cobre eram elogiadas por todos. Jovem ainda,...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">              Ogum cresceu aprendendo as habilidades seculares de sua tribo. Seu pai lhe ensinara a trabalhar com os metais e suas peças de cobre eram elogiadas por todos. Jovem ainda, conseguira permissão para casar o que um “Yuruba” só podia fazer, se antes provasse capacidade de produzir bens suficientes para trocá-los por alimento e roupas.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-40997" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/11/comércio-de-escravos-300x238.jpg" alt="" width="300" height="238" /></p>
<p style="text-align: justify;">            Vieram os filhos. Ogum precisava trabalhar bastante para mantê-los. Precisava ir com mais freqüência ao posto de troca, onde deixava seu produto e recebia o sustento das mãos dos dominadores fon. Numa dessa viagens, viu pela primeira vez uma “gente estranha” que se costumava falar na tribo, mas, que ninguém entendia. Era uma gente sem cor. Como podiam existir homens assim – pensava Ogum – se, como todos sabiam, “Odudua”, o sopro Divino, tinha concebido o Homem, e esse homem era preto. Mas os brancos ali estavam – com suas roupas pesadas, seus calçados de couro, suas armas de fogo. Eram portugueses, fixando-se em núcleos comerciais ao longo da costa ocidental africana.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-40998" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/11/escravidão-204x300.jpg" alt="" width="204" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;">                Um dia, logo ao nascer do sol, Ogum repete a rotina de ir ao posto de trocas, afastado da aldeia. Uma caminhada fatigante, porém indispensável. Só ao cair da tarde Ogum voltaria. Mas, quando voltou, sua família não estava à espera. Nem seus vizinhos. Nem seus amigos. Só alguns velhos, assustados e confusos. Por eles Ogum descobre o que se passara: soldados  daomeanos e homens brancos invadiram a povoação, prenderam e levaram em cativeiro quase todos os habitantes. O que Ogum não ficara sabendo é que os próprios chefes Yuruba tinham participado da operação: eles ajudavam a escravizar seus irmãos.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-40999" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/11/escravo-205x300.jpg" alt="" width="205" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;">                 Só havia uma coisa a fazer, Ogum não tinha dúvida: ir ao encontro de sua família onde ela estivesse. Armou-se de um punhal, invocou a proteção de seu Orixá e pôs-se em marcha. O Orixá não veio em seu socorro: quando Ogum alcançou a fila de gente que ia devagar pelas trilhas da floresta, o punhal foi inútil. Logo o bravo Yoruba foi dominado -  e de que adiantava resistir, se resistência seria sua morte? E morto como poderia proteger sua mulher e filhos.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-41000" src="http://guiasaoluiz.net/wp-content/uploads/2011/11/navio-negreiro-300x189.jpg" alt="" width="300" height="189" /></p>
<p style="text-align: justify;">                 Assim Ogum ficou na coluna dos cativos. Andaram dias e dias; os captores não queriam cansá-los demais, por isso não forçavam a marcha. O rumo era a costa, onde os portugueses tinham vários portos: Lagos, Porto Novo, São João de Ajudá.</p>
<p style="text-align: justify;">              Lagos é hoje a capital da Nigéria; Porto Novo, de Daomé, e São João de Ajudá constituiu – até 1964 – um enclave português nas terras dos países independentes da África, murcha reminiscência dos tempos idos.</p>
<p style="text-align: justify;">              Durante a caminhada, Ogum percebeu que a fuga era impossível. Para os que tentassem escapar, havia apenas um castigo: a forca (ainda hoje, um dos portos da Nigéria se chama “Forcados”, em memória aos negros que ali perderam a vida para não serem escravos). Nada restava fazer, senão andar. Finalmente chegam a São João de Ajudá. É uma verdadeira fortaleza ao lado da cidade da Ouidah. Os presos são amontoados perto do cais, ali ficam dois dias, até que, escoltados por guardas daomeanos, aparece outro homem branco – o comerciante. Começa a escolha: homens, mulheres e crianças são agrupados ou, separados conforme os interesses do traficante. Os selecionados, Ogum entre eles, são embarcados num navio. Os mais agressivos são postos a ferros; os demais  simplesmente atirados ao porão. Pouco depois o veleiro partirá. Destino: a colônia portuguesa chamada Brasil. Ogum irá trabalhar num engenho de açúcar, sua mulher será escrava de alguma  sinhazinha, seus filhos – o que será de seus filhos?&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>20 de Novembro &#8211; dia da consciência negra</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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